Ler por aí
 
01 de Maio de 2017

Foi em conversa com um amigo dos livros que me lembrei de mais um "direito do leitor". Ainda por cima é um daqueles que deixa tanta gente escandalizada. Falo de "ler na diagonal ou saltar parágrafos/páginas".

Quem nunca o fez que atire a primeira pedra (mas devagarinho, ok?) seja pela ânsia de saber o final seja porque o livro é tão chato mas tão chato que é a única forma de o acabar de ler.

Costumava ler na diagonal sabendo que assim que chegasse à última página voltava à primeira para ler com calma. Também já o fiz (e já saltei capítulos inteiros) porque queria saber o final mas não me apetecia ler o livro. Saltar capítulos ou páginas só acontece em desespero de causa. Quando a escolha é entre isso e entre fechar o livro sem saber o final. 

Na verdade, ler na diagonal também já é muito raro. Leio cada vez mais devagar e com menos pressa de chegar ao fim. 

Mas ainda assim é, sem dúvida, um dos direitos do leitor.

publicado por Patrícia às 08:41 link do post
Confissão das grandes: terei sido a única pessoa da minha turma no 11º ano (já lá vão uns valentes mais de dez anos) que leu Os Maias; porém, só fui capaz de ler a obra após saltar as cerca de 20 páginas de descrição da casa, no primeiro capítulo. Sabia que, se insistisse, ia ser uma tortura horrível. O restante livro fluiu bem, mas ainda hoje não sei como era o Ramalhete - uma das minhas grandes amigas da faculdade diz que é a parte preferida dela do livro, que se sentia a passear pela casa.
Entretanto, só recentemente, li mais Eça... e folgo em saber que não é sempre tão descritivo...
Bárbara Ferreira a 1 de Maio de 2017 às 11:46
A magia dos livros é que a parte de que menos gostámos é a favorita de outro leitor :)
Acho que saltar a descrição do ramalhete no 11º ano é perfeitamente justificável (quiçá saudável) porque nessa idade não há pachorra para tal e é uma pena não ler um livro magnífico por algumas páginas.
Boas leituras
Patrícia a 2 de Maio de 2017 às 08:58
Eu leio na diagonal sempre que o livro é aborrecido e não me apetece deixar-lo a meio. Fiz isso, recentemente, com o Número Zero de Umberto Eco. O enredo até era interessante, mas tinha demasiada informação que eu não conseguia assimilar e, portanto, fui avançado. A primeira vez que fiz isso, acho eu, foi com Os Maias. Li a descrição do Ramalhete na diagonal. Felizmente o resto do livro (bem como os seus outros livros) não era tão descritivo. E creio que tenha sido essa descrição que levou a que a grande maioria da minha turma não lesse o livro e, consequentemente, tivessem de fazer chamadas orais, enquanto eu e outros 5 colegas ficámos a assistir e a dar as respostas baixinho.
Prefiro ler na diagonal do que abandonar o livro a meio. Assim, pelo menos, fico a conhecer melhor a história do que se fosse ler o resumo online.
Catarina a 1 de Maio de 2017 às 13:05
E eu que tenho tanta curiosidade com o Número Zero, do Umberto Eco... mas já ouvi tantas opiniões negativas. Uma pena.
Ai o Ramalhete, a fazer "amigos" deste sempre :)
Boas leituras
A história em si é interessante, mas tem muita informação em poucas páginas. Se for comparar o teor de enredo e o teor de informação, não sei se não existe mais informação do que enredo. Provavelmente, quando o voltar a ler, irei gostar, pois já sei para o que vou.
O Ramalhete é um fofinho
Catarina a 2 de Maio de 2017 às 09:37
Leio na diagonal sobretudo livros de não ficção, ainda mais agora que tenho de ler bastantes livros e artigos para os trabalhos que tenho em mãos, mas mesmo os de ficção, quando não me estão a agradar, começam a fazer-me ler na diagonal.
Agora, o que eu faço é, sobretudo em algumas partes mais emocionantes e angustiantes, ler um pouco mais à frente, para ver como determinada situação se vai desenrolar e mais descansada, depois de me spoilar a mim mesma, regresso ao momento onde estava para ler então com calma.
Carla B. a 1 de Maio de 2017 às 14:36
Livros de não-ficção não conta, Carla.
E já ouvi muita gente a dizer que vai ler o final do livro mas fazê-lo apenas em algumas cenas? novidade para mim. Muito bom.
Não é coisa para eu fazer porque é aquele friozinho no estômago que adoro mas é interessante, sim senhora :)
Há vezes em que o friozinho é mesmo angustiante e eu só preciso de ter uma ideia de no que é que aquilo vai dar. O meu coraçãozinho já não aguenta muitas quebras e prefiro estar preparada.
Carla B. a 2 de Maio de 2017 às 10:32
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