Ler por aí
 
08 de Julho de 2013


O problema de alguns livros são a comparação com outros. Aolongo da leitura deste livro não conseguia deixar de me lembrar do “Asserviçais”.  O tema e a época são mais oumenos os mesmos: o racismo na América dos anos 60, a relação entre uma miúda brancae várias mulheres negras. Aqui temos também a violência familiar que nos fazrefletir.
O que mais gostei de ler foi a história da Madona Negra// Nossa Senhora das Correntes e de tudo o que a envolvia. Gostei especialmente da forma como August explica a Lily que a ligação com Maria se encontra dentro dela e não numa imagem. Achei tão certo que uma escultura de um barco se tornasse para um povo a imagem física de um culto e que isso tivesse acontecido por escolha. Porque eu própria acredito que ter fé é uma escolha pessoal.
Dos personagens o que mais me atraiu foi May, como não podia deixar de ser. Se bem que nunca, mas nunca na vida iria tentar salvar baratas. Detesto matá-las, é certo, mas formar um carreirinho de comida para as salvar? Tenham mas é juízo. Nojo puro.
Gostei de aprender um bocadinho mais sobre abelhas. Gostei dos pequeninos trechos de livros técnicos no início de cada capítulo. Gostei das malucas dos chapéus amigas da August, May e June. E só por causa delas tenho vontade de ver o filme.
Ah e gostei do final, da história da mãe de Lily.
E à medida que escrevo esta opinião apercebo-me de que, se calhar, gostei mais do livro do que achava. Não é nenhum livro obrigatório, mas se o tiverem por aí não deixem de ler, não serão horas perdidas.
 
Não deixa de ter piada o facto de, enquanto lia este livro,ter no braço os vestígios de uma picada de abelha. Como sou um bocadinhoalérgica as picadas desses bichinhos amorosos deixam-me sempre marcada unsdias/semanas..
 

Sinopse
Um romance sobre o poder transcendente do amor e a faceta feminina de Deus. Uma história que as mães gostarão de contar às filhas.
Lily cresceu na convicção de que, acidentalmente, matou a mãe quando tinha apenas quatro anos. Do que então aconteceu, ela tem não só as suas próprias recordações mas também o relato do pai. Agora, aos catorze anos, tem saudades da mãe, a quem mal conheceu mas de quem recorda a ternura, e sente uma desesperada necessidade de perdão. Vive com o pai, violento e autoritário, numa quinta da Carolina do Sul, e tem apenas uma amiga, Rosaleen, uma criada negra cujo semblante severo esconde um coração doce. Na década de 60, a Carolina do Sul é um sítio onde a segregação é ainda realidade. Quando, ao tentar fazer valer o seu recém- -conquistado direito de voto, Rosaleen é presa e espancada, Lily decide agir. Fugidas à justiça e ao pai de Lily, elas seguem o rasto deixado por uma mulher que morreu dez anos antes e encontram refúgio na casa de três excêntricas irmãs apicultoras. Para Lily esta vai ser uma viagem de descoberta, não só do mundo, mas também do mistério que envolve o passado de sua mãe.
"A Vida Secreta das Abelhas" é um romance sobre o poder transcendente do amor e a faceta feminina de Deus. Sue Monk Kidd, ao escrever sobre o que é misterioso, e até difícil, na vida, ilumina tudo o que esta tem de maravilhoso. Ela prova que uma família pode ser encontrada nos sítios menos prováveis – talvez não sob o nosso próprio tecto, mas no sítio mágico onde encontramos o amor.


publicado por Patrícia às 15:16 link do post
A prepósito do racismo na América terminei á pouco tempo o to kill a mockingbird...Bastante bom. Vou estar atenta a este das abelhas, pois parece interessante...Adoro o título!

cumps
Sara a 8 de Julho de 2013 às 17:35
Acho que já ouvi falar nesse "To Kill a mockingbird"... obrigada pela sugestão.
Patrícia a 10 de Julho de 2013 às 13:38
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