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Ler por aí

Ler por aí

Ello

Sim, estou a experimentar a nossa rede social. Vai ser divertido escrever para (quase) ninguém durante uns tempos :)

Bifes mal passados, de João Magueijo





Nas primeiras quarenta páginas chorei a rir pelo menos 3 vezes. Não émuito normal ir às lágrimas a ler um livro. Este teve esse ponto positivo. Achoque foi o único. Vá, estou a ser injusta, a ironia de algumas partes édeliciosa. Mas o problema é o resto.
Depois das primeiras páginas comecei a achar que tudo o que é demais,de facto, não presta e que o autor se esticou demasiado.
Se acho que os Ingleses são fantásticos? Não acho nem deixo de achar. Tenholá alguns amigos e não os revejo nestas páginas.
Se tem piada gozar com os outros? Acho que todos sabem essa resposta.Não, não tem qualquer piada. Uma coisa é brincar outra é achincalhar. Ah mas ele também não mostra uma grande imagem delepróprio, por isso ele pode. Pois pode, claro. Mas não deve. E começalogo por não mostrar uma grande imagem dele próprio a escrever este tipo decoisa. E para quem critica tanto os outros não devia alinhar tanto no estilo devida que critica.  E o que é que tu tens a ver com isso? Nada, masele escreveu um livro a criticar os outros e pôs-se a jeito para ser criticado.
Ah e tal estás a ser puritana, só porque o tipoescreve com palavrões em barda. Nop, isso não meincomoda nem um bocadinho. Acho até que fazem todo o sentido no livro,demonstram exactamente o que era pretendido.

Ah, então tens fraco sentido de humor. Certo, provavelmente é mesmo isso. Achei piada às primeiras páginas,era novidade e tal, depois a coisa não se deu mais e pronto, nunca mais lhe conseguiachar piada. Se fossem crónicas num jornal semanal ou mensal, algo dado a pouco e pouco, talvez tivesse achado fantástico. Mas assim, de uma vez só, não, muito obrigada. 
(há que dizer que também não consigo achar piada aos livros de compilações de crónicas humorísticas, o problema deve ser meu)

A viagem do elefante, de José Saramago





Que não sou a maior fã de Saramago talvez já seja do vossoconhecimento. Ainda assim insisto em ler o único prémio Nobel da Literatura Português.Como leitora acho que é minha obrigação. Às vezes gosto mais, outras menos e sea minha estória favorita é sem dúvida a de “O ensaio sobre a cegueira”, o livroque mais gostei de ler foi Caim.
Este “A viagem do elefante” deixou-me mais ou menos indiferente, tenhoque confessar.
Nota-se que é um livro de Saramago. A sua escrita corrida, a ritmo deleitura que por vezes me obriga a ler em voz alta (para quem não se dá com estetipo de escrita e diz que não o percebe, tente isto mesmo. Leia em voz alta,conte a si próprio uma estória e vai ver como afinal tudo parece tão simples),as constantes alfinetadas na igreja católica, nos usos e costumes arreigados nopovo português, a capacidade que está somente ao alcance de tão poucos decontar uma história, de nos interessar a cada página por coisas que poucointeressam, o talento que todos lhe conhecemos.
Mas a mim faltou-lhe o génio que me faz gostar dos seus livros. Nãoacho especial piada à sua forma de escrever mas reconheço-lhe a originalidadeque me faz esquecer o resto.

Já este livro maçou-me. O que não parece nada de Saramago. A históriaaté começou por prometer mas às tantas já não me interessava. Não acho que sejaSaramago no seu melhor. Ou então, e admito essa hipótese, fui eu que nãopercebi qualquer coisa nas entrelinhas.

Curtas 18/2014: Ebooks (outra vez, mas desta vez é diferente)

Ena, comprei um ebook ainda antes de ter saído o livro físico. Foi o prémio LEYA 2014, "O meu irmão" de Afonso Reis Cabral.
Parece que o livro só sai no dia 21 de Novembro mas o ebook já está à venda e eu aproveitei (9.9€) e já está no meu ereader pronto para ser lido. E só porque gosto tanto de querer comprar um ebook e ele existir vou passar vou lê-lo assim que acabar o "A história de uma serva". 


Curtas 17/2014 : até quando???

O que eu gosto de querer comprar um ebook de um livro recente de um dos escritores mais na berra por cá e descobrir que simplesmente não existe???

Sendo recente até podia ter o mesmo preço do formato físico (ficava o dinheiro não gasto na distribuição pela diferença no iva de 6% para 23%) mas não, simplesmente não existe. E os únicos ebooks deste autor PORTUGUÊS que encontrei foram... em linguas estrangeiras.

"tá bem", tem lógica.

(a sério, ninguém faz tanto pela pirataria como as editoras Portuguesas)

(é agora que falo naquela treta da nova taxa nos dispositivos de armazenamento electrónico? Não me apetece mas acho que vocês devem saber a minha posição que passa por "porque raio vou pagar uma taxa para armazenar livros se nem sequer os consigo comprar?")

(Por outro lado e como não abdico de ler ebooks o meu Inglês melhora a olhos vistos)

Os túmulos de Atuan - Ciclo Terramar #2, de Ursula K. Le Guin



Uma menina é escolhida,ainda uma criança, para ser outra pessoa. Ela, que nasceu na mesma hora damorte de sua antecessora, é a nova sacerdotisa dos Túmulos de Atuan. Gued, o nosso feiticeiro, busca a outra metade do anel de Erreth-Akbe. As vidas deTenar e de Gued cruzam-se mas os destinos de ambos são incompatíveis.

Neste segundo livro dociclo de Terramar conhecemos mais uma faceta de Gued. Depois do feiticeiroinexperiente do “O feiticeiro e a sombra”, conhecemos um Gued maduro, ponderadoe bondoso. Mas é a personalidade de Tenar que é mais explorada neste livro. Aimportância e as consequências da educação de uma criança são bem visíveis noadulto em que se transforma. A ignorância que não deixa de ser criminosa. Asigrejas que, com base na fé, moldam mentes e gentes a seu bel-prazer.
Um livro que mesurpreendeu. Espera algo leve, mais ao jeito do primeiro volume, cheio de açãoe de magia. E até pode ser lido assim. Pode ser lido assim. Ou então não. Enesse caso há tanto para ler nas entrelinhas.

Gostei e espero pegar noterceiro volume desta saga rapidamente.