Ler por aí
 
22 de Fevereiro de 2016

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Allende, é sempre Allende. Mesmo quando não é fantástico, é sempre bom regressar aos livros de Isabel Allende. Mais que escritora é uma enorme contadora de histórias. E eu adoro uma história bem contada. Não interessa a volta que dê, é sempre a história o que mais me agarra, o que me fascina, o que me faz leitora.

Posto isto, não, não é o melhor do livro de Isabel Allende. Mas lê-se que é uma maravilha, aquece-nos a alma e faz-nos companhia durante umas boas horas.

Isabel Allende vem contar-nos histórias de amor. Daquelas que sobrevivem ao tempo, daquelas que vencem batalhas, das que são vencidas pelo preconceito, das que vencem os preconceitos. Allende conta-nos a amizade (o maior de todos os amores), conta-nos a beleza, o talento, a resignação, a força. 

Uma jovem, Irina, vai trabalhar para um lar de idosos onde conhece Alma, uma utente, e, através dela, Seth. Temos então a primeira história de Amor. Seth apaixona-se loucamente pela Irina e torna-se visita habitual da Avó, que aproveita desavergonhadamente a situação (não só é a forma de ver mais o neto mas o achar que Irina será o escândalo perfeito para o neto).

Seth e Irina vão juntar-se para "descobrir" a história de Alma. Quem será o homem com quem Alma se encontra regularmente? Quem lhe envia as cartas amarelas?

Mas desengana-se quem acha que apenas de amor se faz este livro. Aprendi bastante (campos de concentração de japoneses em território americano? Não fazia ideia) e reflecti bastante. Eutanásia, droga, suicídio, velhice, morte enfim... vida. 

Vale sempre a pena ler Allende.

publicado por Patrícia às 11:42 link do post
já está há algum tempo na minha wishlist
gosto das histórias dela, e conta-as bem
anacb a 22 de Fevereiro de 2016 às 13:05
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