Ler por aí
 
30 de Agosto de 2014

Ando com o nome do escritor Pedro Garcia Rosado na lista de livros a comprar  desde que me foi muito bem recomendado (salvo erro pela Márcia e pelo Nuno).
Hoje fui à procura disposta a comprar um ebook do escritor. Claro que não há o ebook do primeiro volume da Série (morte com vista para o mar). Típico.
Mas o que me deixou irritada foi o "A cidade do medo". Custa 4.90€ em livro e 10,98€ em ebook (na Wook).
Não é necessário mais nenhum comentário, pois não?

(O escritor que me perdoe mas fiquei tão irritada que não comprei nada. E uma coisa é coisa para me fazer fazer finca pé e não ler nada do autor tão cedo)

publicado por Patrícia às 20:03 link do post
30 de Agosto de 2014


Num registo completamente diferente do habitual (o que só prova otalento e a versatilidade deste escritor) Zimler apresenta-nos Hank Monroe,americano de nascimento, Português de coração, inspetor da policia Judiciária eatualmente encarregue de investigar o homicídio de Pedro Coutinho, um ricoconstrutor civil que aparece morto na sua própria casa.
Mas este não é um policial típico e Monroe é tão mais que apenas oinvestigador que a minha atenção  sedesviou amiúde do crime para se centrar nesta personagem, nos seus dramas, nasua família, na sua personalidade fascinante.

Deste cedo sabemos que Hank e o seu irmão Ernie (outra personagemfascinante) foram vitimas de violência na infância e que isso os marcouprofunda e inexoravelmente. E rapidamente descobrimos também que o Gabriel éfruto desse trauma e que é ele o protetor de todos os que rodeiam Hank. Ana, amulher de Hank  e os seus filhos Nati eJorge (o doce e especial Jorge e o corajoso Nati) completam o seu círculoprivado e são os seus pilares.
A investigação do crime é interessante mas o verdadeiro fascínio destelivro é mesmo a carga emocional e a luta dos personagens.
Não foi um livro fácil de ler. Duro. Real, demasiado real. Arrepiante.Volta e meia o nojo e a raiva eram tudo o que conseguia sentir. Temas como apedofilia, a violência física e psicológica, o transtorno de identidadedissociativa, a corrupção, a crise, o amor, a lealdade, a intimidade, acumplicidade são esmiuçados neste livro e nem sempre o resultado é aquele queesperamos.
Zimler não é bondoso com o leitor e não nos conta um conto de fadas.Obriga-nos a olhar para o lado negro e a perceber que a realidade está ali aonosso lado, enraizada no nosso mundo, por mais pequeno que ele seja, e que o “eforam felizes para sempre” simplesmente não existe fora dos livros infantis.
Este é um livro corajoso.

Não é novidade para quem me conhece que Richard Zimler é um dos meusescritores favoritos. Este livro é diferente de todos os outros do autor que jáli mas arrisca-se a ser um dos meus favoritos.


*Uma nota apenas: ao reler o que escrevi ao longo dos anos sobre Richard Zimler notei que refiro algumas vezes que o escritor não é Português. Estava errada. Zimler tem, acho, dupla nacionalidade. Por isso, sim, é Português.

publicado por Patrícia às 12:22 link do post
23 de Agosto de 2014

 

 
 Estão a impingir o "Valete de Copas e Dama de Espadas" como novidade da autora do bestseller Chocolate quando foi escrito "práí" nos anos 90? a sério? por 17 euros?
publicado por Catarina às 18:43 link do post
22 de Agosto de 2014


Só o título já é espectacular - Barba Ensopada de Sangue - prometev ingança, tareia e um bocado de loucura e disso há bastante. Esta capa é bastante feiosa (a da edição brasileira é muito melhor), parece o Pedrito de Portugal, mas não há touros nem tourada neste livro o que é muito positivo.

Confesso que levei umas quantas páginas a entrar na história por estar em brasileiro e não estar habituada a ler nesta língua e também porque, primeiro  se fala num tio, depois é um avô que está no centro da trama.  Mas ainda bem que persisti, até porque o título só se explica quase no fim do livro. A história do tio também, pelo menos para mim, só mesmo na última meia dúzia de páginas é que tive aquele momento “ah! Então é isso!!” é uma história circular, o fim explica o início.

Há um jovem, de quem nunca sabemos o nome, atleta e professor de educação física que, após a morte do pai, vai morar para Garopaba, terra onde supostamente o seu avô foi assassinado, para se isolar da família, da namorada que o trocou pelo irmão mais velho e também para saber se a história do avô é verdadeira. Mas nada é assim tão fácil como mudares de terra e deixares tudo para trás pensando que começas de novo e a tua vida muda. A tua vida muda, é verdade, mas tu continuas a ser a mesma pessoa mesmo que deixes crescer a barba.

Para além de tudo mais o nosso protagonista tem Prosopagnosia, não reconhece rostos incluindo o próprio. Conseguem imaginar?  O esforço diário e contínuo para as coisas mais triviais, saber com que colega do trabalho estás a falar, que vizinho vai no elevador, encontrares o teu amigo/a na porta do cinema... E no entanto, gosta de conhecer pessoas novas e aprender a saber quem é quem, não pela cara, mas pela forma de ser. Dália a garçonete que trabalha na pizzaria, Pablo o filho dela, Bonobo o budista mais estranho de todos os tempos, os alunos a quem dá aulas de natação, Greice a veterinária, as alunas de corrida,  Jasmim ...

O último encontro que tem com o pai é brutal e o relacionamento com Beta, a cachorra que herdou do pai, é comovedor. Já a mãe é aquela pessoa que lhe pede dinheiro emprestado para pagar a cirurgia plástica que fez à cara, irónico não?

Achei este livro formidável, no fim ficamos a saber a história do avô e no início ficamos a saber a história do protagonista sem nome.

 

O repertório de carícias de uma pessoa é uma coisa comovente de se pensar. Porque toca nas outras dessa ou daquela maneira. Vem de tantos lugares. O que imaginamos que deve ser bom, o que nos disseram que é bom, o que fizeram em nós e gostamos, o que é involuntário, o que é nosso jeito de agradar e ponto.  ... Vai lembrar de tudo.”

 

“As noites frias torturam o verão com uma morte lenta.”

 

“O Bonobo se aproxima da carcaça do Fusca e começa a forçar a maçaneta.

Não épossível.

Quê?

Isso éo teu carro?

Sim. É o Tétano.

...

“A embreagem do Fusca não retorna sozinha à posição normal depois de acionada. Para lidar com o problema o Bonobo amarrou um pedaço de corda de varal azul ao pedal e ao puxador da porta. A operação de tirar a mão esquerda do volante e puxar a corda no momento exato após cada troca de marcha é complicada e exige um tanto de ginga e sincronia. Nas manobras mais complexas o motorista lembra um titereiro controlando o boneco de um automóvel.”

 

“Posso te dar uma carona no Tétano.

Nah, eu me viro pra voltar.

Faço questão. Já mato minha parcela de carma do dia. Minha dívida é grande, nadador. Tem cheque especial, cartão cobrindo cartão, financeira, dinheiro na cueca, tudo. Parcelei em muitas vidas. Fora que a estrada fica linda essa hora.”

 

“Já não lembra do rosto dela mas sabe que a achará bela de novo amanhã. Lembra dos ombros abertos, o encaixe da cintura nos quadris, a postura empertigada na cadeira. Nunca viu alguém sentar de maneira tão bonita. Está apaixonado pela postura dela.”

 

“Vi ela no máximo umas três vezes por aí, não deve se misturar muito. Mas é uma rainha. Engraçado tu perguntar dela porque me passou pela cabeça que vocês dois tinham a ver. Ela me fez pensar em ti.

Ela me faz pensar em mim também.

Vou fingir que não ouvi isso.

Desculpa.

Tá amando, nadador?

Talvez.

Pobre homem. Estarei aqui quando precisar.”

 
publicado por Catarina às 20:07 link do post
20 de Agosto de 2014


Nunca esta moda dos YA me incomodou. Até que vi um vlog deuma miúda histérica a falar disto. Dizia ela, no alto dos seus 16 anos, que nãolia livros New Adult porque não estava preparada para ler sobre pessoas nuas esexo. Acho que eu não tinha ficado tão impressionada se ela tivesse dito istode uma forma normal e calma ao invés dos gritos histéricos que dava em frente àcâmara. Não vi o resto do vídeo nem subscrevi o canal da miúda mas fiquei apensar no assunto.

Parece-me que a principal diferença entre YA e NA é mesmo aidade dos protagonistas e o tipo de postura que estes têm. Nos YA osprotagonistas são adolescentes, puros e absolutamente inocentes, isentos detodo o mal, cheios de “valores” (pelo menos daqueles valores que todos os paisdesejam para os seus filhos). E de uma forma que eu não consigo entender háimensa gente a identificar-se com isto. Provavelmente este género só temsucesso porque, na sua maioria, é um sub-tipo do género Fantástico. Para mim,na verdade, este género é muito mais adolescente que outra coisa qualquer. Diriaque são livros para “+12” (e só não os considero para +6 porque “compensam” aausência de sexo com a presença exagerada de violência, coisa que me faz umbocadinho de "urticária". Mas vivemos no tempo do GTA e parece que se for violênciavirtual não faz mal.

Quando eu tinha 12 anos acho que teria adorado muitos destesYA (se bem que foi com 12 que li “Os filhos da droga” (livro recheado de sexo edroga que teve um enorme efeito pedagógico em mim) mas quando era YA -16/17?– as minhas leituras eram mais “As brumas de Avalon”, “O Salto mortal” e asmilhentas trilogias e sagas do Christian Jack. Ah e foi aos 17 que a minha mãe me ofereceu o "Os pilares da terra" (personagens reais e maravilhosas).

Mas nessa altura tínhamos classificações diferentes: infantis(Anita e companhia) Juvenis (Cinco, Nancy, Hardy, uma aventura, colégio dasquatro torres, Patrícia e afins). Tínhamos os clássicos versão juvenil e astrilogias tipo Daniela (uma miúda que queria ser educadora de infância),Cláudia (uma peste que se ia corrigir para um colégio interno e cujos pais setinham divorciado), Ana (do fiorde das Gaivotas na Noruega e que ao vir para acidade estudar era baby-sitter e ainda tricotava para sobreviver). Também nóstivemos a nossa dose de “isto é o que nós gostávamos que fossem: bonitas,trabalhadoras, com profissões femininas e que saibam tricotar”.

 Mas depois disso líamoso que tínhamos à mão e isso implicava ler um bocadinho de tudo: aos 12 li osclássicos portugueses (as pupilas do senhor reitor, a morgadinha dos canaviais - Júlio Dinis foi o verdadeiro pioneiro do YA....)e tudo o que encontrei sobre droga (Os filhos da droga e Viagem ao mundo dadroga), aos 14 li o maravilhoso “O conde de Monte Cristo” e aos 16 li àsescondidas o “Pássaros Feridos” só porque a minha prima me disse que “ainda nãoera para a minha idade” (frase perfeita para fazer alguém ler um livrocompulsivamente).
O que me incomoda nisto tudo é esta proliferação de estilos(que na realidade não o são) e que mais não são do que formas de limitar osescritores e os leitores.
Acho perfeito que existam livros sem sexo explícito e, jáagora, sem violência gratuita. Os pais agradecem e os miúdos têm o direito deir lendo e crescendo à sua medida. Acho ótimo que seja explícito que há livrospara +16 ou +18. Acho ótimo que haja livros com personagens nos liceus, livroscom personagens nas universidades, livros com personagens solteiros, casados,inteligentes, bons, maus, etc, etc.

Mas façam-me um grande favor: não estraguem a Fantasiatransformando-a numa treta de livros (viva o GoT, que por esta lógica declassificação deve ser considerado Old Adult o que deve significar +30 pelomenos), não tratem os jovens como atrasados mentais, não os encaixem numacaixinha e não estraguem a literatura usando-a para tentar fazer lavagenscerebrais aos miúdos (até porque não resulta).

 
publicado por Patrícia às 09:42 link do post
19 de Agosto de 2014

*** Post possivelmente ofensivo para quem é fã da Juliet Marillier***

 
Tenho tanta pena de não ter amadoeste livro. Juliet Marillier foi a minha grande paixão depois da Marion ZimmerBraddley. A trilogia de Sevenwaters agarrou-me da primeira à última página. Liaqueles 3 livros de forma compulsiva, li-os várias vezes. Os livros da “sagadas ilhas brilhantes” foram os primeiros que comprei com o meu dinheiro, o meuprimeiro ordenado no ano de 2003. As Crónicas de Bridei serão sempre uma dasminhas sagas preferidas. Mas depois disto, a escritora perdeu-se ou perdeu aimaginação ou sei lá o quê…
O que sei é já pouco me agrada. Oregresso a Sevenwaters, a aposta nos livros juvenis, a mesma fórmula repetidaincontáveis vezes… tudo isto ajuda a que esteja a ficar desiludida com estaescritora.
Depois do maravilhoso “Os demóniosde Álvaro Cobra” precisava de um livro leve, que me empolgasse, que me fizesseler compulsivamente e fazer a ponte entre dois capítulos das minhas leituras. Eescolhi este “Shadowfell”, da minha mui querida Juliet pensando que, por muitomauzinho que fosse, sempre seria um dos da Juliet e por isso “bom”.
Não foi. Lamento. Foi uma secatremenda. Entre ler e dormir… escolhi dormir (eu nunca escolho dormir, muitomenos de livre vontade). Entre ler e ver um filme… escolhi ver um filme (pior,escolhi rever o a Bússola Dourada, que nem sequer é um dos meus filmesfavoritos).
Neryn é uma idiota. Lamento, masé. Ai que agora confio em ti, ai que agora me metes nojo, ai que agora nãoquero a v/ companhia, ai que agora não quero estar sozinha. Ai que sou uma infeliz,ai que me dói os pés, ai que afinal gosto dele, ai que já não gosto.
(Pelo amor da santa. VoltemLiadan e Schorcha que por muito sofredoras que fossem tinham espinha dorsal elutavam pelos vossos até ao fim dos tempos.)
Li o livro até ao fim mas fiqueisem vontade alguma de ler os outros livros. Provavelmente se tivesse 12 ou 13anos teria gostado. Aliás, acho que a escritora escreve atualmente para essasidades e não para gente adulta. (e se vamos falar de livros para essa idadeprefiro mil vezes os Cherub a estes livritos da Juliet).
publicado por Patrícia às 14:47 link do post
16 de Agosto de 2014

 
Que personagem, o nosso Álvaro, homem rude e de rompantes tamanhos e que é, sem dúvida, inesquecível. Maria Braz, uma alentejana com duas mãos diferentes, Clarinha do torrão doce que tem vontade de ferro e alma de nómada. Lourença que viveu duas vidas. Vicente, que por amor é capaz de dar a vida, a alma, a voz.
Álvaro Cobra e os seus prodígios arrancaram-me gargalhadas às primeiras páginas. Que surpresa tão boa foi ler o Alentejo, rude e pobre, nestas páginas cheias de vida e de imaginação. Que bom ler a tristeza contada com graça e alegria sincera. Que bom livrarmo-nos, ainda que apenas por um livro, do fado e nostalgia. Porque este livro tem nas suas páginas o ser Português contado de outra forma, tem um padre, vários judeus e até um indiano.Tem crenças e mezinhas. Tem a mistura que nos está no sangue e que tantas vezes recusamos. Cristãos, Judeus, Muçulmanos. Tudo bem misturado e criado sob o sol Alentejano dá nisto.  Ah e tem grifos, pássaros que cantam à hora certa,  febres eternas, gente que morre uma série de vezes e outras que teimam em não morrer,uma cadela que fala e tantas outras deliciosas loucuras que fazem deste um livro a não perder.
Um livro absolutamente fabuloso, maravilhosamente escrito e que me convenceu às primeiras páginas e que não me desiludiu nas últimas.

 

Um livro que todos deviam ler. Um livro que me deixa orgulhosa porque é de um escritor Português. Por isso ide conhecer o Álvaro Cobra e depois venham cá dizer-me o que acharam.
publicado por Patrícia às 18:39 link do post
14 de Agosto de 2014

Tenho para mim que só esta capa faria com a que a leitura deste livro não fosse tão penosa para alguns miúdos.



(Adoro grande parte das capas dos livros da Alfaguara e da Tinta da China mas, restantes editoras portuguesas: para quando capas lindas como esta????)
publicado por Patrícia às 17:38 link do post
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13 de Agosto de 2014

Estou a ler o livro do Carlos Campaniço "Os demónios de Álvaro Cobra" e estou a adorar. O problema é que o livro é emprestado (A roda dos livros no seu melhor) e isso significa que vou ter que o devolver.
 
A minha primeira ideia é comprar o ebook, por várias razões
 
  • Já li o livro (ou isso vai acontecer nos tempos mais próximos) e tê-lo é apenas um capricho, um "achar que devo" isso ao escritor que o escreveu
  • O ebook é, à partida, mais barato que o livro físico (vou comprar o livro por capricho, é certo, mas não sou tola e quero poupar ao máximo)
  • Quero que a minha mãe leia o livro e ela adora ler em ebook.
 
Ora o livro já não é novo, tem uns aninhos (o autor já escreveu o Mal Nascer entretanto) e apercebo-me que o ebook custa 11.99€ . Acredito que é um livro que já não deve ter uma grande saída... É certo que é muito bom mas já não é, propriamente, uma novidade.
A sério? 12€? O livro físico fica-me a pouco mais de 14€ e isto se não encontrar nenhuma promoção manhosa (e como já o li bem posso esperar por uma dessas promoções).
Não consigo entender estes preços em livros que têm mais de um ano (a primeira edição é de Fevereiro de 2013) e que poderiam vender como pãezinhos quentes em ebook só à custa da sua qualidade, da publicidade "boca a boca", do trabalho do escritor em promovê-los e de um preço acessível. Como já referi antes (ando a repetir-me, eu sei) percebo perfeitamente que o ebook tenha (quase) o mesmo preço do livro físico nos primeiros 6 meses de existência (ou no primeiro ano, se for um grande livro/autor) mas depois disso não faz sentido. Depois disso as vendas de um livro são marginais. Ora o formato ebook permite, sem custos, manter vivo um livro. Permite que mais gente conheça o autor, a preços baixos, e vá depois comprar os livros mais recentes a preços, necessariamente, mais altos.
 
Os preços dos ebooks fazem com que, o público-alvo ignore os autores Portugueses e prefira ler ebooks em Inglês ou em Português do Brasil de borla ou quase de borla. Porque o público-alvo dos ebooks é composto maioritariamente por jovens que preferem ler de forma barata (seja por necessidade ou por opção). E este público está a fugir da literatura Portuguesa, das editoras Portuguesas e, mesmo com algumas responsabilidades, fá-lo forma pensada e consciente. E as consequências disso são péssimas, quer para a literatura Portuguesa quer para as editoras quer para quem, como eu, continua a querer comprar ebooks em Português.

publicado por Patrícia às 12:55 link do post
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11 de Agosto de 2014

É quase impossível escrever sobre este livro sem revelarmais do que devo. Considerem-se avisados e caso pretendam ler este livro nãoleiam mais.






 
No início este livro parece lento, inútil, fútil. Uma seca,portanto. Não desisti, no entanto. Ajudou saber que Gone Girl agradou a muitagente e que “nada do que parece é”. Ainda assim, ainda sabendo que aquilo sópodia deslizar para uma pancada enorme, surpreendi-me, enojei-me, arrepiei-mevárias vezes.
 
Não é possível deixar de pensar que uma mente brilhante aliadaà perversidade dá um resultado assombroso.
Será que o crime perfeito existe? Será possível que algoassim aconteça? Provavelmente já aconteceu, certo?
Neste livro só há gente chanfrada. Não consigo dizer quegostei de algum deles. Não me identifiquei com nenhum (apesar do 5º aniversáriodo meu casamento se estar a aproximar) e no entanto não consegui deixar de lereste livro de uma forma compulsiva. Um bocadinho como quando somos miúdos evemos os filmes de terror através dos dedos da mão.
Estelivro é uma janela aberta para a loucura, para os vários níveis que separam oamor da obsessão, a inteligência da psicopatia.

Um thriller psicológico que me faz desejar com muita forçanunca estar perto de alguém assim e que me faz ter vontade de chegar a casa edar ao meu marido um abraço apertadinho e agradecer-lhe a sua “normalidade”.


publicado por Patrícia às 15:29 link do post
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