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Ler por aí

Ler por aí

José Saramago

 

 
Jogo-me para fora de pé e começo pelo único Nobel da Literatura português.
Sou uma leitora muito tardia do tio Saramago, tenteipor várias vezes ler o “Memorial do Convento” e não passava do primeirocapítulo. Fazia-me confusão o Sr. não usar uma pontuação como deve de ser,daquela aprendida na escola. Escrever como quemvai a correr cheio de pressa sem pontos sem vírgulas sem nada sem deixar umespacinho para respirar pelo menos nas "falas" colocar um travessão emudar de linha para sabermos quem é quem e mesmo assim fazer sentido a contaruma história não é para todos. E não era para mim ler este livro, por isso devolvi o Memorial a quem mo tinha emprestado e não pensei mais no assunto(mentira, isto ficou a remoer-me um bocado mas aprendemos a seguir em frente).Entretanto o Sr. Saramago foi escrever para a freguesia do infinito e maisalém, e eu pensei para mim própria: - CG és um ovo podre se não lês, pelomenos, um livro do único escritor português prémio nobel da literatura. Recorri à mesma amiga que me tinha emprestado oMemorial e ela cedeu-me temporariamente “As Intermitências da Morte”, que li emduas tardes de praia e adorei. Adorei logo a primeira frase - "No dia seguinteninguém morreu”. Adorei o sentido de humor irónico, que não sabia que oSaramago tinha. Adorei a crítica à sociedade em que vivemos, a maneira comodescreve as reacções dessa mesma sociedade se simplesmente as pessoas, todas aspessoas, não morressem, nunca. Adorei tanto que devolvi “As Intermitências da Morte”e trouxe emprestado o “Todos os Nomes”que li e também gostei, não adorei porque o Sr.José, escriturário, é superdeprimente. E novamente voltei a pegar no “Memorial do Convento”. Que li, finalmente, eque passou a ser um dos meus livros favoritos. O convento de Mafra é apersonagem principal, há ainda o padre maluco com a sua passarola, Portugal notempo da inquisição mas, a história fantástica de Baltasar Sete-Sóis e BlimundaSete-Luas é um dos romances mais espectaculares que já li. Entretanto já devolvi o“Memorial” emprestado e comprei a “História do Cerco de Lisboa”. Ainda nãopassei do primeiro capítulo.
 
 

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