Ler por aí
 
19 de Outubro de 2014

Ando sem grandetempo para ler e este blog anda a ressentir-se. Ando com vontade de fazercoisas novas por aqui mas nem sei bem o quê. As opiniões continuarão a surgirsempre que haja um livro livro (por acaso já acabei de ler o "Os Túmulos de Atuan, de Ursula K. LeGuin" mas ainda não escrevi nada sobre este segundo livro do Ciclo deTerra Mar) mas não prevejo que o meu (e da Catarina) ritmo de leitura aumentepor aí além…

Voutentar ser mais assídua por aqui e inovar um bocadinho, talvez escolher um temapor semana (sempre relacionado com livros) e ir escrevendo um bocadinho sobreisso. Por isso se quiserem deixar por aqui questões / temas sintam-se àvontade.
publicado por Patrícia às 21:12 link do post
08 de Outubro de 2014

 

Julgava que ia ser uma leitura do mesmo género do “DestinoTurístico”, uma história assim para o pós-apocalíptica (os apocalipses não têm que incluir bombas nucleares, podem ser simplesmente económicos) mas afinal saiu-me algo tão mais próximo da realidade, que faz com que este livro e o “DestinoTurístico” não sejam minimamente do mesmo género.
Devo começar por dizer que é quase impossível escrever o  que quer que seja  sobre este livro sem incluir alguns spoilers, por isso se ainda não leram e querem ler, não continuem aqui…
 
Resolvi comprar este livro porque vou ouvir o escritor hoje no encontro na Buchholz. O principal livro em discussão é o A Metametamorfose e Outras Fermosas Morfoses mas eu sou um bocadinho avessa a contos (para além de que foi difícil encontrar o livro à venda) e acabei por comprar, ontem, o “A instalação do medo”, de que já tinha ouvido falar e que queria muito ler.
 
Li-o quase de uma assentada.
 
Um dia vieram instalar o medo. Veio uma equipa especializada, quer na parte técnica, quer na emocional, instalar o medo. Naquela casa uma mulher e uma criança (escondida) e dois homens, o Carlos e o Sousa. E depois há a instalação propriamente dita e a respetiva demonstração. Demonstrar o medo.
Carlos (o bem falante) e Sousa (o técnico com mau aspeto e voz doce) lançam-se numa série de diálogos loucos que seriam absolutamente absurdos não fosse dar-se o caso de reconhecermos a grande maioria das frases que eles utilizam. E à medida que a instalação do medo prossegue percebemos a imagem que o escritor nos pretende mostrar e inevitavelmente comparamo-la com a nossa própria vida.
Mas criar o poder baseado no medo tem os seus próprios perigos e no limite há quem escape dessa epidemia e se torne imune ao medo. Será coragem? Ou simplesmente desespero? Qual é o limite, onde está o risco que não é, de todo, aconselhável que seja cruzado?
 
Rui Zink surpreendeu-me com este final. Gostei bastante.
 
“Ao infantilizar-nos, minha senhora, o medo não nos diminui, antes nos eleva”
 
“O medo devolve-nos a infância do mundo”
 
É inevitável questionarmo-nos acerca da veracidade deste livro. Ficção ou realidade?
 
Imaginem que a realidade nos é apresentada como uma imagem construída através de um puzzle. Agora imaginem que é possível com aquelas peças construir infinitas imagens, mais ou menos coerentes, mais ou menos parecidas.
É assim que eu vejo este livro: o escritor pegou em todos os fragmentos de realidade que conhece e construiu a sua imagem da realidade. Os nossos dirigentes, os meios da comunicação social, a sociedade em geral tem-nos mostrado outras imagens finais da realidade construídas com exatamente as mesmas peças. Depende de cada um de  nós, do leitor, a escolha de aceitar a imagem que para nós é mais fiel à realidade.
 
publicado por Patrícia às 15:15 link do post
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02 de Outubro de 2014


Precisava ler qualquer coisa mais leve, algo que me ajudasse a libertar da carga emocional do livro que tinha acabado de ler. Nada como ler algo de fantasia. Mas eu e a fantasia andamos meio desavindas, culpa dos livros YA que tenho andado a ler. Mas a Roda dos Livros não falha e as meninas que gostam de fantasia aconselharam-me esta colecção (apresentada várias vezes como tetralogia mas na realidade é, desde 2001, composta por 5 livros).

Para já li o primeiro livro.  Como a capa indica, é um livro juvenil mas engane-se quem o julga um "Livreco para miúdos".  Achei este livro adequado para todas as idades. Basta gostar de fantasia e de uma história bem contada. E, acima de tudo, de um livro extremamente bem escrito.

O nosso feiticeiro é o Gavião (tem um nome verdadeiro que não vos vou dizer porque os nomes verdadeiros têm muito poder) que cedo descobre um talento inusitado para a magia. Depois de dar mostras desse talento meio por acaso (ou por talento inato) acaba por ir desenvolver os seus poderes para uma escola de magia. Mas o orgulho e a raiva são perigosos quando crescem a par com o poder e o Gavião terá que aprender da pior maneira possível. 

É inevitável fazer comparações com o feiticeiro mais conhecido da actualidade (mr. Harry Potter, of course) mas de facto não tem nada a ver. Este é um livro muito mais sombrio que os do HP, com excepção dos dois últimos volumes da saga, e apesar de ambos terem escolas de magia, estas são tão diferentes que não há comparação possível. Mas tenho a convicção de que os fãs de HP (eu sou uma delas) irão gostar deste Ciclo de Terramar.

Uma curiosidade: este primeiro volume foi publicado pela primeira vez em 1968.

Adoro esta capa. Senti-me atraída para ela desde o primeiro minuto e imediatamente uma palavra me saltitou no pensamento: Danuta. Fui ver de quem era a capa e não consegui deixar de sorrir ao ver o nome "Danuta Wojciechowska"! Impressionante. É de facto a minha ilustradora favorita. E eu, uma naba completa nesta cena das artes (a sério, sou mesmo muito má) reconheço uma ilustração "Danuta" a léguas. E quando tenho que comprar livros para crianças são os livros ilustrados por ela que procuro. São maravilhosos. Adoro, Adoro, Adoro.

publicado por Patrícia às 19:51 link do post
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