Ler por aí
 
12 de Agosto de 2013



Um misto entre policial e romance histórico,em que a busca de um quadro “A arte de matar dragões” é quase uma desculpapara, por um lado, contar a história de um país dividido ao meio e por outrolado dar-nos a conhecer um personagem, Arturo Andrade que se está a tentarconciliar consigo próprio, com as suas ações, com as suas escolhas.
Digo-vos desde já que não criei uma grandeempatia com Arturo, que não o imagino herói nos próximos livros da trilogia eque não sei como é que o autor vai “descalçar a bota” que tão bem calçou nasúltimas páginas e que para mim inviabiliza os próximos livros.
Para mim este livro tem três facescompletamente diferentes.
A parte histórica, fabulosa. Infelizmente seimuito pouco da guerra civil Espanhola. Poucos intervenientes conheço, tirandoos óbvios, e por isso senti-me algumas vezes perdida e tinha que reler comcuidado determinadas passagens para não me perder e com isso perder o caminhoda história.
A ficção que envolve o quadro “A arte de matardragões”, interessante q.b. Imaginar este quadro é um exercício inevitável,assim como o é tentar perceber nas entrelinhas o que raio aconteceu. E separtes há que são óbvias outras foram, para mim, completas surpresas. E nem comas pistas óbvias que o autor deixou ao longo do livro percebi. E acreditem, étão óbvio!
Depois a parte que me deixa maisdesconfortável e que me fará não ler mais nenhum livro desta saga. ArturoAndrade, um protagonista improvável que tinha tudo para ser um herói. Um homemjovem, com uma passado misterioso, inteligente (vá, às vezes) mas que mergulhanuma espiral de loucura que me deixou um bocadinho desconfortável. Arturomergulha na busca do quadro ao mesmo tempo que mergulha na busca de um herói.De um herói que ele próprio não é, de um herói que busca ser. A solidão eamargura deste homem incomodou-me, a infantilidade (primeira face da loucura)incomodou-me e nem sequer falo do final.
Se gostei? Sim, gostei deste livro estranho. Masfoi um livro que me deixou desconfortável.
publicado por Patrícia às 12:00 link do post
Li este livro há pouco tempo e não me apercebi de que era o primeiro de um conjunto... Concordo, como é que se vai prosseguir a partir deste final?

Também tive a mesma impressão que tu em quase todos os aspectos - embora tenha "adivinhado" o gato relativamente cedo, pelos vistos sou muito desconfiada... ;)
Carla M. Soares a 12 de Agosto de 2013 às 12:42
Eu fiquei mesmo "como é que eu não pensei nisto? só podia ser, foram tantas as pistas..."
Também soube que fazia parte de uma trilogia já quando ia a meio do livro. confesso que ando farta de séries e por isso tento apenas ler livros adhoc. E ainda estou para saber como é que o autor dá uma volta credível a este final de forma a continuar a saga.
Patrícia a 12 de Agosto de 2013 às 14:29
Quando dizes desconfortável... a que te referes Patrícia? E quando dizes "como é que eu não pensei nisso"? a que te referes?
Como sabes adorei este livro e conto regressar ao autor bastante breve, de facto é um livro inquietante e com um final brutal e louco (será isso)?
Quanto à sequência da "Série", nada têm uns a ver com os outros...nem sequer do ponto de vista cronológico, de facto "A Arte de matar dragões" é o segundo livro (se lhe quisermos chamar assim) o primeiro: "O tempo dos Imperadores estranhos" será o primeiro e o último (que em principio não será, segundo o seu autor)é "Os demónios de Berlim".
Beijinhos patrícia e boas férias (para mim) LOL.... não sei se também estás de férias?
Senão vemos-nos em Setembro (na Roda)

nuno chaves a 12 de Agosto de 2013 às 23:28
p.s. Já vi que estás a ler "A princesa de Gelo" estás a gostar?
Ando também a adiar a sua leitura, mas tenho ouvido maravilhas.
nuno chaves a 12 de Agosto de 2013 às 23:31
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