Ler por aí
 
27 de Setembro de 2012

A Carla M. Soares, do blog Monsters Bues, disponibilizou (temporariamente) no seu blog, o ebook A Grande Mão e eu, sem grande tempo nem cabeça para leituras mais complexas, estive a lê-lo.

Não sabia o que me esperava e não tinha qualquer expectativa (ainda não li o livro dela, Alma Rebelde). 

O livro, de fantasia e aventuras, conta-nos a história de um rapaz, o Nolan, que é especial. Desde início se percebe que a sua relação com a natureza é diferente.       Temos também uma guerreira e o seu fiel companheiro. Quando os três se juntam são capazes de tudo... especialmente quando o dom de Nolan se intromete e os torna capazes de mudar o destino. Afinal o destino tem que se adaptar às escolhas de cada um deles. 
A história é interessante, o dom do Nolan é bastante bem conseguido (a mim encantou-me), a sua empatia com o Tinta dá um toque especial ao livro (tenho um fraquinho por cavalos) e a sua ligação com Eirina dá-lhe uma dimensão mais humana, aproxima-o do leitor. 

Confesso que ao longo do livro me interroguei qual seria o público-alvo deste livro. Posso, sem dúvida alguma, incluí-lo no género YA. Mas, a história no geral parece-me mais indicada para um público mais jovem. Mas no particular nem por isso. E este é o pior que tenho a dizer deste livro. Há cenas um pouco violentas demais, gráficas demais para miúdos. Não são muitas, mas há. Não é um livro que conta uma história feliz. Há algumas situações tensas e muitas mortes, demasiadas. E nem todas são absolutamente justificáveis (e se estamos à espera disso da parte dos vilões, não o estamos da parte dos heróis).
Quero com isto dizer que acho que com algumas partes um pouco mais suaves é um livro capaz de entusiasmar alguns miúdos. Sei que eu teria, na minha adolescência, gostado bastante (O Tinta e o dom do Nolan garantiam isso)... mas enquanto adulta acho que há cenas demasiado fortes para que o ache adequado para essa faixa etária.

Resumindo: Acho que a Carla está de parabéns, obrigada por nos teres dado a oportunidade de ler. Se um dia ela escrever a continuação desta história vou fazer questão de a ler. 

(* foto descaradamente roubada do blog da autora )



publicado por Patrícia às 22:20 link do post
Obrigada pela opinião, andava mesmo à espera delas. :)

A questão que colocas é realmente a minha principal questão - a do público alvo. Para jovens? Provavelmente. Mas não gostaria nada de ter que 'suavizar' essas cenas mais violentas nem as mortes, que fazem parte da história e a caracterizam.

Uma curiosidade: o meu primeiro leitor desta história, na sua primeira versão, tinha na altura uns dezoito anos, e adorou, mortes e tudo. :D

No meio de tudo isto, espero sinceramente que agrade: há textos que nos estão no coração, sabe-se lá porquê. Este é assim para mim.
Carla M. Soares a 27 de Setembro de 2012 às 23:23
Olá Carla,
Sabes que agradou? A sério que sim. Ainda hoje falei deste livro a uma amiga (e já agora, queria pedir-te autorização para lhe passar o livro - se não quiseres basta dizeres que não o faço). Acho mesmo que tens jeito para escrever este tipo de história.

E eu considero 18 anos a idade ideal para o publico-alvo deste livro, pelo menos da forma como está escrito. Se o publico-alvo fosse de miúdos mais novos acharia um pouco violento- o que é ridículo se considerar que os meus sobrinhos passam a vida a jogar um jogo onde se fartam de matar pessoas. Aliás, para veres o quanto eu sou "careta" nestas coisas posso dizer-te que os meus primos, aí com uns 10 anos, diziam-me "estes bonecos animados são daqueles que tu não gostas".

E concordo contigo quando dizes que essas cenas violentas caracterizam os personagens.
Eu falot-te de 2 cenas: a decisão do Nolan em relação ao grupo de eles acharam e a cena da Eirina com o pai. Deu-me uma dor na alma com o que a miúda teve que fazer... não por ele, mas por ela, percebes?
Já a cena dele eu percebo melhor: o valor da vida de um ser vivo, seja ele humano ou animal.

E é muito difícil escrever uma opinião que sabemos ir ser lida por quem escreveu a história. Nós não nos conhecemos, para além dos blogs, mas é um bocadinho complicado - no entanto não vou nunca dizer que gostei se não tiver gostado efectivamente (o que também vale para o teu outro livro que está aqui por casa à espera de oportunidade de ser lido)

Espero sinceramente que consigas publicar este "A grande mão"... e já agora que escrevas mais.
Patrícia a 2 de Outubro de 2012 às 21:42
Claro que podes passar o livro à tua amiga. Outras pessoas vão fazê-lo SE gostarem dele, o que pode ser bom ou mau. ;)

Ainda bem que gostaste! Este livro tem personagens especiais para mim, nem sei bem porquê, que me custaram muito a abandonar. :) E sabes o que é engraçado? Uma das minhas melhores amigas, senhora de +- 45 anos, respeitabilíssima professora de História, é o meu cavaleiro andante deste livro - adora-o. Só para veres porque é que é difícil saber a quem dirigi-lo.

Ainda não sei o que fazer dele... Vamos ver. Quanto a escrever mais dets tipo e de outros, como o Alma... sempre!! :D

Carla M. Soares a 5 de Outubro de 2012 às 22:34
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