Ler por aí
 
26 de Junho de 2015


 

 

É por livros como este que eu leio. Sentimos cada injustiça, cada maldade, cada traição mas também cada gesto de amor, cada amizade. Viajamos até Barcelona medieval mas temos o privilégio de não sermos torturados pela inquisição e de não apanharmos a peste negra.

A história é a de Arnau mas também a de seu pai, Bernat Estanyol. Os dois, quando Arnau é ainda bebé, fogem na tentativa de escapar à crueldade do senhor de Navarcles, “dono” dos Estanyol, servos da gleba. A cidade escolhida para se esconderem é Barcelona: “Se se conseguir viver lá durante um ano e um dia sem ser detido pelo senhor ganha-se a carta de vizinhança e alcança-se a liberdade.”

Temos ainda o irmão adoptivo de Arnau, frade Joan. Um atormentado que deixou a sua alma ser comida pela religião fanática, o que é pena, porque foi uma personagem que gostei logo que começou a ler livros mas que se transformou num – e vou usar aqui uma das minhas palavras preferidas em espanhol – gilipollas.

No entanto, a cidade de Barcelona é uma das minhas personagens preferidas, orgulhosa, guerreira, livre e corajosa. O facto de reconhecer os locais mencionados só ajudou mais a ter adorado esta história em que ouvimos, vemos e sentimos a Catedral a crescer e a fazer parte da cidade e da vida das pessoas.

Todo o cenário histórico da história me pareceu bastante assertivo, no fim do romance o autor explica que se baseou em crónicas da altura, não sei se está correcto mas eu, em altura alguma duvidei da autenticidade histórica.

 

Quero voltar a Barcelona, já sei de cor o caminho para a Catedral de Santa María del Mar.

 

 
publicado por Catarina às 21:02 link do post
épa, gosto tanto dos teus textos.... (e do livro, o que eu gostei desse livro)
Patrícia C. a 26 de Junho de 2015 às 21:17
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