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Ler por aí

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O jogo de Ripper, de Isabel Allende

 
Disclaimer: Allende, mesmo quando não está no seu melhor, é uma das minhas escritorasfavoritas pelo que esperarem uma opinião completamente isenta da minha partenão é algo que devam fazer….

 Um policial escrito pela Isabel Allende não é usual. Paramim foi uma aposta ganha. Para quem é fã de policiais nórdicos, cheio de sanguee de cenas macabras com as suas teorias de que as sociedades perfeitas escondemsempre uma podridão imensa, este não é o livro ideal. Este livro é bastantedivertido e muito pouco negro, apesar da violência de alguns dos homicídios.

Allende é exímia a descrever personagens e isso nota-seaqui. Ficamos rapidamente a conhecer os personagens principais e a ter umapanóplia de informações que, não sendo fulcrais para o livro, são a melhorparte de tudo (e muita gargalhada dei eu com algumas das peripécias contadas –o Ryan e a sua namorada fã das cinquenta sombras de grey arrancaram-me algumasdelas) . Quase sem dar conta vi-me completamente envolvida e a torcer pelaAmanda e pelos seus amigos de Ripper. A relação de Amanda com o seu esbirro éternurenta, os nomes dos gatos são… ridiculamente divertidos? Sim, que um gatochamar-se “salve-o-atum” ou coisa do género é algo que não lembra às mentesmais loucas.

Ou seja, este é um policial fantástico para gente pequenacomeçar a ler policiais. Lembro-me que, na minha adolescência, lia imensoAgatha Chistie e Sir Arthur Connan Doyle e este livro ter-se-ia encaixadomaravilhosamente nessa altura da minha vida. Quem não gostou do “A cidade dosdeuses selvagens” provavelmente também não vai gostar deste “O jogo de Ripper”mas eu gostei imenso e aconselho incondicionalmente.
 


Sinopse
Indiana e Amanda Jackson sempre se apoiaram uma à outra. No entanto, mãe e filha não poderiam ser mais diferentes. Indiana, uma bela terapeuta holística, valoriza a bondade e a liberdade de espírito. Há muito divorciada do pai de Amanda, resiste a comprometer-se em definitivo com qualquer um dos homens que a deseja: Alan, membro de uma família da elite de São Francisco, e Ryan, um enigmático ex-navy seal marcado pelos horrores da guerra.
Enquanto a mãe vê sempre o melhor nas pessoas, Amanda sente-se fascinada pelo lado obscuro da natureza humana. Brilhante e introvertida, a jovem é uma investigadora nata, viciada em livros policiais e em Ripper, um jogo de mistério online em que ela participa com outros adolescentes espalhados pelo mundo e com o avô, com quem mantém uma relação de estreita cumplicidade.
Quando uma série de crimes ocorre em São Francisco, os membros de Ripper encontram terreno para saírem das investigações virtuais, descobrindo, bem antes da polícia, a existência de uma ligação entre os crimes. No momento em que Indiana desaparece, o caso torna-se pessoal, e Amanda tentará deslindar o mistério antes que seja demasiado tarde.