Ler por aí
 
27 de Junho de 2015



Uma capa maravilhosa, uma sinopse cheia de elogios previa um livro doce. O título doce (esqueci-me que o abutre também é um pássaro), a edição cuidada, a letra grande e alguns pormenores visuais e maravilhosos levaram-me ao engano. 
Estava a precisar ler algo leve, doce, belo. Li de uma leva metade deste livro e rendi-me à sua beleza, à poesia da escrita, às personagens, às histórias dentro da história (e o que eu gosto de histórias dentro de histórias?). A Kika encantou-me cedo, achei-a uma personagem brutal e com enorme potencial. Gostei também imenso de Evangelina e do Fura-mundos. Mas depois, sem aviso, veio o final abrupto, desencantado, irritantemente seco. 
E o que podia ter-se tornado uma leitura doce e bela ou uma leitura pujante (caso o autor tivesse desenvolvido mais a linha negra) num mergulho denso e tenebroso na dualidade do bem e do mal, do feio e do belo, do amor e do ódio, tornou-se uma leitura breve e pouco memorável. O que é pena, porque a história tem imenso potencial, a escrita também mas, por algum motivo, não funcionou.
publicado por Patrícia às 15:00 link do post
26 de Junho de 2015


 

 

É por livros como este que eu leio. Sentimos cada injustiça, cada maldade, cada traição mas também cada gesto de amor, cada amizade. Viajamos até Barcelona medieval mas temos o privilégio de não sermos torturados pela inquisição e de não apanharmos a peste negra.

A história é a de Arnau mas também a de seu pai, Bernat Estanyol. Os dois, quando Arnau é ainda bebé, fogem na tentativa de escapar à crueldade do senhor de Navarcles, “dono” dos Estanyol, servos da gleba. A cidade escolhida para se esconderem é Barcelona: “Se se conseguir viver lá durante um ano e um dia sem ser detido pelo senhor ganha-se a carta de vizinhança e alcança-se a liberdade.”

Temos ainda o irmão adoptivo de Arnau, frade Joan. Um atormentado que deixou a sua alma ser comida pela religião fanática, o que é pena, porque foi uma personagem que gostei logo que começou a ler livros mas que se transformou num – e vou usar aqui uma das minhas palavras preferidas em espanhol – gilipollas.

No entanto, a cidade de Barcelona é uma das minhas personagens preferidas, orgulhosa, guerreira, livre e corajosa. O facto de reconhecer os locais mencionados só ajudou mais a ter adorado esta história em que ouvimos, vemos e sentimos a Catedral a crescer e a fazer parte da cidade e da vida das pessoas.

Todo o cenário histórico da história me pareceu bastante assertivo, no fim do romance o autor explica que se baseou em crónicas da altura, não sei se está correcto mas eu, em altura alguma duvidei da autenticidade histórica.

 

Quero voltar a Barcelona, já sei de cor o caminho para a Catedral de Santa María del Mar.

 

 
publicado por Catarina às 21:02 link do post
26 de Junho de 2015


(Imagem totalmente gamada da net)
publicado por Catarina às 20:53 link do post
26 de Junho de 2015

Juro-vos que ando viciada nos vídeos da Patrícia Pirota da série "Salvem a professorinha!". Ela fala sobre as suas experiências de professora e mostra, acima de tudo, o seu amor pela profissão.
Mas atenção, esta é apenas uma série no seu canal... há muito mais e bem interessante.



publicado por Patrícia às 17:56 link do post
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25 de Junho de 2015


Já sei o que vou passar a dizer a quem me disser que não gosta de ler ebooks... (estava em amena cavaqueira com dois amigos sobre ebooks e um deles sai-se com o melhor argumento do mundo...)
publicado por Patrícia às 16:30 link do post
24 de Junho de 2015



Há poucos livros com uma capa maisfantástica do que esta. Infelizmente é enganadora. Há poucas sinopses tãointeressantes quanto esta. Infelizmente é enganadora. Tirando isso gosteibastante do livro.

Comprei-o pela capa. E pela sinopse. 
Gostei pela escrita.  Pelas palavras,pelos personagens. Apesar destes serem pouco explorados. Na realidade e porconhecermos o personagem central (o único que realmente interessa) apenas pelaspalavras de terceiros quando ele é, nitidamente, alguém que não é passível deser atingido por quem quer que seja, rapidamente percebemos que afinal temosque tentar decifrar o próprio livro.
Rong Jinzhen é um miúdo estranho (éinclusive levantada a hipótese de sofrer de uma ligeira forma de autismo) que éeducado num amaldiçoado jardim de pereiras por um estrangeiro. É aqui, com asflores das pereiras, que aprende a contar. Quando acaba porocupar o lugar a que tem direito por nascimento é reconhecido pelo seu tutorcomo um génio da matemática e o lugar passa a ser seu por mérito e talento (e onde está a justiça disso?). Confesso que esta parte do livro me fascinou. Oautor consegue fazer-nos acreditar no génio e talento de Jinzhen. A relaçãodeste miúdo autodidata  com um professoruniversitário, também ele um génio da matemática com aspirações ao estudo dainteligência artificial (estamos nesta altura no final da segunda guerramundial), é super interessante. A ida deJinzhen para uma unidade secreta onde se torna um herói como criptoanalista marca a segunda parte deste livro. Eé aqui, quando pensava que a ação ia começar, que comecei a ficar um bocadinhodesiludida (e a culpa é de ter lido a sinopse). Nem a matemática toma um lugarde destaque, nem as cifras o fazem. Mas não deixa de ser interessanteacompanhar o destino de Jinzhen, a sua luta contra a Negra, o valor da amizade eda traição e a proximidade entre a loucura e o génio.
E é inevitável referir que, apesar de nãoconsiderar este um romance tipicamente Chinês (até porque, para ser sincera,não faço a menor ideia do que é isso), é possível aprender um pouco sobre aChina do pós-segunda guerra mundial, da cultura que ainda hoje marca este país.Essas marcas estão lá, inevitavelmente.

E apesar de ter ficado um bocadinho desiludida coma história (e continuo a culpar a sinopse, feita apenas para vender) gosteiimenso da escrita deste autor. Sem cair no facilitismo e na rapidez dospoliciais e thrillers conseguiu manter-me interessada do princípio ao fim.Parece que este é o primeiro livro de uma trilogia. Vou ficar à espera dacontinuação.
publicado por Patrícia às 13:23 link do post
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20 de Junho de 2015

publicado por Patrícia às 16:43 link do post
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19 de Junho de 2015

Ainda sobre o Game of Thrones. Concordo em género, número e grau com esta menina. Isto está cheio de spoilers por isso só vejam se já leram os livros todos ou se não se importam com isso.


publicado por Patrícia às 15:01 link do post
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16 de Junho de 2015


Acho que o GoT, season 5, traumatizou toda a gente.  Uns pela cena da noite de núpcias da Sansa, outros pela morte do "vocês sabem quem". A mim, confesso, começa a traumatizar-me também, mas não por estas razões específicas.
A minha relação com o GoT é antiga. Comecei a ler os livros há já 7 anos. Li de enfiada 6 e depois descobri que eram 7 no original e que por cá estavam a ser publicados às metades. A coisa irritou-me sobremaneira e não li mais nada até hoje. Também comecei a ver a série tarde e acabei por, numas férias, ver de enfiada 4 temporadas. Esta quinta vi-a On time e confesso que me começou a cansar.

Uma das coisas que me irrita é o lapso de tempo até que certos personagens apareçam. Já nos livros era a mesma coisa mas na série a coisa tornou-se irritante com a total ausência do Bran e companhia toda a temporada. Eu compreendo que são demasiados personagens, demasiadas coisas, demasiados sítios mas ainda assim, não gosto.

E esta mania de matar tudo e todos até teve piada no início. O ninguém está seguro é uma óptima forma de nos manter agarrados à história mas epá, já chega, ok? (e não, não estou a falar do "vocês sabem quem" nem sequer me interessa se ele volta ou não). Só sei que a melhor piada que ouvi hoje foi "morreram todos e acordaram numa ilha". 


A extrema violência do GoT já me cansa. Ok, a idade média era assim e tem tudo muita lógica até ao ponto em que parece que tudo se baseia em "vamos lá ver se conseguimos matar ou torturar mais alguém com requintes de malvadez". E confesso, a Shireen foi a gota de água. Isso e ser o puto da muralha a espetar a última faca. Demasiado. Chamem-me menina, I do not care! Há cenas que são absolutamente desnecessárias e a história e o mundo criado pelo Martin são demasiado bons para se perderem atrás de cenas macabras. Há coisas que fazem falta para caracterizar os personagens mas a sensação que tenho é que aquilo é apenas uma sequência de cenas de tortura. 

Por último e o que mais me irrita é a possibilidade da série passar à frente dos livros. Acima de tudo o GoT é uma série de livros e quer-me parecer, a fazer fé em todos os boatos e notícias que por aí tenho lido, o escritor esqueceu-se que foram os leitores que o transformaram num sucesso. Uma boa parte (e nem quero saber se concordam ou não, a melhor parte) dos que assistem à série são os mesmos que esperam e desesperam pelos livros, que compram os livros. 

É que quem diz que "os livros são uma coisa e a série é outra, faz sentido que avancem por caminhos diferentes"é, na minha (não tão) humilde opinião, um energúmeno que não compreende a traição que é mudar o que está escrito num livro.

Não permitir que os leitores originais da série possam saber quem vai, afinal, vencer a guerra dos tronos primeiro é de uma falta de respeito a toda a prova mas é, acima de tudo, a prova de que o grande vencedor da guerra é mesmo o dinheiro.



publicado por Patrícia às 23:27 link do post
09 de Junho de 2015



A Márcia já me tinha avisado. Ainda assim não estava preparada para gostar tanto de um livro.

E quem não leu, vá ler. Não leia mais aqui. Não há spoilers mas aproveite a leitura sem saber nada, sem criar expectativas. Desconfio que isso não vai ser possível por muito mais tempo.

“Perguntem a Sarah Gross” que, como diz a editora Maria Do Rosário Pedreira no seu Horas Extraordinárias, é um dos mais internacionais livros publicados em Portugal. Generalizo a frase da editora porque concordo. Desejo a este livro o maior dos sucessos, Nacional e Internacional.

Comecemos pela parte que me fez hesitar quando decidi ler este livro e que é, na minha opinião, a parte menos surpreendente do livro. O Holocausto não é novidade e há quem já se recuse a ler mais sobre o assunto. Eu confesso que nem sempre me apetece fazê-lo. Ler sobre o holocausto é acrescentar cicatrizes à alma, é horrorizar-me outra e outra vez, é perder mais um bocadinho de fé e de esperança na humanidade. E às vezes não me apetece. E sim, neste livro há capítulos que nos fazem ficar com coração pequenino. E sim, é importante para a história. Acima de tudo essa parte está bem contada, não nos poupa a nada e ainda assim consegue fazer-nos sentir que estamos a ler tudo pela primeira vez… com tudo o que de bom e mau isso tem.

Mas não foi essa parte que me agarrou. Fiquei presa a esta história nas primeiras páginas. Fiquei rendida a todas as vozes e a todos os tempos. Fui-me deixando enredar na história e, desta vez, fui totalmente surpreendida. Não tive tempo para reflectir durante a leitura do livro. Li compulsivamente, o que não deixa de ser injusto porque a ânsia de conhecer o segredo de Kimberly e a história de Sarah não me deixou analisar pessoas e situações. 

Isto porque este livro é muito mais do que apenas (mais) uma história do Holocausto. Tão, mas tão mais. 

(O ebook custou-me 10,79€, foram os mais bem gastos desde que comecei a comprar livros electrónicos. Só tenho pena de não ter o livro autografado pelo escritor, acho que vou levar um marcador da "Roda dos livros" e pedir-me para mo assinar mesmo assim)
publicado por Patrícia às 22:51 link do post
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