Ler por aí
 
17 de Novembro de 2015

 

Amigo! Há tanto tempo que não te via!

É isto. Voltar a ler Isabel Allende é como reencontrar um velho amigo com quem não falamos há séculos depois começamos a conversar e parece que foi ontem.

Leio Isabel Allende parece-me desde sempre, li os contos, as histórias grandes, a trilogia para adolescentes (ou young adult como se diz agora com siga YA e tudo, super moderno) as memórias, os históricos e também as receitas afrodisíacas. É um autor que compro sem sequer ler a sinopse porque sei que vou gostar. Este nem sequer foi comprado, porque foi uma prenda, (obrigada Pat!) é ainda melhor.

É diferente de todos os outros livros dela, é um género de policial em que os investigadores são adolescentes, vivem em várias partes do mundo e jogam Ripper, um jogo de mistério online onde Amanda, a protagonista, é a mestre do jogo. Gostei muito da cumplicidade entre Amanda e o avô, que também participa no Ripper como Kabel o esbirro, é giro.

E depois esta mulher fala de tudo, não só de mutilação genital feminina (sim ainda é um assunto, continua a acontecer no séc. XXI, ainda é um assunto), gravidez na adolescência, guerra e stress pós-traumático, lutas de cães, trabalho imigrante clandestino, anorexia mas também de romances policiais de autores escandinavos mencionando a trilogia Millenium, refere a série Crepúsculo, e ainda consegue encaixar o marido, William C. Gordon, como escritor de livros policiais e pai do personagem detective privado. Tudo em bom.

Reconheço esta história como de Isabel Allende pela descrição das pessoas, dos lugares e pela personalidade dos animais, Salve-o-atum o gato e Atila o cão.

Se é o melhor policial de todos os tempos? Não, também não é o melhor livro de Isabel Allende (pelo menos para mim) mas é bom e vale a pena, se não mo tivesse oferecido ia comprá-lo na mesma.

Só tenho a apontar que achei esta edição um bocado pobre tem 2 ou 3 erros ortográficos e não tem as páginas guarda brancas no início e no fim do livro.

Mais um bocado e os agradecimentos estavam escritos na capa, forretas.

publicado por Catarina às 19:36 link do post
É mesmo isso: não é o melhor mas vale a pena... nem que seja pelo Salve-o-Atum. Que nome de bicho tão, mas tão, bom. Eu achei o livro divertido- Já não me lembro do crime, mas lembro-me de várias cenas divertidas e lembro-me de ter gostado bastante e também aconselho.
(Só tu para reparares nisso da edição... forretas :) )
(sabes que há um novo livro da Isabel Allende?)
Patrícia a 18 de Novembro de 2015 às 09:18
O crime tb é bom, tem um twist no final quando pensas: olha acertei! ah afinal não ou talvez sim : )))
e sim tem muito sentido de humor é muito Isabel Allende mesmo sendo diferente.
oh pá sabes que eu gosto de livros em geral embora não faça caso se são de capa dura ou mole se as capas são bonitas ou não, gosto de ler histórias mas acho que os autores têm de ser bem tratados e isso tem de se ver nas edições.
Por falar em capas e no último da Isabel:
-tenho o último, el amante japonés, em capa dura em espanhol por 9 euros da feira do livro na ppl
-sabes que ainda não li nem tenho "o caderno de maya" porque a capa é horrorosa e estou à espera de uma edição diferente? (tenho um quase post sobre isto)
Catarina a 18 de Novembro de 2015 às 09:44
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