Ler por aí
 
18 de Janeiro de 2017

Ando a ler, às prestações e à velocidade de lesma, o "A máquina de Joseph Walser". A culpa não é do livro (que é muito bom) mas da minha falta de tempo/disponibilidade mental. Há livros que precisam ser livros em silêncio, há livros que precisam ser lidos à velocidade de lesma, mesmo. E eu cada vez mais gosto desses livros.

Confesso que nem sei porque tenho esta pancada com os livros do Gonçalo M. Tavares mas a verdade é que se há autor de que quero ler tudo é este. Tenho ando a pensar a pensar nisso (e à custa da falta de tempo para ler, a ouvir entrevistas ou debates com o autor) e acho que cheguei a algumas conclusões.

Os livros do GMT desafiam-me. Chego sempre ao final com a sensação de que deixei passar qualquer coisa (ou muito, vá) mas que ainda assim gostei.

Gosto imenso da forma que ele escreve. E hoje percebi porquê ao ouvir uma escritora a falar sobre a escrita dele. O GMT não escreve "bonito", por qualquer motivo não precisa. Ela disse qualquer coisa deste género e eu pensei "epá, é isso mesmo".

Lamento, eu não sou leitora de poesia (falta-me esse gene, lamento), não tenho paciência para citações, marcações e afins (mas adoro post-its, ok?), não tenho pachorra para escritas lirícas, nem poesia em prosa, nem nada desse género. 

Às vezes sabe bem ler coisas bonitas, claro. Mas eu gosto é de duas coisas: de uma história bem contada ou de um livro que me faça pensar e crescer. E que me desafie. 

 

publicado por Patrícia às 23:49 link do post
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Ando exactamente nessa "onda"...ler muito devagar...quase arrastando.
Espero que melhore :)
Beijinhos e boas leituras
Isaura Pereira a 31 de Janeiro de 2017 às 12:52
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