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Ler por aí

Ler por aí

A casa de Gaian, de Anne Bishop


 
No primeirodia do Ano resolvi começar o Ano com o Fantástico e o 1º livro que termineieste ano foi o “A casa de Gaian” que fecha a trilogia que Anne Bishop iniciou comOs pilares do Mundo e Luz e Sombras.

Ler AnneBishop é ler compulsivamente e acabar com uma certa sensação de pena. Pena porter acabado. Acho que esta autora tem uma imensa imaginação e que constróimundos fantásticos. Depois do Inferno dos Sangue e de Efémera agora é na Serrada Mãe, nas terras da Casa de Gaian que se passa esta história.

Devo dizerque a autora conseguiu surpreender-me neste terceiro volume. Estava com algumreceio de que o final desta saga fosse demasiado previsível e que não trouxessenada de novo. Mas pareceu-me que o equilíbrio entre o que era previsível e anovidade foi bastante bem conseguido. Mantendo a coerência da história e odesfecho que (quase) todos os leitores pretendiam, Anne Bishop conseguetrocar-nos as voltas na medida certa. Aliás é do equilíbrio entre a luz e assombras, o bem e o mal que esta trilogia vive.

De certaforma fez-me lembrar a Marion Zimmer Braddley e as suas Brumas de Avalon.Personagens femininas fortes e o poder no feminino, a presença de personagenscomplexas e cheias de uma dualidade que as faz verdadeiras – ninguém écompletamente bom ou mau – com exceção do flagelo das bruxas, encarnação do malque achei exagerado, demasiado unidimensional para me interessar.

Gostei dosnovos personagens que apareceram neste terceiro livro. Parece-me no entanto quealguns estão lá apenas para serem a ligação a ser usada noutros livros. Pessoalmentepreferia que a escritora fechasse o mundo aqui, não o explorasse mais (tal comoo mundo dos sangue deveria ter acabado na trilogia das jóias negras ou Sevenwatersnunca deveria ter sido explorado numa segunda trilogia).

Em conclusão:gostei, claro. Aliás Gostei muito mais do que esperei aquando da leitura doprimeiro livro. Como sempre ler Anne Bishop é uma excelente forma de sair darealidade por algum tempo (mas para um mundo algo negro, como sempre).

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