Ler por aí
 
27 de Julho de 2010



No último volume Edwina assistiu ao desaparecimento do seu amado Edwin nas águas profundas do oceano. Na sombra, os mestres da Arte Obscura conspiram: não desistem de se assenhorear das Pedras Mágicas da feiticeira Aranwen. Julgando Edwin morto, Edwina, a Rainha do Sol, desposa Ivarr, e todos esperam dela um herdeiro que perpetue a linhagem dos reis vinquingues. Mas será que mistérios ainda ocultos virão alterar o rumo dos acontecimentos? Poderão, como profetizado, as essências do Sol e da Lua fundirem-se numa só, para darem origem a um Conhecimento superior, como o de um deus? Serão os nossos heróis capazes de superar todas as provas que lhes estão reservadas?





Continuo a ter sentimentos contraditórios em relação a esta saga. Se por um lado as parecenças com as histórias de Sorcha e companhia pararam, por outro lado a história não ganhou muito com isso.

Neste quarto volume, Edwina anda perdida. Sem Edwin, a protagonista cede a Ivarr e acaba por casar sem amor. Paixão, luxúria, sim, mas amor, não. Mas Edwina não se consegue impor nem como rainha do sol nem como princesa. E às vezes dá a sensação de amuar em vez de lutar para ser aceite e respeitada. Acho que este livro não acrescentou muito à história. Foi, quanto muito, um compasso de espera. Espero que a sequência seja menos previsível e mais interessante.

Acho que a escritora está a querer imprimir, às personagens principais, um lado humano: qualidades e defeitos, derrotas e vitórias, certezas e dúvidas. Mas acho que com a Edwina exagerou na dose. O Edwin tornou-se quase banal. A Thora perdeu aquela magia que tinha. A Freya ficou bem mais interessante.

Enfim, o livro lê-se. Mas não me agradou por aí além. Foi interessante apenas (e com algum esforço) o suficiente para me fazer ler o 5º volume.

E esta mania de escrever uma história em 7 (mais coisa menos coisa) livros também me transcende um bocadinho. Acho demasiado. Pessoalmente não gosto de levar “anos” a ler uma história nem de fazer pausas tão grandes entre os volumes. Há muito que decidi não ler nada que não esteja totalmente escrito e editado mas abri uma excepção com esta saga por já ter dois dos livros lá em casa. Vamos ver se valeu a pena.

publicado por Patrícia às 12:29 link do post
pesquisar neste blog
 
email
ler.por.ai@sapo.pt
mais sobre mim
tags

2017

adam johnson

afonso cruz

afonso reis cabral

agatha christie

alexandre o'neill

alguém quer este livro?

amin maalouf

ana cristina silva

ana margarida de carvalho

ana saragoça

ana teresa pereira

anna soler-pont

anne bishop

anne holt

antonio garrido

antónio lobo antunes

as paixões antigas

biblioteca de bolso

brandon sanderson

carla m. soares

carlos campaniço

carlos ruiz zafón

chimamanda ngozi adichie

colleen mccullough

conversas (sur)reais

cristina drios

curtas

dan brown

danuta wojciechowska

david soares

diário de leitura

direitos dos leitores

dulce maria cardoso

elena ferrante

filipe melo

frank mccourt

george r.r martin

gonçalo m. tavares

greg mortenson

haruki murakami

helena vasconcelos

ildefonso falcones

inês pedrosa

isabel allende

jo nesbø

joão tordo

jodi picoult

josé eduardo agualusa

josé luís peixoto

josé rodrigues dos santos

josé saramago

juan cavia

julia navarro

juliet marillier

ken follet

l.c. lavado

ler em português

leya em grupo

lídia jorge

livros

luís miguel rocha

mai jia

maria manuel viana

mário zambujal

marion zimmer bradley

meg wolitzer

mitos e outros temas livrescos

mónica faria de carvalho

natal

nuno nepomuceno

opinião

os meus amigos também gostam de ler

patrícia müller

patrícia reis

paulo m. morais

podcast

richard zimler

robert wilson

robin sloan

roda dos livros

rosa lobato faria

rui cardoso martins

rui zink

sandra carvalho

sonhos

stephenie meyer

stieg larsson

stormlight archives

tarita

the way of kings

tiago carrasco

trudi canavan

ursula k. le guin

valter hugo mãe

vasco ribeiro

victoria hislop

words of radiance

youtube

zoran živković

todas as tags

blogs SAPO