Ler por aí
 
29 de Janeiro de 2016

Há pela internet muitos desafios engraçados, listas e listas de livros para ler antes de morrer e eu adoro ficar deprimida porque nunca li nada de jeito e não há lista que complete. Uma das mais queridas listas é o desafio de leitura Rory Gilmore. Analisando a coisa, concluí que li 18 dos 339 livros referidos neste desafio. Nada mau.

1984

As Cinzas de Ângela

O diário de Anne Frank

O conde de Monte Cristo

David Coperfield

O código de Da Vinci

Eva Luna

A irmandade do Anel

O grande Gatsby

Harry Potter e o Cálice de Fogo

Harry Potter  e a Pedra Filosofal

A casa dos espíritos

A vida de Pi

Mulherzinhas

O deus das Moscas

A metamorfose

O nome da Rosa

O Retrato de Dorian Gray

Orgulho e Preconceito

Senhor dos Anéis: O regresso do Rei

A Sombra do Vento

Siddartha

Por Favor, não matem a cotovia

O monte dos Vendavais

 

Mas Já que estou numa de listas e desafios (estes são para a vida e não para 2016, claro) e porque acho que li poucos clássicos, resolvi também considerar o  desafio dos 99 clássicos dos quais já li 22 – alguns em versão juvenil -  e vou passar a anotar sempre que ler um livros destas listas.

Por brincadeira fui também ver quando dos livros do Desafio da BBC  já li e, mais uma vez, são 22.

Números baixos? Talvez. Eu não fiquei triste de todo.

publicado por Patrícia às 16:06 link do post
27 de Janeiro de 2016

Já sabem que não costumo fazer divulgações de livros, excepto quando o leio e dou a minha opinião ou quando algo de especial me liga ao livro. E saber que foi uma querida amiga, a Mónica Faria de Carvalho a traduzir este livro, conhecer-lhe o profissionalismo e a sensibilidade (ambos extremamente importantes tendo em conta o tema em questão) é o suficiente para que recomende esta leitura.

 

Mónica 2.jpg

 

 

Jinan, uma jovem iazidi de dezoito anos, foi raptada com a família pelo Estado Islâmico em agosto de 2014, pelo simples facto de pertencer à minoria religiosa curda residente no norte de Iraque. Separada da família, durante dois meses viverá um inferno junto de outras cinco mulheres cativas, maltratadas e reduzidas à escravidão sexual, até que consegue fugir. Em dezembro do mesmo ano, encontra-se por acaso com Thierry Ob

erlé, um conhecido jornalista do Figaro, especialista em matéria de terrorismo, no campo de refugiados onde vive agora, e conta-lhe a sua história.  Ambos se juntam então para escrever este libro, quebrando o silêncio para denunciar as atrocidades contra as mulheres por parte do Estado Islâmico em países como o Iraque, a Síria e a Arábia Saudita, o que constitui um testemunho excecional.

 

 

Muito actual e... perfeitamente assustador   

publicado por Patrícia às 22:19 link do post
26 de Janeiro de 2016

Já aqui vos falei da Biblioteca de Bolso (já está disponível o episódio 3), que oiço em podcast. Mas há um outro programa que gosto de ouvir e que desde que descobri que está disponível em podcast me acompanha regularmente nas vindas para o trabalho. Nada como começar as manhãs a ouvir (bem) falar de livros. Falo, como já podem calcular, do Livro do Dia, na TSF pelo Carlos Vaz Marques.

Ok, já não é novo e todos vocês já o devem conhecer. Mas, se não são ouvintes regulares, talvez ainda não tenham descoberto que nas últimas semanas Carlos Vaz Marques e o ator Gonçalo Waddington, com sonorização de Alexandre Vaz e Alexandrina Guerreiro, nos trazem excertos do livro "O Torcicologologista, Excelência", de Gonçalo M. Tavares. É absolutamente maravilhoso. E para quem é, como eu, fã de Gonçalo M. Tavares (apesar de me faltar "um bocadinho" para poder dizer que percebo o que o escritor escreve - mas lá hei-de chegar) é um presente maravilhoso. Aliás, já me convenceram que este vai ser o próximo livro que vou comprar (a não ser que alguém resolva oferecer-mo no meu aniversário que está a chegar...). 

 

As apresentações do programa no site da TSF:

Editam-se em Portugal 15 mil livros por ano. A maior parte deles nunca encontra os leitores a quem se destina. O Livro do Dia procura ser a montra privilegiada do que de melhor se edita em Portugal nas mais diversas áreas: dos clássicos da literatura à revelação de novos autores, da não-ficção ao livro infanto-juvenil. Diariamente, trazemos à antena um novo livro com a escolha do jornalista Carlos Vaz Marques.

O Livro do Dia, com Carlos Vaz Marques, de segunda a sexta, às 06h25, 10h15, 14h50 e 20h35.

 

No início do novo ano, o Livro do Dia é só um, todos os dias. Carlos Vaz Marques e o ator Gonçalo Waddington - com sonorização de Alexandre Vaz e Alexandrina Guerreiro - dão voz a diálogos de Gonçalo M. Tavares. "O Torcicologologista, Excelência", diariamente, na TSF.

publicado por Patrícia às 14:49 link do post
22 de Janeiro de 2016

A árvore das palavras.jpg

 Este A árvore das Palavras é um segredo bem guardado da nossa literatura. Pouco conhecido, pouco comentado, (não sei se) pouco lido, é um maravilhoso livro que faz uma homenagem em três actos. Mais que contar uma história (que conta e bem contada) Teolinda Gersão homenageia Moçambique, um continente. Homenageia as gentes de lá, as de cá que foram também e acima de tudo de lá, homenageia uma época que não tornará a ser.

Mas o que salta à vista assim que começamos a ler este livro é a beleza das palavras. A beleza das palavras enrola-nos e obriga-nos a ler devagarinho, saboreando cada frase. Obriga-nos a descobrir um país e a falar de Amor (Viver é muito fácil, porque meço a partir de ti o norte e o sul. Basta que existas para que os meridianos se arrumem e os oceanos não transbordem) e de dor e da pior solidão de todas, a solidão acompanhada.

As palavras deste livro brincam connosco e fazem-nos caminhar pelos caminhos escolhidos pela autora.

"Ou falava, como ela, às formigas: Ouvi, formigas, o que tenho pra contar.

As formigas, vendo bem, era com quem melhor se falava. Se se contasse algum segredo aos pássaros, eles podiam gritá-lo sobre os telhados e espalhá-lo pelo mundo. Mas com as formigas estava-se seguro. E depois havia tantas, nem era necessário procurar, estava sempre uma por perto. Ouvi, formigas, o que vou dizer agora.

Ou sentava-me debaixo da árvore do quintal e falava com o vento e as folhas. A árvore abanava os ramos e eu pensava: a árvore das palavras."

Uma história contada em 3 actos. Primeiro conhecemos Gita, criança. Vemos o seu mundo pelos seus olhos, caminhamos de mão dada com ela pelas ruas de Lourenço Marques, sentimos o carinho do Pai e a distância da Mãe. O tempo não existe, anda para a frente e para trás, acompanhando as memórias e as emoções de uma criança. No segundo acto conhemos finalmente Laureano e Amélia. Principalmente Amélia, que será para mim sempre a personagem mais importante destas páginas. E por fim, Gita, jovem mulher conta-nos o final de umas histórias e o príncipio de outras.

Mas no fim acho que desespero, liberdade e sonho são as palavras que retiro destas páginas.

"Isso, entre outras coisas, eu aprendi com África: a pequenez do ser humano, diante da vastidão do que não é humano. Não somos nada, poeira no vento, silhuetas minúsculas, na imensidão da paisagem.

Basta-nos no fundo muito pouco, porque somos também pouco: matar a fome a sede e o desejo de sexo, a esteira para dormir e o coração em paz."

Gostei muito deste livro e é daqueles que irei, certamente, reler. Além disso tive o privilégio de ouvir a escritora a falar sobre este livro no LEYA em Grupo. Foi, como sempre, fantástico.

Teolinda Gersão.jpg

 

publicado por Patrícia às 07:49 link do post
21 de Janeiro de 2016

Eu fui uma das amigas arrastada pela Patrícia para a Roda dos Livros (obrigada amiga!) não estou lá desde o início mas já nem me lembro de como era antes da Roda.

A pilha de livros por ler multiplicou-se para umas 4 (ok 6... mas ninguém está a contar), li autores que nem sabia que existiam, conheci pessoas espectaculares, fiz amigos e a minha companheira de blog sabe o quanto para mim isso é extraordinário tendo em conta que não gosto de pessoas em geral.

É maravilhoso poder falar à vontade sobre os livros lidos, os livros por ler, os livros que nunca vamos ler sabendo que do outro lado os interlocutores percebem o que queres dizer e não ficam a olhar para ti como se fosses choné, não quer dizer que concordem sempre contigo mas percebem-te.

Também cresci não só literariamente mas como pessoa, aprendi e fiquei mais alta, quem anda à Roda percebe o que quero dizer:

cittythekitty.png Imagem daqui e daqui

 

A todos da Roda dos Livros o meu muito obrigada.

 

publicado por Catarina às 19:55 link do post
18 de Janeiro de 2016

Já não me imagino sem ter a Roda dos Livros e as pessoas que "andam à roda" na minha vida.  São quase três anos (eu entrei uns meses depois desta aventura ter começado - e agradeço ao meu querido Nuno o convite) que me mudaram enquanto leitora e até enquanto pessoa. 

Quando surgiu o convite para ir assisir a uma Roda dos Livros não imagina que iria encontrar tantas pessoas que se tornariam essenciais na minha vida. Não imaginava que iria fazer tantos amigos nem que iria arrastar para lá amigas que se encaixaram perfeitamente naquele ambiente de gente maluca por livros. Não imagina que iria ser desafiada, que iria aprender tanto, crescer tanto.

Hoje não me imagino sem estas pessoas, sem este caos literário. É verdade que as minhas estantes nunca mais serão as mesmas. Mas elas e eu seremos sempre um bocadinho mais felizes por andarmos à Roda.

Fica para todos um presente da Márcia e do Gil para todos nós...

 

 

publicado por Patrícia às 21:25 link do post
18 de Janeiro de 2016

Não posso só dizer Brasil, que é um país gigante, tenho de acrescentar que estive em Curitiba, enquanto em Lisboa vou ao Cashconverters e por tuta e meia compro livros, em Curitiba foram as livrarias Sebo que me proporcionaram livros por meia tuta:

 

IMG_0370.JPG

 

A minha companheira de luta literária aqui do estaminé sabe o quanto o AO me dá cabo da molécula, não percebo, acho idiota e pensava que ia viver a minha vida descansada sem ter de passar por esta parvoíce e eu, que não lia em brasileiro, fazia-me urticária, agora por causa do AO, até vou ler livros escritos em português do Brasil.

A foto está um bocado ranhosa mas está ali o Fahrenheit 451! Sem ter lido o post da censura e livros proibidos, acho que é um sinal, leitura conjunta?

 

 

 

publicado por Catarina às 21:11 link do post
14 de Janeiro de 2016

Dizem eles que é "Uma conversa informal, a três, sobre a relação que estabelecemos com os livros". É um podcast de Inês Bernardo e José Mário Silva. A Biblioteca de Bolso abriu este mês e vale a pena ser ouvida.

Eu adicionei o podcast no meu telémovel e já ouvi o primeiro episódio. À laia de apresentação conhecemos a versão "leitor" dos autores do podcast e ouvimo-los a conversar um bocadinho sobre os seus livros favoritos. (a pilha dos livros a comprar vai aumentar exponencialmente)

São cerca de 40 minutos de boa conversa e eu já estou fã desta dupla que nos vai apresentar leitores e livros todas as semanas.

Escuso de vos dizer que é do melhor que se faz nesta área por cá. E eu, que gosto tanto de ver vídeos do booktube, fiquei imediatamente rendida ao formato podcast. De qualquer forma eu raramente vejo os vídeos, ouço-os apenas. 

 

 

 

 

(Este blog anda pelas ruas da amargura assim tal como as minhas leituras. A única esperança é que, quando voltar do lareú, a Catarina traga uma opiniões para a troca)

 

publicado por Patrícia às 12:15 link do post
08 de Janeiro de 2016

Depois do meu post anterior e da interessante conversa que se gerou nos comentários (isto é mesmo o melhor dos blogs) acabei por ficar a pensar na questão desenvolvida neste artigo (obrigada pela partilha numadeletra):

Kids Should read whatever they want, whenever they want” ou seja “os miúdos devem ler o que querem, quando querem

A minha primeira reação é dizer “NÃO”, não devem. Há imensos livros que não são adequados para todas as idades, há livros que os putos de determinadas idades não vão perceber, há livros que não ensinam nada, faz parte da responsabilidade de pais (professores e afins) orientar as leituras dos miúdos, ajudando-os a escolherem os adequados e aqueles que os poderão ajudar a crescer e a tornarem-se (boa) gente.

Mas depois penso na minha própria experiência e tenho que repensar isto tudo.

Sempre gostei de ler. Os meus pais davam-me regularmente livros e tinha acesso às estantes das minhas primas que me aconselhavam e emprestavam os livros que as tinham marcado quando tinham a minha idade. Ia a bibliotecas itinerantes (menos vezes do que as que gostaria) e no Natal ou no meu aniversário era aceite por todos que livros era a melhor coisinha que me podiam oferecer.

Mas eu adorava ir enfiar o nariz nas estantes alheias e volta e meia descobria livros que me interessavam. Várias vezes me disseram: ainda não, esse livro não é para a tua idade e obviamente aquele livros eram lidos nos dias/semanas seguintes. Era deixá-los esquecer o meu interesse, ir lá e ler.

Por motivos que não são para aqui chamados, a minha mãe ia olhando para os livros que eu lia, perguntava-me sobre o que eram mas não tinha tempo para muito mais do que isso. Não os lia ela mesma e muitas vezes nem se apercebia do que eu estava a ler (eu vivia/estudava fora e mesmo quando estava em casa passava muito tempo sozinha - a casa é grande, o quintal e a aldeia também e eu lia em todo o lado). Ela tentava orientar-me (“como nunca leste Júlio Dinis?”, “Porque é que não lês livros de autores Portugueses?”,”Anna Karénina foi o meu livro favorito de todos os tempos”, “tens tanta coisa na estante que não leste… como é possível dizeres que já não tens nada por ler?”) mas a verdade é que (bendita seja) me deu rédea solta em relação às leituras e eu tanto lia os livros da Patrícia como saltitava entre o “Os filhos da Droga” e o “O Conde de Monte Cristo”. Se não fosse essa liberdade talvez nunca tivesse lido Pearl S. Buck ou Alexandre Dumas, talvez não me tivesse apaixonado por Isabel Allende ou descoberto Christian Jack. Talvez não tivesse lido tanto livro mauzinho. Talvez não tivesse lido romances românticos até enjoar. Talvez não soubesse que o filme “Música no coração” acaba na antes da página 70 do livro em foi baseado e que este tem umas 500 páginas. Talvez não tivesse lido sobre droga a ponto de ficar sem qualquer interesse em experimentá-la. Talvez não fosse a leitora que sou hoje. Não seria certamente a pessoa que sou hoje.

Espero que as miúdas de 12 anos não andem a ler as cinquenta sombras e não cresçam a pensar que aquilo é um relacionamento sexy e divertido mas a verdade é que se as miúdas de 12 anos puderem escolher as suas próprias leituras e escolherem ler Henry Miller, Anais Nin ou MEC possam, mesmo sem perceber tudo – ou nada – crescer a saber que há mais literatura do que aquela que nos é impingida pelos “mercados” e que tenham curiosidade para ler mais e mais, aprender e crescer.

Há livros que nunca vou oferecer aos meus filhos, há livros que (provavelmente) vou tentar evitar que leiam em determinadas alturas da vida mas espero, acima de tudo, que leiam o que quiserem, que sejam imaginativos o suficiente para querer ler mais, melhor. Porque mais perigoso para a mente em formação do que ler algo desadequado é não ler de todo.

publicado por Patrícia às 15:08 link do post
07 de Janeiro de 2016

O caso dos cinco livreiros desaparecidos (parece mesmo um título de um livros da tia Agatha Christie) não faz correr tanta tinta como deveria. A censura não é, infelizmente, novidade no mundo atual mas nós, que vivemos em democracia, esquecemo-nos disso tantas vezes e encolhemos os ombros como se morrer por palavras fosse algo definitivamente do passado. 

Eu cresci com a minha mãe (antiga professora primária) a contar-me como foi proibida de ler o "Bichos" de Miguel Torga ou de o dar a ler aos seus alunos. Foi há pouco mais de 40 anos. Felizmente o nosso país mudou e não há livros proibidos. Mas em boa parte mundo (e basta pensarmos no que se passou com o livro Diamantes de Sangue, do jornalista Rafael Marques, que chegou a ser oferecido pela Editora TInta da China ou no facto de jovens terem sido presos em Angola por estarem reunidos a ler um livro) a realidade é diferente.

Acho que é responsabilidade de todos denunciar (e lutar contra) estas situações. Enfiar a cabeça na areia não é, de todo, a solução.

Por isso a minha sugestão de hoje um livro que fala de livros proibidos (e que espero ler este ano): Fahrenheit 451, de Ray Bradbury

Fahrenheit 451.png

 

 

 

publicado por Patrícia às 10:03 link do post
tags:
pesquisar neste blog
 
email
ler.por.ai@sapo.pt
subscrever feeds
mais sobre mim
tags

2017

adam johnson

afonso cruz

afonso reis cabral

agatha christie

alexandre o'neill

alguém quer este livro?

amin maalouf

ana cristina silva

ana margarida de carvalho

ana saragoça

ana teresa pereira

anna soler-pont

anne bishop

anne holt

antonio garrido

antónio lobo antunes

as paixões antigas

biblioteca de bolso

brandon sanderson

carla m. soares

carlos campaniço

carlos ruiz zafón

chimamanda ngozi adichie

colleen mccullough

conversas (sur)reais

cristina drios

curtas

dan brown

danuta wojciechowska

david soares

diário de leitura

direitos dos leitores

dulce maria cardoso

elena ferrante

filipe melo

frank mccourt

george r.r martin

gonçalo m. tavares

greg mortenson

haruki murakami

helena vasconcelos

ildefonso falcones

inês pedrosa

isabel allende

jo nesbø

joão tordo

jodi picoult

josé eduardo agualusa

josé luís peixoto

josé rodrigues dos santos

josé saramago

juan cavia

julia navarro

juliet marillier

ken follet

l.c. lavado

ler em português

leya em grupo

lídia jorge

livros

luís miguel rocha

mai jia

maria manuel viana

mário zambujal

marion zimmer bradley

meg wolitzer

mitos e outros temas livrescos

mónica faria de carvalho

natal

nuno nepomuceno

opinião

os meus amigos também gostam de ler

patrícia müller

patrícia reis

paulo m. morais

podcast

richard zimler

robert wilson

robin sloan

roda dos livros

rosa lobato faria

rui cardoso martins

rui zink

sandra carvalho

sonhos

stephenie meyer

stieg larsson

stormlight archives

tarita

the way of kings

tiago carrasco

trudi canavan

ursula k. le guin

valter hugo mãe

vasco ribeiro

victoria hislop

words of radiance

youtube

zoran živković

todas as tags

blogs SAPO