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Ler por aí

Ler por aí

Ainda a feira...

Ainda a propósito da feira do livro tenho que dizer que não percebo porque é que a fazem em Abril/Maio. Vivemos em Portugal, país em que nesta altura do ano é normal chover. Por muito que haja anos em que a seca é dominante e que em Maio se vá para a praia a norma é que chova nestes meses. E mesmo assim a feira é nesta altura. Não se percebe. Mesmo que não chova geralmente as noites são frias e a maioria de nós trabalha e só pode lá ir à noite ou ao fim de semana. E este ano havia imensas mesas para nos sentarmos e pela primeira vez sentámo-nos a jantar. O facto de estar a chover é capaz de ter ajudado, mas a verdade é que até conseguimos mesa na barraquinha da ginjinha. Pena é que o "telhado" fosse de pano e quando ficou encharcado deixou de servir para alguma coisa.
Para além disso não consigo gostar desta moda que a LEYA inventou, porque lhe foi permitido inventar, e que já foi seguida pela Porto Editora (acho) que mostra bem a diferença entre os grandes e os pequenos. Não gosto daquele espaço que parece um hipermercado. Não gosto e pronto.
Gosto das barraquinhas todas iguais. Gosto principalmente dos alfarrabistas, gosto de procurar pechinchas entre aqueles livros velhos. Gosto de encontrar livros em excelentes condições a baixos preços. 
Fico espantada quando encontro livros "novos" nestas bancas. Não sei que são de pessoas a quem os livros foram oferecidos e não gostam de ler, pelo que os vendem ainda novos, ou se foram vendidos por necessidade. Mas fiquei um bocado chateada comigo por não me ter lembrado de ver quais os 2 volumes que não tenho da série "O primeiro Homem de Roma". Encontrei n livros dessa colecção e já com a capa da última edição. E cada volume era apenas 10€.  Mas mesmo assim valeu a pena.
Enquanto lá estava ouvi o anúncio de que a  Helena Sacadura Cabral estava a dar uma sessão de autógrafos e sendo a minha mãe uma fã da senhora não quis deixar passar a oportunidade de ir comprar um livro autografado para ela. Fiquei um bocadinho triste quando me apercebi que não estava lá ninguém e até deu tempo para a autora (uma querida) ficasse à espera que eu acabasse um telefonema e me "ajudasse" a escolher qual o livro que iria comprar para a minha mãe. Espero que tenha tido mais sorte no restante tempo em que durou a sessão. Mas confirma-se que esta altura nem para os autores é boa. Pergunto-me: será boa para quem?

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