Ler por aí
 
21 de Novembro de 2016

Vou (tentar) encher-me de paciência mas tenho que dizer que tenho pavio (muito) curto nestas situações.

Passo a explicar.

Gosto muito do Richard Zimler. Apesar de admirar imenso a pessoa falo, obviamente, do escritor de livros como "O último Cabalista de Lisboa", "Meia-noite ou o Princípio do Mundo" ou "À procura de Sana". Sou fã do escritor e tenho quase todos os seus livros em formato físico.

Vocês já sabem que eu sou fã de ebooks e, acho que já o disse por aqui, a minha mãe só lê ebooks pelo que tento comprar todos os livros que ela pode gostar em tal formato. Ora a minha mãe também é fã do Richard Zimmer pelo que comprar o "O Evangelho segundo Lázaro" em formato electrónico é uma excelente ideia.

Fiquei um bocadinho surpreendida quando me apercebi que, existindo o ebook, o "O Evangelho segundo Lázaro" não estava à venda da Kobo Store. Fui ao site da Porto Editora e apercebi-me que o ebook só está disponível para "Wook reader".

Ok, para não ser injusta à partida enviei um email para a Porto Editora e recebi um email da WOOK (Ainda levei um "raspanete" por utilizar para a questão o email da editora e não da livraria como se o ebook não estive à venda no site da editora) e informar-me que, caso não seja epub ADE aquilo é mesmo só para ser lido através da app ou do computador. Ou seja, eu compro o ebook e não o posso ler no meu ereader, apenas no telemóvel ou no tablet.

Pessoalmente não gosto de ler no tablet, leio no telemóvel apenas como complemento e a minha mãe lê apenas no ereader.

Conclusão?

Omiti todos os palavrões que me apeteceu escrever apenas por respeito ao escritor. Não vou comprar  nem o livro físico nem o ebook porque ainda espero arranjar uma forma da minha mãe conseguir ler este livro (depois de toda a publicidade que fiz, vou ficar muito lixada se não o conseguir). E porque sei que vou continuar a ler o Zimler (ainda o mês passado comprei finalmente o "A sétima porta" e tenho esse, o Goa ou o guardião da Aurora e Os Anagramas de Varsóvia para ler).

Mas ainda gostava que me explicassem a lógica macaca da Porto Editora...

 

update e resumo:

Tentei comprar um ebook da porto editora através do seu site, não havia no formato que queria e tentei confirmar com eles que assim era. O pessoal das informações ao cliente resolve não me responder e pedir ao pessoal da Wook para o fazer. Como a Wook só vende para a sua própria aplicação é essa a informação que me dão. Eu acabei por saber pelo Twitter (e por causa deste post) que o ebook se encontra à venda em epub no site da Bertrand que também é, obviamente do grupo porto Editora. Estes gajos existem?

isto é só gente maluca não é? Obrigada Mafi.

publicado por Patrícia às 21:48 link do post
Faz parte da moda, incompreensível, de querer ter a própria app, como se as/os leitores fizessem as suas escolhas dessa forma. Aliás, como demonstra este texto, é assim que perdem clientes.
Descontos a 22 de Novembro de 2016 às 09:12
Welcome to our world! E sabes o pior? Eu comprei um ereader com android para ter as apps... mas a da Wook não dá x) dá a do Kindle, a do Kobo menos a da Wook... porque eles querem mesmo que tu compres e leias pela app deles no pc ou no tablet... o que é ridículo. Não deviam de incentivar as pessoas a lixarem os olhos. Ainda nao compreendi se é burrice eletrónica ou simplesmente autosabotagem aos ebooks... Acho que não vou descobrir tão cedo.
Adeselna a 23 de Novembro de 2016 às 12:50
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