Ler por aí
 
20 de Setembro de 2011


Sinopse:
A sua chegada foi profetizada. Dizem que ele destruirá o mundo. Talvez o faça ...
“Escutem. O Santuário dos Redentores, em Shotover Scarp, é uma mentira infame, pois lá ninguém encontrará santuário e muito menos redenção.”
O Santuário dos Redentores é um lugar vasto e isolado – um lugar sem alegria e esperança. A maior parte dos seus ocupantes foi levada para lá ainda em criança e submetida durante anos ao brutal regime dos Redentores, cuja crueldade e violência têm apenas um objectivo – server a Única e Verdadeira Fé. Num dos lúgubres e labirínticos corredores do Santuário, um jovem acólito ousa violar as regras e espreitar por uma janela. Terá talvez uns catorze ou quinze anos, não se sabe ao certo, ninguém sabe, e há muito que esqueceu o seu nome verdadeiro – agora chamam-lhe Cale. É um rapaz estranho e reservado, engenhoso e fascinante. Está tão habituado à crueldade que parece imune a ela, até ao dia em que abre a porta errada na altura errada e testemunha um acto tão terrível que a única solução é a fuga.
Mas os Redentores querem Cale a qualquer preço ... não por causa do segredo que ele sabe mas por outro de que ele nem sequer desconfia.


Comprei este livro sem conhecer a história, porque gostei da capa, porque me apetecia entrar num outro mundo, num mundo mais alternativo e com poucas parecenças com a realidade. Sem grandes expectativas li o livro num instante mas não lhe dou uma opinião muito positiva. Digamos que fica ali no 2/5 (rating que lhe dei no goodreads) e que após ler a sequela pode (ou não baixar).
A história apresenta-nos Cale, um miúdo de 14/15 anos que vive no santuário dos redentores, local inóspito, cinzento e triste onde a violência e a desinformação imperam. Cale é forjado no medo e na violência e ainda na adolescência é um miúdo duro, cheio de raiva e rancor. Naquele santuário reinam os redentores, monges cruéis e hipócritas, com um objectivo macabro que esperam atingir por meio daqueles jovens que se transformarão em máquinas de guerra por meio dos mais terríveis métodos.
Cale vê o que não deve e comete um “erro” que lhe custará a vida a não ser que consiga fugir e que esta fuga seja bem sucedida. E aqui começam as aventuras de um trio de miúdos que poderia ser muito melhor explorado. Mesmo assim é interessante ver a relação inconstante entre Cale, Henry Vago e Kleist.
O livro até tem um história engraçada, bastante negra e que deve agradar bastante a um público jovem/adulto.
Temos a impressão de estar num mundo criado pelo escritor… mas só até um determinado ponto. A partir de uma certa altura as semelhanças entre a religião apresentada no livro e a religião católica são demasiado evidentes e até ridículas. Na religião Católica o filho de Deus vem à terra para salvar a humanidade e é crucificado. Neste livro o redentor é enforcado. A mãe de ambos é pura e virgenzinha. Há santos (existentes na religião católica), conceito de céu, inferno, orações e pecados. Fiquei estupefacta com uma referência à lenda do homem que viveu 3 dias na barriga de uma baleia. Na bíblia este é Jonas. Aqui é Jesus Cristo. Se o escritor queria escrever sobre a religião católica e sobre a violência religiosa desta igreja, devia tê-lo feito abertamente e sem recorrer a este paralelismo tolo. Se bem que, apesar de toda a violência exercida em nome de Deus, nunca ouvi falar de nada como é descrito neste livro.
Cale é o herói da história. Um herói um bocado relutante e muitíssimo violento. De tal forma que chega a ser difícil criar empatia com o personagem principal. Há momentos que temos pena do miúdo, noutras que lhe achamos alguma piada mas não há grande afinidade com ele.
Mesmo assim o livro lê-se bem e tenho alguma curiosidade em saber como vai acabar a história. Espero, no entanto, que o próximo livro não esteja tão cheio de clichés como este.
publicado por Patrícia às 12:51 link do post
o braço esquerdo de deus é o mesmo libro que a mão esquerda de deus?
Anónimo a 19 de Outubro de 2011 às 16:43
olá,
Acho que sim, acho que a versão Brasileira é "A mão esquerda de deus".
Boas leituras
Patrícia a 19 de Outubro de 2011 às 17:04
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