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Ler por aí

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As paixões antigas 6: Marcas na memória


Li imenso ao longo dos meus 34 anos.  E há inúmeros livros que nunca comentei nesteblog. Por isso, numa espécie de “registo para memória futura” vou, lentamente,começar a escrever um pouco sobre esses livros. Aqueles que, de alguma forma,deixaram uma marca.
Há um livro que ando há semanas com vontade de reler. Cada vez que olho para a minha estante o livro“Da parte da Princesa morta” de Kenizé Mourad destaca-se. Este foi um livro compradoatravés da revista do “Circulo dos leitores”, provavelmente pelo título. Achoeste um dos títulos mais felizes que já encontrei. E a verdade é que tem mesmo a ver com o livro, coisa que nãoacontece sempre (assim de repente lembro-me do “O teu rosto será o último”,título maravilhoso mas com pouca ligação à história).
Este “Da parte da Princesa morta” conta-nos a história deSelma, uma menina que pertence à família imperial do império Otomano. Selma, apequena sultana, tem a vida perfeita. Até que o império se desmorona. Selma éobrigada a exilar-se (no Líbano) com a mãe e começar a viver (quase) como umapessoa normal, fardo pesado para uma ex-princesa. Mas o sangue real ainda contae um casamento de conveniência com um rajá Indiano é o passo seguinte natrágica história da princesa.
Este é um livro que concilia de uma forma muito interessantea história real de uma mulher muito interessante com factos históricos. É talvezum dos mais literais “romances Históricos”. Desde a queda do império Otomanoaté à Paris da segunda Guerra mundial, passando pela India independente, pelonascimento do Paquistão, com enfoque especial na vida das mulheres nessespaíses.
Baseado numa história real escrita com muita imaginação pelafilha da “princesa morta”.

A sequela deste livro “Um jardim em Badalpur” conta-nos ahistória de própria Kenizé e falar deste livro é desvendar por completo ahistória do “Da parte da princesa morta”, coisa que não vou de forma nenhumafazer. Digo apenas que, ao contrário do primeiro, este me deixou um saboramargo na memória. Não posso dizer que não gostei, porque gostei, está bemescrito mas sinceramente gostaria de ter ficado com a sensação boa do primeirolivro. Do primeiro fica uma curiosidade boa, sobre o futuro de Kenizé e dosrestantes protagonistas. Mas é como “a curiosidade que matou o gato” e acaboupor me deixar uma certa tristeza.
Exceptuando um salto ao Goodreads, onde vi com alegria que este livro tem uma cotação de 4.10 fruto dos poucos votos que teve, e uma busca pela imagem dos livros, tudo o que consta neste post é baseado na minha memória. Li estes livros há uns 15 anos e o natural é que a opinião que tenho deles tenha, com o tempo, crescido. Provavelmente hoje gostaria um pouco menos do "Da parte da princesa morta" e um pouco mais de "Um jardim em Badalpur".
 

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