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Ler por aí

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O Jogo do Anjo (Carlos Ruiz Zafón)

Sinopse
Na Barcelona turbulenta dos anos 20, um jovem escritor obcecado com um amor impossível recebe de um misterioso editor a proposta para escrever um livro como nunca existiu a troco de uma fortuna e, talvez, muito mais.
Com deslumbrante estilo e impecável precisão narrativa, o autor de A Sombra do Vento transporta-nos de novo para a Barcelona do Cemitério dos Livros Esquecidos, para nos oferecer uma aventura de intriga, romance e tragédia, através de um labirinto de segredos onde o fascínio pelos livros, a paixão e a amizade se conjugam num relato magistral.
O Jogo do Anjo de Carlos Ruiz Safón.

Excerto
«Um escritor nunca esquece a primeira vez em que aceita umas moedas ou um elogio a troco de uma história. Nunca esquece a primeira vez em que sente no sangue o doce veneno da vaidade e acredita que, se conseguir que ninguém descubra a sua falta de talento, o sonho da literatura será capaz de lhe dar um tecto, um prato de comida quente ao fim do dia e aquilo por que mais anseia: ver o seu nome impresso num miserável pedaço de papel que certamente lhe sobreviverá. Um escritor está condenado a recordar esse momento pois nessa altura já está perdido e a sua alma tem preço.»


Acabei ontem à noite de ler este fabuloso livro e ainda estou fascinada com esta história. Já era fã do Carlos Ruiz Zafón desde que li a Sombra do Vento e agora, após este Jogo do Anjo, estou definitivamente rendida a este escritor.
Uma forma de o descrever é com uma frase que ouvi à R. : “um escritor que escreve poesia em prosa”. Um escritor que escreve sobre escritores, sobre livros, sobre histórias, coisas que me fascinam e que tornam os livros deste escritor ainda mais interessantes.
No jogo do anjo encontramo-nos com David Martin, um escritor, que narra a sua história. David é levado ao Cemitério dos Livros Esquecidos pelo Sr. Sampere (avô de Daniel, o protagonista da Sombra do Vento), e também de lá traz um livro. Nessa altura já David está a trabalhar para o “patrão”, um ser estranho que tem como imagem de marca um anjo, num projecto ousado que lhe vai mudar a vida. Numa cadência de acontecimentos, onde a realidade se mistura com a ilusão, David é o principal peão de um jogo cruel, de crimes e mentiras, de amores e paixões. O valor da amizade está presente na pessoa de Isabella e mesmo de Pedro Vidal, que por verdadeira amizade ou puro sentimento de culpa aceita qualquer coisa de David.
Apesar de alguns tópicos em comum com o anterior livro, este não necessita do primeiro para “viver” e ser um grande livro.
Definitivamente aconselho a que seja lido e saboreado!

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