Ler por aí
 
15 de Junho de 2010

Uma mensagem secreta da Al-Qaeda faz soar as campainhas de alarme em Washington. Seduzido por uma bela operacional da CIA, o historiador e criptanalista português Tomás Noronha é confrontado em Veneza com uma estranha cifra: 6AYHAS1HA8RU.

Ahmed é um menino egípcio a quem o mullah Saad ensina na mesquita o carácter pacífico e indulgente do islão. Mas nas aulas da madrassa aparece um novo professor com um islão diferente, agressivo e intolerante. O mullah e o novo professor digladiam-se por Ahmed e o menino irá fazer uma escolha que nos transporta ao maior pesadelo do nosso tempo.

Baseando-se em informações verídicas, José Rodrigues dos Santos confirma-se nesta obra surpreendente como o mestre dos grandes temas contemporâneos. Mais do que um empolgante romance, Fúria Divina é um impressionante guia que nos orienta pelo labirinto do mundo e nos revela os tempos em que vivemos.



Este romance foi revisto por um dos primeiros operacionais da Al-Qaeda



Mais um livro do jornalista e romancista José Rodrigues dos Santos. Mais um da saga Tomás Noronha. Este livro tem, para mim, pontos positivos e negativos. Comecemos portanto pelos negativos.
Tomás Noronha. O personagem principal vale como ponto negativo do livro. Já não há paciência para este cromo armado em d.juan de levar por casa. Percebo que, para o autor, seja mais fácil pegar neste personagem conhecido e fazer a história girar à sua volta, once again. Isto quase me parece a saga da ANITA…. Ele é TN e Cristóvão Colombo, TN e os poços de petróleo, TN e a fórmula de Deus, TN o salvador da pátria…. Para quando “TN na praia”?
Não é nada credível esta utilização de TN. Senão vejamos: apenas TN tem os conhecimentos suficientes para perceber o Islão e tem que explicar o BêABá à CIA , NEST e FBI. E não interessa se os operacionais da CIA estão dedicados a neutralizar potenciais ataques terroristas. Eles não têm a preparação suficiente para perceber peva do islão. É demasiado complicado perceber porque é que eles consideram os USA como um dos inimigos! Ah e não faço ideia quantos anos o senhor tem, mas considerando que a mãe dele ainda está mais ou menos saudável (nunca vi aquela doença ser de tão simples trato), que ele continua a ser o melhor da aldeia, não terão passado assim tantos anos desde o último livro… mas foram os suficientes para que ele se tornasse fluente numa das mais complexas línguas existentes… e claro que continua a ser fluente em aramaico. Ah e nem uma única referência às mulheres que com ele se cruzaram anteriormente nem à filha morta, nem à ex-mulher… TN tornou-se patético.
Neste livro apenas o Tomás Noronha é inteligente. A CIA, o NEST e o FBI estão cheios de incompetentes. Os criptanalistas da CIA e afins não conseguem decifrar uma cifra apenas porque não consideram a hipótese de ler aquela coisa na direcção “árabe”…
Como pontos positivos tenho que referir a parte islâmica. Os capítulos reservados a Ahmed são muito interessantes e levam-nos a perceber um pouco do que leva alguém a tornar-se fundamentalista. O encontro com Bin Laden talvez seja um pouco forçado, mas não é isso que tira interesse ao livro.
Resumindo: Lê-se bem, mas apenas à custa do tema. As personagens ocidentais são desinteressantes, vazias e tolas.
Acho que o José Rodrigues dos Santos está a começar a escrever livros “a metro” e com isso começa a perder a qualidade que mostrou em livros como “A filha do capitão”, “Codex” e principalmente “A ilha das trevas”.

publicado por Patrícia às 11:44 link do post
Não podia concordar mais contigo, aliás o que disse no meu blogue não se afastou muito do que achaste. O Tomás Noronha é mau demais para ser verdade e é o primeiro livro que leio com ele. O que salva o livro de ser um completo desperdício de tempo é mesmo o tema. :)
N. Martins a 15 de Junho de 2010 às 13:49
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