Ler por aí
 
08 de Setembro de 2014

Depois de ler vários policiais nórdicos quase me tinha esquecido como é ler um policial “normal”. 
Não há mãos decepadas, nem olhos arrancados, nem cadáveres ensanguentados deixados na neve, há uma mulher assassinada em casa, tudo muito comum. O nosso herói não é polícia ou detective mas um jornalista da City Radio, em Londres que depois de dizer, no ar, a palavra começada por F, é colocado de castigo a trabalhar com a colega do programa “Rádio no Feminino” e querem que deixe de lado a história do assassinato que estava a seguir.
Também clássico é o facto ser bêbado (era giro uma vez por outra o detective de serviço ser viciado em chá de hortelã, só para ser diferente), abandonado pela esposa que se mudou para a Austrália com o filho e o novo marido. 
Foi escrito no início do século XXI (século XXI caramba! Onde está o teletransporte que nos prometeu o Star Trek?) e é muito anos 90, associações verdes contra a construção de auto estradas, toda agente a fumar em todo o lado e provas importantes escondidas numa disquete.
Todo o livro é muito inocente em comparação com os seus parceiros nórdicos mas para mim cumpriu o propósito, só soube quem era o assassino nas últimas páginas, mas eu sou tótó e papo sempre as dicas que o autor me impinge para distrair do verdadeiro assassino.

 

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