Ler por aí
 
11 de Agosto de 2014

É quase impossível escrever sobre este livro sem revelarmais do que devo. Considerem-se avisados e caso pretendam ler este livro nãoleiam mais.






 
No início este livro parece lento, inútil, fútil. Uma seca,portanto. Não desisti, no entanto. Ajudou saber que Gone Girl agradou a muitagente e que “nada do que parece é”. Ainda assim, ainda sabendo que aquilo sópodia deslizar para uma pancada enorme, surpreendi-me, enojei-me, arrepiei-mevárias vezes.
 
Não é possível deixar de pensar que uma mente brilhante aliadaà perversidade dá um resultado assombroso.
Será que o crime perfeito existe? Será possível que algoassim aconteça? Provavelmente já aconteceu, certo?
Neste livro só há gente chanfrada. Não consigo dizer quegostei de algum deles. Não me identifiquei com nenhum (apesar do 5º aniversáriodo meu casamento se estar a aproximar) e no entanto não consegui deixar de lereste livro de uma forma compulsiva. Um bocadinho como quando somos miúdos evemos os filmes de terror através dos dedos da mão.
Estelivro é uma janela aberta para a loucura, para os vários níveis que separam oamor da obsessão, a inteligência da psicopatia.

Um thriller psicológico que me faz desejar com muita forçanunca estar perto de alguém assim e que me faz ter vontade de chegar a casa edar ao meu marido um abraço apertadinho e agradecer-lhe a sua “normalidade”.


publicado por Patrícia às 15:29 link do post
"Neste livro só há gente chanfrada." Bom resumo! Hahahaha! Ainda bem que gostaste :)
Beijinhos
Diana Marques a 12 de Agosto de 2014 às 01:48
pesquisar neste blog
 
email
ler.por.ai@sapo.pt
mais sobre mim
tags

2017

adam johnson

afonso cruz

afonso reis cabral

agatha christie

alexandre o'neill

alguém quer este livro?

amin maalouf

ana cristina silva

ana margarida de carvalho

ana saragoça

ana teresa pereira

anna soler-pont

anne bishop

anne holt

antonio garrido

as paixões antigas

biblioteca de bolso

brandon sanderson

carla m. soares

carlos campaniço

carlos ruiz zafón

chimamanda ngozi adichie

colleen mccullough

conversas (sur)reais

cosmere

cristina drios

curtas

dan brown

danuta wojciechowska

david soares

diário de leitura

direitos dos leitores

dulce maria cardoso

elena ferrante

filipe melo

frank mccourt

george r.r martin

gonçalo m. tavares

greg mortenson

haruki murakami

helena vasconcelos

ildefonso falcones

inês pedrosa

isabel allende

jo nesbø

joão tordo

jodi picoult

josé eduardo agualusa

josé luís peixoto

josé rodrigues dos santos

josé saramago

juan cavia

julia navarro

juliet marillier

ken follet

l.c. lavado

ler em português

leya em grupo

lídia jorge

livros

luís miguel rocha

mai jia

maria manuel viana

mário zambujal

marion zimmer bradley

meg wolitzer

mitos e outros temas livrescos

mónica faria de carvalho

natal

nuno nepomuceno

opinião

os meus amigos também gostam de ler

patrícia müller

patrícia reis

paulo m. morais

podcast

richard zimler

robert wilson

robin sloan

roda dos livros

rosa lobato faria

rui cardoso martins

rui zink

sandra carvalho

sonhos

stephenie meyer

stieg larsson

stormlight archives

tarita

the way of kings

tiago carrasco

trudi canavan

ursula k. le guin

valter hugo mãe

vasco ribeiro

victoria hislop

words of radiance

youtube

zoran živković

todas as tags

blogs SAPO