Ler por aí
 
27 de Fevereiro de 2013


Li imenso ao longo dos meus 34 anos.  E há inúmeros livros que nunca comentei nesteblog. Por isso, numa espécie de “registo para memória futura” vou, lentamente,começar a escrever um pouco sobre esses livros. Aqueles que, de alguma forma,deixaram uma marca.
Há um livro que ando há semanas com vontade de reler. Cada vez que olho para a minha estante o livro“Da parte da Princesa morta” de Kenizé Mourad destaca-se. Este foi um livro compradoatravés da revista do “Circulo dos leitores”, provavelmente pelo título. Achoeste um dos títulos mais felizes que já encontrei. E a verdade é que tem mesmo a ver com o livro, coisa que nãoacontece sempre (assim de repente lembro-me do “O teu rosto será o último”,título maravilhoso mas com pouca ligação à história).
Este “Da parte da Princesa morta” conta-nos a história deSelma, uma menina que pertence à família imperial do império Otomano. Selma, apequena sultana, tem a vida perfeita. Até que o império se desmorona. Selma éobrigada a exilar-se (no Líbano) com a mãe e começar a viver (quase) como umapessoa normal, fardo pesado para uma ex-princesa. Mas o sangue real ainda contae um casamento de conveniência com um rajá Indiano é o passo seguinte natrágica história da princesa.
Este é um livro que concilia de uma forma muito interessantea história real de uma mulher muito interessante com factos históricos. É talvezum dos mais literais “romances Históricos”. Desde a queda do império Otomanoaté à Paris da segunda Guerra mundial, passando pela India independente, pelonascimento do Paquistão, com enfoque especial na vida das mulheres nessespaíses.
Baseado numa história real escrita com muita imaginação pelafilha da “princesa morta”.

A sequela deste livro “Um jardim em Badalpur” conta-nos ahistória de própria Kenizé e falar deste livro é desvendar por completo ahistória do “Da parte da princesa morta”, coisa que não vou de forma nenhumafazer. Digo apenas que, ao contrário do primeiro, este me deixou um saboramargo na memória. Não posso dizer que não gostei, porque gostei, está bemescrito mas sinceramente gostaria de ter ficado com a sensação boa do primeirolivro. Do primeiro fica uma curiosidade boa, sobre o futuro de Kenizé e dosrestantes protagonistas. Mas é como “a curiosidade que matou o gato” e acaboupor me deixar uma certa tristeza.
Exceptuando um salto ao Goodreads, onde vi com alegria que este livro tem uma cotação de 4.10 fruto dos poucos votos que teve, e uma busca pela imagem dos livros, tudo o que consta neste post é baseado na minha memória. Li estes livros há uns 15 anos e o natural é que a opinião que tenho deles tenha, com o tempo, crescido. Provavelmente hoje gostaria um pouco menos do "Da parte da princesa morta" e um pouco mais de "Um jardim em Badalpur".
 
publicado por Patrícia às 12:53 link do post
Olá Patricia,
Eu li, por mero acaso, os Jardins de Baldapur, em 2010, e adorei! Recomendei às amigas e tudo.
Foi um livro surpreendente e muito bem escrito, adorei!
Gostava de ler o 1º, vou procurar na Biblioteca.
Bjs
Dulce Barbosa
Dulce a 28 de Fevereiro de 2013 às 10:03
Bem escrito é mas eu gostei muito mais do primeiro.
Olha, se não houver na bibioteca manda-me um email. Empresto-te o livro sem problemas.
bjs
Patrícia a 28 de Fevereiro de 2013 às 14:16
Obrigada Patricia,
Para as férias, não me vou esquecer de enviar o mail.
Bjs
Dulce
Dulce a 5 de Março de 2013 às 11:04
pesquisar neste blog
 
email
ler.por.ai@sapo.pt
mais sobre mim
tags

2017

adam johnson

afonso cruz

afonso reis cabral

agatha christie

alexandre o'neill

alguém quer este livro?

amin maalouf

ana cristina silva

ana margarida de carvalho

ana saragoça

ana teresa pereira

anna soler-pont

anne bishop

anne holt

antonio garrido

antónio lobo antunes

as paixões antigas

biblioteca de bolso

brandon sanderson

carla m. soares

carlos campaniço

carlos ruiz zafón

chimamanda ngozi adichie

colleen mccullough

conversas (sur)reais

cristina drios

curtas

dan brown

danuta wojciechowska

david soares

diário de leitura

direitos dos leitores

dulce maria cardoso

elena ferrante

filipe melo

frank mccourt

george r.r martin

gonçalo m. tavares

greg mortenson

haruki murakami

helena vasconcelos

ildefonso falcones

inês pedrosa

isabel allende

jo nesbø

joão tordo

jodi picoult

josé eduardo agualusa

josé luís peixoto

josé rodrigues dos santos

josé saramago

juan cavia

julia navarro

juliet marillier

ken follet

l.c. lavado

ler em português

leya em grupo

lídia jorge

livros

luís miguel rocha

mai jia

maria manuel viana

mário zambujal

marion zimmer bradley

meg wolitzer

mitos e outros temas livrescos

mónica faria de carvalho

natal

nuno nepomuceno

opinião

os meus amigos também gostam de ler

patrícia müller

patrícia reis

paulo m. morais

podcast

richard zimler

robert wilson

robin sloan

roda dos livros

rosa lobato faria

rui cardoso martins

rui zink

sandra carvalho

sonhos

stephenie meyer

stieg larsson

stormlight archives

tarita

the way of kings

tiago carrasco

trudi canavan

ursula k. le guin

valter hugo mãe

vasco ribeiro

victoria hislop

words of radiance

youtube

zoran živković

todas as tags

blogs SAPO