Ler por aí
 
03 de Abril de 2016

Na Roda dos Livros cada um de nós fala dos livros que quer. Dos que gosta e dos que não gosta. Acho que algumas das meninas da Roda (não vou dizer nomes mas elas sabem bem quem são) preferem quando eu falo mal de um livro. Na última Roda (que aconteceu na Mercearia Criativa) estive a desabafar acerca das minhas impressões menos positivas do livro da Helena Vasconcelos, "Não há tantos homens ricos quanto mulheres bonitas que os mereçam" e, garanto-vos, foi uma galhofa. 

Eu sei que sou demasiado emotiva com os livros (afinal é só um livro, não é?) e que quando gosto muito ou não gosto nada sou um bocadinho exagerada. E ao longo das várias vidas deste blog (é como os gatos, tem 7 vidas e pelas minhas contas vai na sua 4ª vida) isso tem ficado bem presente.

Mas nos últimos tempos tenho pensado duas vezes antes de escrever os post mais negativos. Não vale a pena estar aqui com paninhos quentes: tenho lido bastante em Português e saber que os autores facilmente chegam aqui (coisa que já aconteceu) condiciona-me. Não me condiciona a ponto de dizer que gosto de um livro quando não gosto nem de deixar de escrever sobre os livros de que não gosto mas ainda assim não escrevo o que escreveria se não tivesse essa condicionante.

Sinceramente não fiquei nem um bocadinho feliz com o post que escrevi acerca deste livro e quem me ouviu falar dele sabe bem disso. Tenho que me disciplinar e não ceder à tentação da auto-censura. Não se iludam, não digo isto por ter alguma ilusão de que os meus textos são importantes (há meia dúzia de pessoas a ler cada um deles, não mais, e por muito importantes que essas pessoas sejam para MIM o número não é estatisticamente suficiente para fazer qualquer diferença) mas porque esta pessoa não sou eu. Eu sou a espalha-brasas que convence pessoas a ler livros que detestou porque tê-los odiado significa que me aingiram e que por isso merecem ser lidos. Eu sou aquela que escreve textos da treta porque o faz 5 minutos depois de ter acabado de ler o livro. Eu sou aquela que escreve todos os textos de memória, na maioria das vezes nem tem o livro ao lado e que se esquece de fazer anotações porque está demasiado interessada na história do livro (ou no chocalate que tem na mão) para se dar a esse trabalho.

Eu não sou a pessoa que tem cuidado com o que escreve porque tem medo de pisar os calos a alguém. Portanto, depois do ridículo disclaimer do outro post, este é o verdadeiro:

"Este blog é meu, escrevo o que quiser. Escrevo sobre livros porque os livros são uma das minhas grandes paixões, às vezes não gosto de bons livros e outras gosto de maus livros"

 

publicado por Patrícia às 11:38 link do post
Como autora que vem aqui ler os teus posts, Patrícia, asseguro-te que prefiro a honestidade e a impulsividade: que adores ou detestes o livro e o digas sem censuras... mesmo que sejam meus!! :D
carla soares a 3 de Abril de 2016 às 13:31
Obrigada Carla, :).
Ainda bem que assim é. Infelizmente acho que essa postura não é muito comum.
beijinhos e boas leituras
Patrícia a 4 de Abril de 2016 às 17:31
Sinceridade acima de tudo.
Esse livro seria (e será) a minha próxima leitura.
Curiosa :)
Beijinhos e boas leituras
Isaura Pereira a 20 de Abril de 2016 às 13:54
Vou ficar à espera da tua opinião. Espero que gostes.
Patrícia a 21 de Abril de 2016 às 10:27
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