Ler por aí
 
12 de Março de 2014

 
Omundo literário explodiu quando descobriu que a escritora da saga Harry Pottertinha escrito um policial sob um pseudónimo. Diz que a escritora ficou chateadacom a fuga de informação que deu a conhecer ao mundo que tinha efetivamenteescrito este livro. Quando a mim fiquei feliz porque se não fosse isso estelivro ter-me-ia, provavelmente, passado despercebido.
Lieste ebook na versão original e, depois de alguma estranheza nas páginasiniciais (há muito que não lia em Inglês) a leitura correu-me muito bem.Geralmente leio em Inglês livros mais fáceis, YA ou fantasia, com uma linguagembastante acessível. Este, The Cuckoo’s Calling não tem uma linguagem complicadamas mesmo assim fui várias vezes ao dicionário. Neste ponto tenho mesmo quereferir o quão bom é ter um dicionário ali mesmo à mão. É uma enorme vantagemdos ereaders.  Mas em relação à linguagem,a dificuldade que senti diz respeito aos sotaques ou às calinadas verbais dospersonagens. Houve alturas em que tive mesmo que ler a frase em voz alta paraperceber o que raio se estava a dizer.
Recomeceia ler policiais há pouco tempo, acho que foi a série Millenium que me trouxe devolta a este tipo de livros. Entre os imensos livros da Agatha Christie e doArthur Connan Doyle que li na adolescência e estes policiais nórdicos que tenhoandado a ler (Anne Holt, Jo Nesbo) acho que o único policial que li foi ofantástico “A small death in Lisbon // O último Acto em Lisboa) do RobertWilson.
Umajovem super-modelo (Lula Landry), linda de morrer, rica como poucos, cai davaranda do seu apartamento e a sua morte é considerada suicídio. Teria sidocase closed se John, o seu irmão, não se recusasse a acreditar nesta tese e nãofosse procurar um detetive privado para investigar o caso.
Oraeste detetive é o protagonista desta série (e eu, que não sou fã de séries jáestou desejosa de ler o segundo volume) e é um personagem muito interessante.Aliás, uma das coisas que mais gostei neste livro foi a caracterização dospersonagens principais, o Strike e Robin.
Fiqueifã da Robin (secretária de Strike) desde o primeiro instante. Afinal quem é quenão desejou ser detetive em pequenina? Eu desejei e isso foi o suficiente parasentir empatia e perceber as escolhas que Robin faz ao longo do livro.
Nãome vou alongar com pormenores sobre a história, isto é um policial e é tãomelhor descobrir tudo ao longo da leitura!
Masnão posso deixar de referir o que mais me agradou neste livro. Tudo se passa 3meses após o crime. As pistas já eram. Provas físicas são poucas ou nenhumas. Ea verdade tem que ser descoberta à boa velha maneira de Hércule Poirrot: usandoa inteligência, a intuição, lendo nas entrelinhas, pegando nos pormenores mais ínfimosaté completar o puzzle que é este crime. E eu já tinha saudades deste género depolicial. Fez-me regressar à minha adolescência e aos livros da Agatha Cristhie(que continua a ser a maior) e aos finais dos livros que me faziam dizer: “claro,como é que não pensei nisto antes?”. Sim, porque a verdade é que não acertei noassassino, só o descobri quando a escritora assim o quis.
Nãosendo o melhor livro que li na vida, nem sequer o melhor policial, ainda assimgostei muito, diverti-me imenso e pretendo ler os outros assim que possível.
publicado por Patrícia às 17:46 link do post
12 de Março de 2014

Nos últimos dias esta TAG, criada pela Inês, do InesBooks (blog e Canal) já há bastante tempo anda a ser respondida por várias pessoas (vejam aqui e aqui, por exemplo). Achei interessante e por isso cá vai, em versão blog:

1) Vox Populi (um livro para recomendar a toda a gente)
 
Um dos livros que mais ofereço e que recomendo a toda a gente é o “O último acto em Lisboa” (A small death in Lisbon) do Robert Wilson. É um policial histórico que liga acontecimentos da segunda guerra mundial a um crime (acho que passado nos anos 90) na praia de Carcavelos. Não é um livro muito fácil de ler mas acho que é uma surpreendente leitura.
 

2) Maldito plágio (um livro que gostávamos de ter escrito)

Acho que gostava de ter escrito qualquer um dos meus livros favoritos. Adorava ter escrito As Brumas de Avalon, por exemplo, ou o Presságio de Fogo (ambos da Marion Zimmer Bradley). Isto para não falar da saga “O Primeiro Homem de Roma” (agora a série tem outro nome, mas na minha versão este é o nome da saga e não do primeiro volume que se chama “Amor e poder”) de Colleen McCullough e que é fantástica.
 

 

3) Não vale a pena abater árvores por causa disto

 

Quem me conhece não tem dúvidas acerca da minha escolha para esta categoria. E na verdade até salvei árvores. O exemplar que comprei na WOOK tinha umas trinta folhas ao contrário e eles, amavelmente (porque quando me apercebi e reclamei já o prazo de todas as reclamações tinha passado) ofereceram-se imediatamente para o trocar. Detestei tanto o livro que não quis um novo. Aquele “estragado” ainda é um peso a mais na minha estante. Falo, claro, do “O Remorso de Baltazar Serapião” de Valter Hugo Mãe
 
4) Não és tu, sou eu (um livro bom lido na altura errada)
Definitivamente o livro de William Golding “O Deus das moscas”.Não consegui gostar deste livro, achei triste e nojento mas provavelmente a minha opinião tão negativa tem a ver com o facto de ter sido uma leitura obrigatória numa altura em que mal tinha tempo para dizer “olá” quanto mais para ler e discutir este livro.

 

 

5) Eu tentei... (um livro que tentámos ler mas não conseguimos)

 

Juro que tentei. Muito. Mas não consegui. Falo, claro, do “Arquipélago da insónia” de António Lobo Antunes. Ao terceiro capítulo não percebia nada do que se passava e desisti (deixem-me só ressalvar que li várias vezes os primeiros capítulos a ver se melhorava. Não aconteceu)
 
6) Hã? (um livro que lemos e não percebemos nada OU um livro que teve um final surpreendente)

Tenho a certeza que vou surpreender muitos ao escolher o “A vida de Pi” de Yann Martel para esta categoria. Mas a terceira parte chocou-me imenso. Adorei o livro e agora já consigo viver com aquele final. Mas na altura custou-me horrores.

Poderia também escolher o “Para onde vão os guarda-chuvas” mas ainda não me reconciliei com o Afonso Cruz por causa daquele final.
 
7) É tão bom, não foi? (um livro que devorámos)
Tenho muitos livros à escolha para esta categoria mas vou escolher dois que li há muito tempo e que reli dezenas de vezes, sempre com entusiasmo. “O Conde de Monte Cristo”, de Alexandre Dumas e o “Salto Mortal” da Marion Zimmer Bradley
 

8) Entre livros e tachos (uma personagem que gostaríamos que cozinhasse paranós)

 

Tive muita dificuldade em lembrar-me de algo para esta categoria até que me lembrei.  Vivianne Rocher, de Chocolate de Joanne Harris. Óbvio, não é?
 
9) Fast Forward (um livro que podia ter menos páginas que não se perdia nada)

 

Diz-me quem sou” da Júlia Navarro
Um bom livro para quem gosta de romances históricos (muito romanceados) do género “A queda de gigantes” e “O inverno do Mundo” mas que peca por ter imensas páginas absolutamente secantes (estou a falar de todas as dedicadas ao sobrinho da Amélia)
 

10) Às cegas (um livro que escolheríamos só por causa do título)

Não o comprei, ofereceram-me mas tinha imensa curiosidade em lê-lo apenas pelo título, que acho fabuloso. Já o resto desiludiu-me imenso. Falo do “Enquanto Salazar dormia”, do Domingos Amaral

11) O que conta é o interior (um livro bom com uma capa feia)

 

As capas feias não me incomodam muito. Mas estive a rever os meus livros favoritos e a fazer um bocadinho de pesquisa na net e tenho que admitir que não há 1 capa que faça justiça às Brumas de Avalon. Já lhe puseram n capas, não há uma que preste:
 

 



12) Rir é o melhor remédio (um livro que nos tenha feito rir)
 
Não sou de livros de comédia mas ri imenso com “Caim” de Saramago.Muito bom e muito divertido.
 

13) Tragam-me os Kleenex, se faz favor (um livro que nos tenha feito chorar)

Chorei com o “A rapariga que roubava livros” de Markus Zusak. O livro, o filme, tudo e tudo. Também chorei com o Rei Leão mas isso agora não interessa nada.
 
14) Este livro tem um v de volta (um livro que não emprestaríamos a ninguém)
Não tenho livros que não empresto. Mas há muitos que têm um “V” de volta. Escolho por isso o que tem o autógrafo mais espectacular de todos os tempos. O David Soares teve um cuidado estrondoso no autógrafo do meu exemplar de “O Evangelho do Enforcado”.
 
15) Espera aí que eu já te atendo (um livro ou autor que estamos constantemente a adiar)


Nem sei bem porquê mas a verdade é que tenho adiado a leitura do “As vinhas da ira” de John Steinbeck. Tenho o livro em casa para ler há tanto tempo...

 

 

publicado por Patrícia às 12:16 link do post
11 de Março de 2014

Obrigada, Carla :)
publicado por Patrícia às 22:05 link do post
03 de Março de 2014

 


 

 

 

 

O primeiro romance de Ana Margarida de Carvalho foi um dos finalistas do prémio LEYA. Foi também um dos livros mais recomendados pela Márcia (podem ver aqui a opinião que ela escreveu para o blog da Roda dos Livros). As expectativas eram, por isso, muito altas.

 

Gostei, mas não é o meu livro favorito.

 

A ideia da história é fantástica. Escrever sobre o Tarrafal é de uma enorme coragem, principalmente porque este episódio negro da nossa História é ainda muito recente e ainda há demasiadas feridas abertas. Escrevê-lo sob a forma de romance é ainda melhor, é a minha forma favorita de conhecer/recordar episódios históricos.

 

Os saltos temporais neste romance estão muito bem conseguidos. Saltitar entre o passado longínquo de Joaquim, o passado recente de Eugénia e o presente de ambos é interessante e conseguiu interessar-me. Não me senti minimamente perdida.

 

Este livro está bastante bem escrito. Gostava de um dia ter um vocabulário assim. Infelizmente não tenho e isso obrigou-me a ir várias vezes ao dicionário. No geral considero óptimo que um livro me faça abrir o dicionário (gosto sinceramente de aumentar o meu vocabulário). O problema foi que, em algumas partes do início do livro cheguei a ter que ir à procura do significado de várias palavras na mesma frase. Depois lá encarrilei e a coisa passou.

De início achei bastante piada ao facto de estar sempre a tropeçar em referências literárias. Referências a títulos de livros, a personagens de romances, a poemas (é ou não fantástico quando o vosso poema favorito subitamente vos aparece à frente?). Mas depois tudo o que é demais enjoa e todas aquelas referências me pareceram um exagero. Às tantas só pensava,“ok, eu sei que tu és super culta, mas já chega!”. E acredito não ter sequer apanhado muitas das referências (ou ter percebido mal outras porque o título do livro é mesmo “a história da gaivota e do gato que a ensinou a voar”, são os felinos que ensinam as gaivotas a voar e não o contrário).

Mas o que me faz ficar de pé atrás com este livro é mesmo a Eugénia. Jornalistazinha petulante, enjoadinha, irritante e extremamente arrogante. Arre, que não consegui sentir a menor simpatia ou empatia com a senhora. E eu não gosto de alguém que não gosta de animais, pelo que não consigo gostar nem um pouco desta fulana.

 

Já me tinham dito que era possível ler este livro sem ser linearmente. E é verdade. Acredito que, no final, o resultado era quase o mesmo qualquer que seja a ordem pela qual se leiam os vários capítulos. Talvez a ordem considerada seja a mais óbvia mas não é, de todo, a única possível.

 

Apesar dos muitos defeitos que atribuo a este livro, gostei de o ler. Gostei desta viagem à loucura, gostei de conhecer a força do amor a opor-se ao pior de que o ser humano é capaz, gostei de ler sobre o Tarrafal, sobre essa aberração que foi esta prisão.

 
publicado por Patrícia às 13:59 link do post
02 de Março de 2014

Há quase um ano que pertenço a um grupo de leitura.  Para alguém que gosta de ler tanto como eu, que gosta de falar de livros tanto como eu, é maravilhoso um grupo de pessoas com quem discutir as últimas e as próximas leituras. É óptimo  e estimulante ter quem me dê a conhecer novos livros e novos autores, quem me desafie a fazer novas leituras.

E é óptimo fazer novos amigos. E ainda por cima são amigos que gostam de ler e de falar de livros. ADORO. 

Este nosso grupo - Roda dos Livros, livros em movimento - tem um blog (e agora com cara nova) onde publicamos regularmente as nossas opiniões sobre os livros que lemos.
Geralmente eu publico no blog da roda as opiniões sobre os que livros de que falei por lá ou que li por pertencer à Roda. E os posts são iguais aos que publico aqui, no Ler por aí.

Mas no blog da roda há opiniões e livros para todos os gostos. Vão explorar um bocadinho este blog e certamente encontrarão livros que não conhecem e sugestões para novas leituras.



publicado por Patrícia às 10:13 link do post
01 de Março de 2014

Não compreendo as pessoas que gostam de todos os livros que leem.
publicado por Patrícia às 15:00 link do post
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