Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Ler por aí

Ler por aí

O Hipnotista, de Lars Kepler


 

Depois de ter ficado absolutamente desorientada com o “Oremorso de Baltazar Serapião” este foi o livro certo para ler. Ando virada paraos policiais, para leituras mais rápidas, urgentes.

E andava com a dupla Lars Kepler debaixo de olho há umasérie de tempo. Encontrar este Hipnotista com 40% de desconto foi aoportunidade perfeita.

É difícil escrever uma opinião sobre um policial, tenho medode revelar demais. Por isso esta opinião vai ser sucinta.
Acho que esta moda dos policiais nórdicos (Millenium, Jonesbo) está a agradar-me imenso, acho que tenho um filão (quase) inesgotávelpara explorar até me cansar dos policiais. O lado mau é que acho que tenho medode ir à Suécia ou a outro país nórdico. A sério, acho que estes livros mostramo quão chanfrados e psicopatas (e sociopatas e essas coisas todas) aquela gentepode ser. A imagem que nos “vendem” é de uma sociedade super-organizada ecivilizada, mas depois de ler estes livros (e de me lembrar de coisas como omassacre de Utoya, na Noruega) essa imagem foi completamente substituída poruma de frieza absoluta, de ruindade e de loucura. (Claro que não generalizo,ok?)
Como a maioria dos policiais este livro lê-se quase de umaassentada, custa parar antes de ler mais um capítulo. Gostei do Hipnotista, oErik Maria Bark e da mulher, a Simone. Gostei imenso do inspector, o JoonaLinna, parece-me personagem para vários livros sem chatear (e não é nenhum dom juan como o “nosso” execrável TomásNoronha). Não é daqueles livros em que passamos o tempo todo a pensar em quem éo assassino. Apesar disso, há umas reviravoltas interessantes. E mais não digo,que para opinião sucinta o texto já vai longo.

Curtas 48: O que não me apetece ler

Romances. Se me conhecessem saberiam que sou uma romântica incurável. Acredito no Amor, nas relações, estou constantemente apaixonada (sempre pelo meu mais-que-tudo), sou uma lapa (e ele também), etc, etc. Mas ando sem paciência para o "felizes para sempre", para romances na literatura. Tem como tema um romance? Fica automaticamente de parte, catalogado como "romance de cordel".
E não é que, por viver uma história de amor, esteja sem paciência para as histórias de amor dos outros (deliro com as love stories das minhas amigas). Esta resistência tem mesmo a ver com a ficção (livros e filmes).
Tenho para mim que a realidade que fez enjoar da ficção.

Curtas 47: o preço dos ebooks

Para um livro virtual, sem custos de impressão, que (oficialmente ) não pode ser emprestado, dado, trocado, que fundo é mais um aluguer que uma compra, que depende de um dispositivo eletrónico, não são os ebooks demasiado caros?

E faço a pergunta porque olhando para o preço de um ebook e do respetivo "livro" parece-me que a diferença não é tão grande como deveria ser, especialmente tratando-se de livros "antigos". Sinceramente acho que o pessoal não se dava ao trabalho de piratear livros (até porque quem lê tem respeito pelos autores) se os preços fossem mais baixos.

O Remorso de Baltazar Serapião, de valter hugo mãe




Adorava ter gostado deste livro. Maravilhei-me com a escritade valter hugo mãe, o homem das minúsculas, quando li o livro “a máquina defazer espanhóis” que continua a ser um dos meus livros favoritos e que aconselhoa qualquer pessoa. Mas detestei este livro. E tenho que admitir que detesteitudo: detestei a história, detestei a escrita e o tom deste livro. Detestei.
Eu compreendo que o autor queira dizer mais do que o querealmente diz, que queira fazer-nos pensar e evoluir através de uma históriamacabra, feia, preconceituosa. Provavelmente o problema é meu, que não conseguiver para além da história do cabrão do Baltazar, ruim como as cobrinhas. E sim,eu sei que na idade média a mulher não era gente. E sei que desde que a vida évida há e sempre haverá quem seja capaz de atrocidades. A diferença é que emdeterminados tempos da história as atrocidades eram aceites e aplaudidas.Aliás, nem precisamos ir para a idade média. Atualmente, em determinados paísese culturas, a mulher ainda é considerado um ser abjeto, ainda é mutilada, aindaé tratada abaixo de cão. E eu já li muitos livros sobre isso. E horrorizam-me.Mas não detesto os livros por isso.
Porque, para mim, há vários aspetos que me fazem gostar ou nãogostar de um livro: a história, o intuito que percebo no livro, o tipo deescrita, de linguagem, as personagens, a facilidade com que entro na história,a vontade que tenho que ler mais e mais.
Quanto à história, não gostei. Não há um momento deesperança no raio do livro. Não há uma passagem que me tenha encantado. Todas,sem exceção, me enojaram ou me arrepiaram. Não houve um momento divertido. Nadaque contrabalançasse a fealdade do livro.
Segundo vhm: “O estigma de se ter um nome parece explicar àsociedade quem se é e que intenções se tem”. Seria este o intuito do livro? Nãosei, sinceramente acho que escrever aquela história macabra “apenas” para istonão tem grande sentido. Não foi o facto de Baltazar ser um dos “sarga” que ofez ignóbil, que foi o originador de todas as desgraças. A educação, opreconceito, a doença, a cultura, a maldade intrínseca, sim. O facto de ser dos “sarga”,não.
Este livro é “uma aventura de linguagem, procurandoficcionar um português antigo que, não o sendo de facto, crie a ilusão deestarmos ao tempo de uma idade média tardia”. Ah… a mim, só me dificultou aindamais a leitura. Se já era difícil ler tudo aquilo, por causa da história, terque estar constantemente a voltar atrás para perceber o raio de uma frase erachato, irritante.
Quanto aos personagens… gostei da vaca, conta? A sério, éimpossível criar empatia com quem quer que seja e passei o tempo todo a pensar:“mata-a de uma vez, que isso já é sofrimento demasiado” ou “não sejas burra,tens facas, não tens?” ou ainda “e se te matasses?” (esta dava para todos ospersonagens) e sinceramente não é agradável passar o tempo a desejar que elesmorram todos.
Acho que nunca entrei na história e nem sei bem porque é quefiz questão de ler o livro até ao fim. Foi um alívio fechar o livro e saber quenunca, mas nunca mais, o vou abrir.
Vou continuar a ler a vhm mas se me sair outra destasdesisto de vez.

A bala santa, de Luís Miguel Rocha

 
Com o tempo esqueço-me de porqueé que decidi deixar de ler os livros de certos escritores. Antes de comprar umlivro tenho que ir reler as minhas notas (ou seja os post) sobre os livros doautor. Se o tivesse feito provavelmente teria, no dia em que me esqueci dolivro que estava a ler em casa, comprado a revista LER (a minha ideia inicial) emvez do livro “A Bala Santa” de Luís Miguel Rocha.
Há várias razões para não tergostado especialmente do livro:
·      O tipo denarrador irritou-me. Sabem aquele tipo de narrador omnisciente que passa a vidaa dizer-nos que mais tarde não sei o quê ou que a informação que estão a darafinal não interessa para nada? Pois, é desses. Não gosto. Um narradoromnisciente tudo bem, mas que não seja chato.
·      Demasiadospersonagens. Principalmente demasiados personagens sem nome. Funciona numfilme, em que reconheces o senhor da próxima vez que aparecer. Não funcionaaqui. E torna-se uma confusão. Este tipo de livre é, supostamente, de leiturarápida por isso não nos devia obrigar a pensar vezes sem conta em quem é quem.Depois parte dos personagens têm “nomes de código”. Juro-vos que me deu asensação de “espera aí que me dá jeito que afinal aquele gajo seja este”.
·      Muita parrae pouca uva: uma vez mais o tema tem tudo para ser interessante, mas acaba porser uma chatice. Passei a maior parte do livro a pensar, mas afinal isto nãoera sobre a morte do João Paulo II?
·      O autor,again, parece-me querer agradar a gregos e troianos. Agrada aos fiéis porque afé, a existência de deus não é, nunca, posta em causa. Agrada aos fanáticos dasconspirações, porque este livro é todo ele uma conspiração pegada. Agrada aosque consideram a Igreja uma nódoa. Agrada aos fãs do Papa. Agrada aos que nãosão fãs de Bento XVI (há lá umas farpazinhas, que não chegam a ser acusaçõesmas que ficam perto). Agrada aos que têm a certeza de que a impunidade e acorrupção são o mote que faz com a vida corra para a frente. Agrada aos que têma certeza que o Vaticano é um ninho de cobras. Acho mesmo que só não agrada àOpus Dei, mas agrada a todos os outros.
·      Demasiadoconfuso. A história é confusa, os saltos entre os vários tempos da ação também.Too much, too much. Este tipo de livros quer-se polémico mas simples. Leiturarápida.
·      Aquele finalé… surreal. A sério, só me deu vontade de rir. Nop, definitivamente não.
 E a verdade é que a maioriadestes pontos já tinha sido mencionada nas anteriores leituras de livros desteescritor. Por isso “mea culpa” que voltei a cair na esparrela. Mas é que eugosto tanto, tanto de livros sobre religião, conspirações e afins. São os meusguilty pleasures.
sinopse
Depois de surpreender o mundo comO último papa, thriller baseado na estranha morte do papa João Paulo l em 1978,Luís Miguel Rocha fisga mais uma vez os leitores com Bala santa, a continuaçãode uma história de conflitos, intrigas e mistérios dentro da Igreja Católica.Desta vez, o ponto de partida é maio de 1981, quando o papa João Paulo II sofreum atentado brutal no Vaticano. Em Bala santa, as dúvidas sobre os fatos semisturam com as respostas oferecidas pela imaginação do autor. O resultado éuma trama hipnotizante, que faz pensar: será esta apenas uma obra de ficção?

Uma pausa para pensar

Osblogs estão um bocadinho fora de moda. O imediatismo do facebook e do twitter,a rapidez com que há interação nestas redes sociais acaba por ser maiscompensador. Porque, na maioria das vezes, ter um blog é uma forma de comunicar– e isso exige feedback.
Acho,sinceramente, que os blogs estão a passar um bocadinho de moda . Quer os generalistasquer os temáticos. Nos “blogs de livros” a tendência é a mesma. Continua ahaver muitos posts, claro, mas a maioria são de marketing. Os blogs,especialmente os temáticos, estão a transformar-se em puras plataformas dedivulgação. Faz todo o sentido que as editoras aproveitem este mundo para fazernegócio: ganham as editoras e ganham os bloggers. Mas gradualmente tenhoassistido a uma diminuição dos posts de que gosto: as opiniões, sejam delivros, filmes ou de qualquer tema relacionado com livros.
Depoisos “anónimos” são uma praga que estraga a diversão de muitos bloggers; ascópias descaradas de posts não ajudam e a falta de feedback desmotiva – é que égiro ter muitos “seguidores” mas rapidamente nos apercebemos que “leitores” sãomuito poucos. E chega uma altura em que surge a questão de “para quê manter isto?” 
Amim aconteceu-me muitas vezes com o blog generalista (o botão de apagar blog éo meu melhor amigo) e uma vez com este. Foi numa ocasião em que, após umcomentário num outro blog, fui assim para o insultada por não ter gostado de umlivro. Fiquei danada e nesse dia estive quase para apagar ou fechar o blog. Foiengraçado o feedback de alguns bloggers a darem-me força para não desistir. Econtinuei por aqui de uma forma ligeiramente diferente: extermino implacavelmenteos comentários anónimos insultuosos (isto até pode ser uma democracia mas vocêsnão têm direito de voto e quem manda na minha casa sou eu), deixei de leralguns blogs e voltei a lembrar-me do porquê de ter começado esta brincadeira:registar para memória futura os livros que leio, a minha opinião, o estado de espíritocom que li determinado livro. A partilha dessa opinião, as discussões que segeram à volta disso, as vossas opiniões (muitas vezes contrárias às minhas) queme levam muitas vezes a pensar um pouco e a olhar um livro com outros olhos sãoum bónus.  À conta deste blog já fizamigas, já conheci livros novos, gente e tive ótimas surpresas. Por issocontinuo a preferir o blog ao Goodreads, ao twitter ou ao facebook.

David Soares e o conselho aos escritores

DS - Seja de fantasia ou não, o meu conselho é sempre ler muito, porque é a única escola de escrita que existe. Ler muito e aprender bem as regras da gramática, chamemos-lhes isso. Um escritor tem de ser erudito. Se não for assim, não vale a pena escrever, porque só vai escrever obras menores. Como em qualquer arte, a personalidade criadora, a voz, vai de dentro para fora. Quando se é mesmo artista, isso rompe, mostra-se. O resto é polimento, é refinamento, é desenvolvimento. De facto, tem de ser-se, já, artista. Os artistas nunca se fazem: já o são. Um indivíduo pode matar-se a trabalhar, a aprender a ser muito bom, mas se não for, de facto, artista, isso vai notar-se sempre, vai ser sempre uma sombra que ofusca o que ele cria. Hoje, existe uma fronteira muito ténue entre o autor e o público, porque é o público que compra a obra, logo o mercado obriga a essa proximidade, mas isso é muito destrutivo porque os indivíduos acham que a arte tem de estar ao nível deles, quando são eles que têm de pôr-se ao nível da arte. Há poucas dezenas de anos, um tipo entrava numa galeria e até tinha vergonha de admitir que não percebia um fiapo de arte: hoje, pelo contrário, diz-se que a arte é má se não for compreendida à primeira olhadela. Há uma grande tirania do público que está a matar a arte. Não tenho nenhum hábito de citar Nietzsche, mas ele, no Para Além do Bem e do Mal, tem um aforismo certeiro sobre isto: «-Não gosto. - Porquê? -Porque não estou à altura. Alguma vez alguém pensou assim?» Os artistas precisam de recuperar inacessibilidade, ascetismo. Precisam de recuperar mistério, por que não?

Gosto muito dos livros do David Soares e estive a ler com muita atenção uma entrevista que ele deu  e que publicou no seu blog. Roubei-lhe a resposta à última pergunta "Que conselho darias a um escritor de fantasia?" porque achei um óptimo conselho e concordo totalmente com ele (e eu nunca o saberia dizer tão bem - lá está, sou leitora e não escritora) e porque é mais um forma de vos dar a conhecer este escritor e este blog.
Claro que não consegui deixar de revirar os olhos quando na mesma entrevista li "Aliás, eu leio dicionários como quem lê romances: começo no A e acabo no Z, por isso... "... a sério??? (sim, é trauma, mas à conta deste escritor já aprendi o significado de várias palavras sendo a minha preferida "peripatetismo")

Inverno de Sombras, de L.C. Lavado #1

Istodos blogs é uma coisa engraçada porque às tantas passamos a “conhecer” pessoasque nunca vimos “ao vivo e a cores”. Lemos os blogs, criamos uma imagem dapessoa, trocamos emails e subitamente passam a ser reais.
Umdestes exemplos é a Liliana, a menina que escreve o Neuroses da Escrita 2.0 e oA ler desde 1500 e que é um exemplo para os aspirantes aescritores. Pelo que me fui apercebendo a Liliana arranjou leitores-beta paralhe apontarem críticas, aceitou-as e evoluiu. Publicou ebooks (Inverno deSombras e Inverso) e agora conseguiu que um dos seus livros fosse editado por cá.
Temsido engraçado acompanhar a aventura da Liliana através do seu blog. Acabamospor torcer por ela.
Háuns dias recebi um email da Liliana a perguntar-me se me importava de divulgaro livro no blog. Na altura respondi-lhe que sim, que o ia fazer mas que iaesperar umas semanas porque todos os dias via posts a divulgar o livro e maisum não ia fazer qualquer diferença.
Mashoje vi o livro  Inverno de Sombras à venda. Aqui mesmo no aeroporto, prontinho para viajarpara qualquer lado do mundo. E confesso que, apesar de não conhecer a Liliana,senti um certo orgulho.
E mesmo não fazendo divulgações abrouma excepção para falar deste livro.
Quandotiver oportunidade de ler o livro voltarei a falar-vos dele, para já deixo-vosesta foto do livro (que tem um aspecto bem engraçado, por acaso):
 

WALKING FESTIVAL AMEIXIAL

O WALKING FESTIVAL AMEIXIAL integra 12 caminhadas, workshops temáticos, astronomia, peddy paper, atividades gastronómicas e culturais. A abrir o evento, dia 26, pelas 18h30, haverá uma caminhada de apresentação. Segue-se um jantar convívio e, ao final da noite, os participantes terão a oportunidade de fazer uma observação astronómica.
Nos dias 27 e 28, as caminhadas vão estar em destaque; das 9h00 às 17h30 (sábado) e 9h00 às 15h00 (domingo), a organização propõe a caminhada “Long Walk” (20-30 km), caminhadas temáticas coordenadas por especialistas, o Peddy Papper para pais e filhos “À descoberta da Escrita do Sudoeste” e ainda três percursos pedestres: Percurso Pedestre “Corte D’Ouro”, Percurso Pedestre “Azinhal dos Mouros” e Percurso Pedestre “Revezes”.

marcha passeio

Ao longo dos percursos, os caminhantes terão a oportunidade de receber algumas explicações sobre a importância da flora e as suas utilidades no dia-a-dia, participar na observação de pássaros e fotografar a natureza. Por outro lado, haverá ainda uma interpretação sobre o património construído no Ameixial e sobre os achados arqueológicos, nomeadamente a “Escrita do Sudoeste”, uma imagem de marca desta serra como símbolo privilegiado da herança histórica de Loulé e do Algarve.
Das outras atividades paralelas, há ainda a referir os workshops técnicos “Calçado e mochilas para caminhantes” (Vasco Gonçalves, Revista Passear) e “Gps e acessórios para caminhantes” (Jorge Duarte), no dia 27, e “Alimentação adequada para caminhantes (formador a designar) e “Dicas para recuperação muscular após caminhadas” (formador a designar), no dia 28.
Completam o programa a Conversa com Artur Pegas, diretor da Agência Pápa-Léguas, sobre a temática “Caminhadas pelo Mundo”, no sábado, pelas 18h00, ao qual se segue um jantar convívio e, a partir das 22h00, um baile de roda com a Banda Bateopé. No encerramento do Festival, no domingo, a partir das 17h00, haverá um lanche serrano e a projeção de imagens.
Os interessados poderão inscrever-se e obter mais informações através de mail@proactivetur.pt, telefone 924 308 060 ou em www.proactivetur.pt

Retirado daqui

(ainda não sei se consigo lá ir mas gostava)

Pág. 1/2