Ler por aí
 
04 de Agosto de 2010


Uma história de amor em tempo de Guerra. Lisboa, 1941. Memórias de um espião numa cidade cheia de luz e sombras.
Numa Europa fustigada pelos horrores da II Guerra Mundial, os refugiados chegam aos milhares e Lisboa enche-se de milionários, actrizes, judeus e espiões. Portugal torna-se palco de uma guerra secreta que Salazar permite, mas vigia à distância.
Lisboa, 1941. Um oásis de tranquilidade numa Europa fustigada pelos horrores da II Guerra Mundial. Os refugiados chegam aos milhares e Lisboa enche-se de milionários e actrizes, judeus e espiões. Portugal torna-se palco de uma guerra secreta que Salazar permite, mas vigia à distância. Jack Gil Mascarenhas, um espião luso-britânico, tem por missão desmantelar as redes de espionagem nazis que actuavam por todo o país, do Estoril ao cabo de São Vicente, de Alfama à Ericeira. Estas são as suas memórias, contadas 50 anos mais tarde. Recorda os tempos que viveu numa Lisboa cheia de sol, de luz, de sombras e de amores. Jack Gil relembra as mulheres que amou; o sumptuoso ambiente que se vivia no Hotel Aviz, onde espiões se cruzavam com embaixadores e reis; os sinistros membros da polícia política de Salazar ou mesmo os taxistas da cidade. Um mundo secreto e oculto, onde as coisas aconteciam «enquanto Salazar dormia», como dizia ironicamente Michael, o grande amigo de Jack, também ele um espião do MI6. Num país dividido, os homens tornam-se mais duros e as mulheres mais disponíveis. Fervem intrigas e boatos, numa guerra suja e sofisticada, que transforma Portugal e os que aqui viveram nos anos 40.

Ofereceram-me este livro (Nick and Jacyn, thank you so much), escolhido pela capa. Preocupados perguntavam-me se seria adequado, por tinha sido uma escolha um bocadinho aleatória (pois nenhum fala Português). Eu, com toda a verdade, respondi-lhes que eu era menina para o escolher só com base no título.
E, de facto, acho que este é um título feliz. "Enquanto Salazar dormia" é um dos melhores títulos que já li, para um romance histórico. Pena é, que as virtudes deste livro acabem aí.
Há muito que não me custava tanto ler um livro.
A escrita é simples. Demasiado simples. Acho que não havia 1 única palavra que eu não saiba o que significa. Isto poderia ser uma coisa boa, como é nos livros dos Miguel de Sousa Tavares. Neste livro limita-se a ser irritante.
A história parte de um tema fantástico: Lisboa, em plena segunda guerra mundial, é o centro onde se juntam espiões, Ingleses e Alemães, homens charmosos e perigosos, mulheres lindas e misteriosas, onde o charme e a sedução se misturam com a guerra e a traição.
Neste livro, Jack Gil é o nosso herói. Digo "nosso", pois é meio Inglês, meio Português. Na realidade não gostei dele nem um bocadinho: pedante, mulherengo e com a mania que é garanhão. O facto do escritor o ter "mostrado" aos 85 anos a relembrar todas as mulheres com quem se enrolou não lhe deu, quanto a mim, charme nem interesse. Tornou-o banal e não credível. E um velho a relembrar cenas de sexo é tudo menos sensual. baghhhh
Como ponto positivo, para além do tema príncipal, é a forma ambígua como é apresentado Salazar: ditador implacável e estratega suficientemente bom que conseguiu manter Portugal fora da Segunda Guerra Mundial. Mas mesmo aqui o livro não me convence muito: apesar de compreender o lado inteligente de Salazar, nota-se pouco neste livro o seu lado cruel que manteve Portugal na obscuridade durante tanto tempo.
Apesar de ter alguns personagens interessantes, eles não são bem aproveitados.
Enfim, como se percebe, não gostei nem recomendo.

Quem quiser ler um bom livro sobre este mesmo tema leia o "Uma companhia de estranhos" de Robert Wilson.




 


publicado por Patrícia às 15:34 link do post
já é a 2ª opinião idêntica que leio.
Será que o Quando Lx tremeu tb é assim e fiz má compra?

Boas leituras!
cris a 12 de Novembro de 2010 às 04:20
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