Ler por aí
 
29 de Janeiro de 2015

Um livro duro mas muito bom. Pena é que lhe tenham mudado o nome para "o meu nome é Alice" em vez do antigo, mas mais fiel, "Ainda Alice" apenas para bater certo com o filme. Estou com muita curiosidade para saber se fizerem mesmo uma nova edição ou se o ridículo chegou ao ponto de venderem um livro com um nome na capa e outro na sobrecapa (amanhã vou à livraria ver isso).
(sim, este nome dá-me cabo dos nervos... o raio do livro chama-se Still Alice e não My name is Alice, ok?, Still Alice porque, apesar de tudo, apesar do Alzheimer, apesar de se perder até dela própria, continua a ser ela, Ainda Alice. "O meu nome é Alice" não consegue chegar à profundidade de "Ainda Alice")




publicado por Patrícia às 21:35 link do post
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27 de Janeiro de 2015

Se vos disser que este ano já li 3 livros e estou prestes a terminar o 4º, parece muito, não é?
Se vos disser que destes 4 livros, 3 são de autores Portugueses parece que o meu objectivo de "Ler em Português" está a correr maravilhosamente bem, não é?
 
Pois.
Não é bem assim.
Dois dos 3 livros que já li (e os que pertencem a autores Portugueses) são minúsculos, daqueles que se lêem num dia. Mesmo o do Gonçalo M. Tavares que parece um bocadinho maiorzinho não é nada grande (tem é as folhas muito grossas).
Não ando a ler nada.
 
A culpa é do House of Cards.
publicado por Patrícia às 17:50 link do post
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24 de Janeiro de 2015



"Para o Anibaleitor, um livro era um encontro entre duas vozes: a nossa e a do livro. E sublinhar um livro não tinha mal nenhum, era quase como ler a dobrar; era sinal de que encontráramos uma passagem, uma frase, um parágrafo, que nos tocava no texto e isso, segundo ele, valia ouro. Era quase como ganhar, de borla, um segundo livro" 


E eu, que raramente tenho paciência para sublinhar passagens e esqueço-me sempre dos post-its noutro lado qualquer, dei por mim a dobrar o cantinho das folhas para me lembrar de ir reler determinadas frases. Mas não serviu de nada pois no final só me apetecia começar a ler o livro outra vez.


Todos os leitores adoram livros sobre livros e este é isso e muito mais, é um livro sobre leitores. Rui Zink sugere "que o adulto o leia como se fosse um relato para jovens, e o jovem como se fosse uma novela para adultos" e eu sugiro que todos o leiam e se deliciem com esta louca história, cheia de livros (e escritores), poesia, música e segredos escondidos nas páginas.

Sim, segredos, porque acredito que não encontrei todas as referências, todos os trocadilhos, todos os jogos que o escritor escondeu por aqui. Mas lá chegarei, porque este é, sem qualquer sombra de dúvida, um livro para reler várias vezes.

"Como eu estava dizendo, não preciso de quem me conte histórias. Mas sinto falta de alguém com quem as discutir. Alguém que me dissesse: Ó pá, era bom que trocássemos umas ideias sobre o assunto. O que me dizes, temos acordo?"

Nos blogs "de livros", nos canais, nos grupos literários é sempre isto que pretendemos: ter alguém para partilhar connosco o prazer de ler um livro. 

Hoje, para vos dar a minha opinião, usei mais as palavras do escritor do que as minhas porque  este livro é tão simples e tão completo ao mesmo tempo que prefiro deixar que seja ele a mostrar-vos que têm mesmo que o ler.


"É que eu... eu gosto de todos os livros."
O Anibaleitor olhou-me com comiseração:
"Ó pá, pela tua rica saúde, espero bem que não. Deve ser uma chatice, gostar de todos os livros."



publicado por Patrícia às 00:17 link do post
22 de Janeiro de 2015

Numa daquelas partilhas tão habituais do facebook dei de caras com esta pérola que só pelo título me preparoupara o conteúdo: 8razões para ler (livros a sério) de Joana Marques Alves.
Livros a sério? O que são livros a sério?
Rapidamente percebi que afinal um ebook não é um livro a sério. Pelo menos na opinião desta senhora. Que diz que "A Time decidiu fazer uma lista de oito razões para deixar ose-books, as sms, os chats e os comentários nas redes sociais e optar por livrosa sério". Sejam palavras da Time (apesar de não estarem assimidentificadas) ou não, o certo é que esta é a mensagem que passa.
E esta é a mensagem que passa tantas vezes: um ebook não é um livroa sério.
Aparentemente, os ecrãs são umadas razões pelas quais um ebook não é um livro a sério:
"Para além disso, é essencial que opte por umlivro e não um ecrã – ler num dispositivo faz com que fiquemos entre 20 a 30%mais lento, lê-se num estudo da Universidadedo Texas."
Ora, antes de mais olhemos para esta frase. Digam-me, porque eu devo lerdemasiados ebooks e poucos livros, o que raio isto significa. O que é que ficalento? A leitura? Se for isso é necessariamente mau? Quanto a mim tenho baixadobastante a velocidade da leitura e tenho tirado grandes benefícios disso. Asério, não percebo. É o raciocínio? Eu passo o meu dia a trabalhar em frente aum ecrã de computador e volta e meio ainda leio uns livros no ereader pelo que deve ser por isso nãopercebo nada disto.
Há muitas diferenças entre ebooks e livros físicos. Cada um tem e terá os seusdefensores e cada um terá os seus benefícios - se é verdade que olhar para umecrã iluminado não é benéfico nem confortável, também é verdade que os ereadersjá há muito ultrapassaram esse problema e olhar para um é o mesmo que olharpara uma folha de papel.
Se é verdade (e é a primeira vez que o oiço) que folhear faz bem àconcentração também é verdade que carregar e pegar num calhamaço faz mal àscostas.
Se é verdade que um livro é um objecto maravilhoso (porque o é) também éverdade que a maioria de nós tem falta de espaço em casa.
Se é verdade que a magia de escolher um livro numa livraria não se equiparaà falta de magia de descarregar um ebook também é verdade que podemos comprar o2º volume da série que estamos a ler às 04h30 da manhã sem ter que despir opijama.
Se é verdade que os livros físicos cheiram bem, também é verdade que ganhampó e custam a limpar (e as alergias ao pó, não contam?)
E podemos dizer também que o tamanho da letra de um ebook é costumizável(assim como o contraste) o que dá um jeito imenso para quem tem problemas devisão.
Mas acima de tudo: num livro o mais importante é sempre o conteúdo, a história ou informação que conta. A magia daspalavras é igual seja em que formato for. A beleza da literatura éprecisamente essa. Porque haverá sempre quem prefere um áudio-livro, quemprefere um livro electrónico e quem prefere os livros físicos (capa dura, capamole, livro de bolso, versão ilustrada). Opiniões, preferências. Mas todos, semexcepção, são “livros a sério”.
publicado por Patrícia às 13:27 link do post
22 de Janeiro de 2015



O truque é escrever o suficiente para vos acicatar a curiosidade e vos fazer ir procurar, comprar e ler este livro mas escrever apenas esse suficiente. Porque expectativas elevadas são o que mais estraga a leitura de um livro. E este livro merece ser apreciado e acarinhado. Por isso estão a ver o meu problema, não é?
Não vos quero estragar a leitura e contar-vos demais, não vos posso falar da ex-porteira cusca todos os dias que tem um cão que enjoa no elevador, mas só para baixo que para cima não há crise,  Não vos posso falar do engenheiro com dois filhos que também gostam de brincar no elevador onde, por acaso, morreu uma miúda sobre quem toda a gente tinha uma teoria mas que ninguém conhecia realmente.
Não vos posso contar que nestas pouquíssimas páginas se esconde um retrato hilariante de tanta gente que conhecemos e uma tristeza imensa, que faz doer a alma.
 Não vos posso contar tanta coisa... porque quem ler este livro merece ser surpreendido como eu fui e apreciar a leitura da primeira à última página.
Mas pronto, posso dizer-vos que este é um policial, que tem um toque de comédia, negra mas comédia. Mas que também tem um toque de solidão, de desespero. 
E posso dizer-vos para irem ler este livro e para descobrirem a Ana Saragoça, uma maruja do Colectivo Nau.

Foi a forma perfeita de começar a Ler em Português

publicado por Patrícia às 09:30 link do post
21 de Janeiro de 2015



Para contar o presente é, às vezes, necessário relembrar o passado. É necessário rever todos os pequenos acontecimentos que ajudaram a construir este presente e são os alicerces para o futuro. A bem ou mal.
Para contar a história do conflito Israelo-palestiniano a escritora vai lá atrás. Não ao ponto onde começou esta história, isso ainda é bem mais atrás, atrás mesmo da expulsão dos judeus da Península Ibérica, antes da "criação" dos cristãos-novos. É inevitável estabelecer a barreira dos 2000 anos. Mas, sem ir tão longe assim, a escritora foi à Russia dos Czares, falar-nos dos pogroms e apresentar-nos a uma família de Judeus que só queriam sobreviver e ser considerados gente antes de serem considerados Judeus.
Entre a Rússia e Paris acabam por ir parar à Palestina, terras secas e áridas do império Otomano, onde Árabes e Judeus conviviam há muito. 
Na capa do livro fala-se de duas famílias em luta contra o destino. Não acho que seja verdade. É apenas uma família. Uma família de coração, forjada no socialismo saudável e generoso da Horta da Esperança. Uma família, amizades verdadeiras e indestrutíveis, formada por árabes e por judeus.
Mas as escolhas destas família acabam por ter que ser um reflexo das escolhas de dois povos desesperados por pertencerem a um lugar. Para os Palestinianos, aquela é indiscutivelmente a sua terra, sempre ali estiveram. Para os Judeus há um momento para dizer chega e cansados de serem constantemente expulsos de todo o lado, é o "para o ano em Jerusalém" que prevalece. 

Há momentos duríssimos neste livro. Quem já é leitor habitual de Julia Navarro sabe que ela não é meiga a mostrar-nos cenas do Holocausto. Fê-lo na Bíblia de Barro e também em Diz-me quem sou. Mas confesso que as páginas deste livro referentes à Segunda Guerra Mundial são muito mais que murro no estômago. 

Mas este livro está longe da perfeição. Quem procura uma boa história poderá ter dificuldade a encontrá-la tendo em conta que há dezenas de personagens e de acontecimentos verídicos no meio de ficção. A verdade é que, às paginas tantas, já não sabia quem era quem e tinha mesmo que me pôr a pensar se aquele era Árabe ou Judeu, filho, marido ou irmão de quem, quais as suas peculiaridades e se valia ou não a pena voltar atrás para descobrir.*

A estrutura também não ajuda, há o presente, o passado de uns e o passados dos outros, vozes diferentes mas com um tom demasiado parecido.

Não percebo nada de estruturas narrativas mas, digo eu, se o narrador não é omnisciente e pretende apenas relatar o que viu, ouviu ou lhe contaram, convém ter cuidado e não deixar pontas soltas como relatar pormenorizadamente um homicídio que ninguém sobrevive.

Ainda assim este é livro que adorei ler, com o qual aprendi imenso e que vale a pena ler.


*há um esquema dos personagens muito giro no Goodreads, vão lá ver, só não o ponho aqui porque não consegui um link que mostrasse apenas de quem era

publicado por Patrícia às 22:17 link do post
07 de Janeiro de 2015

Pela primeira vez tenho objetivos nas minhas leituras paraum ano. Não em termos de números, claro, pois não lerei mais nem menos por causadisso. Mas fui desafiada para cumprir o 9GAG Reading Challenge e vou tentarencaixar os livros que leio naquelas categorias. Acho que vai ser divertido. Aíao lado vão ter sempre o meu progresso neste desafio.
Mas o meu verdadeiro objetivo para este ano é Ler em Português. Foi a Roda dos Livros que me fez darimportância às leituras de livros de autores Portugueses. Confesso que duranteanos e anos li maioritariamente autores estrangeiros. O ano de 2014 foi oprimeiro em que isso mudou. 52.5% dos livros que li são de autores Portugueses.Portanto em 2015 este objetivo só pode aumentar.
Não acho que LER em Português condicione de forma negativaas minhas leituras. Pelo contrário, tenho tido imensas surpresas boas.
O que nos leva a ler tantos livros de autores estrangeirosem detrimento dos autores Portugueses?
Acima de tudo o Marketing, acho. Não faço ideia se temhavido ou não um crescimento na publicação de livros de autores nacionais (efalo claro de editoras a sério e não nas empresas que, por acaso, fornecem oserviço de publicar livros) mas acredito que sim. E há editoras que têm feitouma aposta engraçada nesta área e que até têm apostado na divulgação. Mas averdade é que esses esforços são manifestamente inferiores aos que existem emrelação aos autores estrangeiros. É certo que esta importação de autores é em grande parte escolha dos leitores queadoram consumir o que os outros consomem, adoram ler o que os outros leem epreferem ler best-sellers estrangeiros que livros nacionais. O preço é outradas coisas que pesa (e muito) na equação. Os ebooks (ou a inexistência deles) ajudamà história. Enfim, tudo parece conspirar contra o “consumir Português”.
Quando a mim vou continuar a fazer a aposta contrária. Voudar primazia aos nossos autores, vou querer conhecer mais e melhor emPortuguês. É a minha língua, adoro ler em Português e acho que se escreve muitobem por cá. A roda dos livros é uma ótima forma de conhecer autores Lusos e aComunidade LEYA na Buchholz tem-me ajudado imenso nesta descoberta.
E confesso que às vezes tenho vergonha de que estrangeiros conheçammelhor os nossos autores do que nós. Há tantos autores que são mais (re)conhecidos em França ou no Brasil do que por cá. Pior, há tantos escritoresmais lidos por lá do que por cá.
Por isso se vocês são do género de leitor “ai, detestoescritores portugueses” acho que estão a ler o blog errado. E certamente vãopreferir outras paragens este ano porque aqui vai falar-se muito de autoresPortugueses.
publicado por Patrícia às 15:52 link do post
02 de Janeiro de 2015


Tudo começou em Janeiro de 1Q84. Eram dias e noites estranhos, noites com duas luas no céus enquanto no dia brilhava apenas um Meio-sol Amarelo. Descobri que não sabia bem onde estava, o mundo era uma espécie de Roda e subitamente era como se não tivesse ainda vivido uma vida e tudo eram Primeiras Coisas. Não tive outra hipótese senão ficar no Hotel Memória onde à janela me perguntava afinal Que importa a fúria do mar Quando o Cuco Chama
Ainda tentava perceber o que me tinha acontecido quando, numa comunidade de leitores, conheci uma Americanah que no meio da mais estranha conversa da minha vida me contou a história d'A segunda morte de Ana Karénina
A verdade é que continuava presa em 1Q84. Nesta altura já só queria voltar para o meu mundo, aquele onde Tudo são histórias de amor. Seria preciso um Mal Nascer para reviver a A última noite em Lisboa? Ansiava por escrever a  minha história, a nossa Biografia involuntária dos amantes mas em vez disso pedia, por favor,  Por favor não matem a cotovia. Sentia que estava a viver uma vida que não era a minha, uma Vida Roubada.
A cor do Hibisco inundou a minha vida só para que pudesse esquecer que havia Sangue Vermelho em campo de neve.

Foi sem intenção, apenas porque estava na moda, que decidi jogar O jogo de Ripper  sem pensar nas consequências. Dizem que sebastião nunca mais foi visto depois disso e que Jesus cristo bebia cerveja  para tentar esquecer que o seu amigo está perdido Em parte incerta. Continuo a acreditar que os culpados foram Os demónios de Álvaro Cobra que esconderam o desgraçado em Shadowfell. Apesar de todos os pedidos (e fizemos bastantes) A sentinela  não nos deixou entrar e procurar porque No céu não há limões. Não desistimos e continuamos Em busca do carneiro selvagem

O retorno à minha realidade era cada vez mais improvável, estava já a desesperar quando O feiticeiro e a Sombra  que sempre o acompanhava me aconselharam a ir assistir à peça de teatro A instalação do medo que estava em cena n' Os túmulos de Atuan. Para lá chegar segui A viagem do Elefante, um bicho estranho e enorme que só se alimentava a Bifes mal passados mas que tinha o mapa do tesouro, que é como quem diz, GPS para me conduzir ao destino. Não era só eu nesta vigem. Ali conheci gente diferente e interessante. Imagem lá que até fiquei a saber a A história de uma serva famosa num outro universo. Em boa hora aceitei o conselho de ir a Atuan porque quando lá cheguei encontrei O meu irmão à espera para me ajudar a regressar e finalmente fiquei a conhecer o caminho para me levar a Galveias, ao meu mundo, a casa. Não voltarei para A cidade do medo, nem retornarei às aventuras naquele mundo de duas luas e um meio-sol, prefiro ficar aqui, em casa, neste tempo sem surpresas, neste tempo morto. Mas com a certeza que  O tempo morto é um bom lugar.
publicado por Patrícia às 12:30 link do post
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