Ler por aí
 
05 de Fevereiro de 2018

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Há livros que aparecem nas nossas vidas sem que o esperemos. Este foi um deles. Com o início da Comunidade Leya Connosco fui desafiada a lê-lo e digo-vos, desde já, que foi uma óptima surpresa.

Porque não ando a par das novidades e porque não sou fã de Kuduro e dos Buraka Som Sistema não fazia ideia que Kalaf Epalanga era (também) escritor.

O título "Os brancos também sabem dançar" e a frase um romance musical remetem-nos imediatamente para o mundo deste livro, o mundo do Kuduro e da Kizomba  (que segundo o autor, podem ter tido como responsável pelo seu aparecimento, nada mais nada menos, que Cavaco Silva... sim, esse mesmo em quem vocês estão a pensar). 

Divido em três partes, este livro é um misto equilibrado de ficção, ensaio e biografia. Na verdade é muito difícil para mim, que pouco ou nada conheço do escritor, separar a parte da ficção da parte auto-biográfica mas será isso importante? A verdade é que aqui conheço um pouco do Kalaf visto pelo próprio, como é, como gostaria de ser ou como se vê. E isso para mim, chega perfeitamente.

Aprendi imenso sobre kuduro e kizomba. Para dizer a verdade antes de ter lido este livro não conhecia nada de kuduro (apenas que não é o meu estilo de música) e sobre a kizomba sabia apenas o suficiente para saber que a intimidade que provoca e invoca não é para mim. Gosto de ver dançar kizomba mas não de a dançar. Mas gostei de ler todas as páginas sobre estes estilos musicais, o que está na sua génese, como apareceram, o que contam, em cada passo marcado, sobre quem as dançam. Gostei de ver a dança, a música, como expressão cultural. 

Gostei de ver a música, a dança transformada em palavras. Gostei de conhecer aqueles personagens, de viajar pelo mundo com o autor, de registar as inúmeras referências musicais. Gostei de dar uma hipótese a esta música e a este livro.

Boas leituras

 

 

publicado por Patrícia às 07:00 link do post
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