Ler por aí
 
31 de Janeiro de 2013

Este "Dama de Espadas (Crónicas dos Loucos Amantes) foi uma surpreendente estreia com mais um autor Português (Obrigada Cati). É uma vergonha, mas nunca tinha lido nenhum livro de Mário Zambujal, nem sequer o muito conhecido "Crónicas dos bons malandros" mas agora que comecei não vou deixar que os livros deste escritor me voltem a passar despercebidos.
Aconteceu-me com MZ o mesmo que me tinha acontecido com a Rosa Lobato de Faria, de alguma forma convenci-me que não iria gostar, que não perdia nada em manter os livros dele na estante. Erro crasso e puro preconceito. Diverti-me imenso com este Dama de espadas (crónicas dos Loucos amantes).
O livro é pequenino (Li-o em 2/3 dias - e apenas porque tenho lido muito pouco) e a estória bastante simples, pelo menos aparentemente. Poderia chamar-se Filipe e as suas mulheres. Mas chama-se crónica dos loucos amantes e conta-nos a Estória de Filipe e Eva Teresa. Ele, repórter. Ela, dondoca.  Uma paixão sem lógica, que chega ao outro lado do oceano.
Este livro fala de amor de uma forma muito gira e realista. Conta-nos como uma (grande e louca) paixão pode destruir um grande amor. Conta-nos que nem tudo o parece é, que a nossa percepção é por vezes toldada e que acabamos por ver o que queremos e não a realidade. Neste livro fala-se de instinto, de expectativas, de desilusões, de sonhos e da realidade. E sempre de uma forma leve e divertida. E gostei do twist final. Na realidade gostei do livro todo. 
publicado por Patrícia às 20:45 link do post
29 de Janeiro de 2013


 

Partir para a leitura de um livro que faz parte de uma coleção é um pouco como reencontrar velhos amigos. Nos livros de Zafón este sentimento ainda está mais potenciado. Pelo menos para mim as expetativas são grandes.

Aqui reencontramos o Daniel, o Fermín e até o Martin. Voltamos a velhos lugares nossos conhecidos, à maravilhosa cidade de Barcelona e ao inesquecível “Cemitério dos livros esquecidos”, que é um dos golpes de génio deste escritor. A sério, é o sonho da maioria dos leitores e até pode ser considerado um golpe baixo. Mas por mim, não há qualquer problema. J

Não quero nem vou desvendar a trama porque este é um daqueles livros que dá gosto saborear. Ler devagarinho para fazer “render” a estória.

Apesar de não ser imprescindível ter lido os outros dois livros (A sombra do vento e O Jogo do Anjo) acho que este só faz sentido e consegue ser apreciado na totalidade tendo lido, pelo menos, o A Sombra do Vento. Mas gostaria de ter lido este antes de “O jogo do anjo”. Fiquei com imensa vontade de o ir reler.

Este livro não fecha a história do “O jogo d oanjo”. Acho que, pelo contrário, espicaça o leitor na medida certa para depois apreciar o outro livro.

O personagem central aqui é Fermín. E sem dúvida que, conhecendo o seu passado, conhecemos finalmente este personagem. Mas gostaria que tivesse havido um maior desenvolvimento de outros personagens. Beatriz, por exemplo, merecia mais destaque. Será por ir ser um dos persongens centrais de um outro livro que neste a sua imagem é um bocadinho a 2 dimensões?

Há efetivamente algumas respostas neste livro mas há, principalmente, novas perguntas o que sugere a possibilidade de haver um novo livro com estes personagens. Se por um lado isso me deixa feliz começo a achar que é demais. Estou a ficar farta de Estórias inacabadas. Gosto de fechar um livro e ter aquele sentimento de “fim” coisa que não senti desta vez. E agora vou ficar mais não sei quantos anos à espera de uma continuação que nem sei se virá.

Não sendo um grande livro, pelo menos da estirpe de um A sombra do vento, é um ótimo livro que me garantiu umas deliciosas horas de leitura.
publicado por Patrícia às 09:51 link do post
28 de Janeiro de 2013


Para quem o conhece não é surpresa que a escolha recaíria sobre este livro. Apesar de poder ter escolhido também o livro que ele próprio escreveu. Mas o "O Macaco Nu" é o livro que o Vasco já tentou impingir a toda a gente. E uma paixão destas só se pode traduzir em algo positivo.


OMacaco Nu (Naked Ape)

Consideroeste livro de 1967, um despertar de consciências. Desmond Morris, Biólogo deformação, explica-nos o comportamento humano nas suas vertentes sociais tendocomo base o estudo dos símios e a própria psicologia humana. Um fervorosoadepto da genética, tenta passar para o leitor a realidade sobre as grandesdificuldades e desafios do Homem ao longo da sua vasta história, num mundo cadavez mais acelerado e megalómano. O lado genético não teve grandes evoluçõesdesde os primordial Homo Neandertal, daí, podermos admitir que somos e seremosviolentos na protecção do nosso espaço ou dos nossos mais chegados tal comotodos os símios. Esta agressividade e poder são um obstáculo à real evoluçãoHumana, que não consegue acompanhar a tecnologia que vai desenvolvendo com umaelevação racional das suas ligações sociais. O Bicho homem, como somosretratados, torna-se num alvo fácil e vulnerável na mão dos seus semelhantes.Morris Levanta questões de fundo e de difícil resposta abrindo as nossas mentespara uma melhor compreensão de nós próprios. Um livro que considero basilarpara quem se interessa sobre a condição humana e porque somos, como somos.
                                                                      Vasco Ribeiro

 

“Alguns sãooptimistas e sentem que, desde que criamos um alto nível de inteligência e umforte instinto inventivo, seremos capazes de modificar qualquer situação emnosso benefício; que somos flexíveis e capazes de refazer o nosso modo de vidapara satisfazer algumas das novas exigências criadas pela nossa condição deespécie em rápido desenvolvimento; que seremos capazes de resolver, no devidotempo, a aglomeração exagerada, a tensão, a falta de privatividade e deindependência de acção; que modificaremos os nossos tipos de comportamento eviveremos como formigas gigantes; que dominaremos os nossos instintosagressivos e territoriais, os nossos impulsos sexuais e as nossas tendênciaspaternalistas; que seremos capazes de nos tornar macacos produzidos em sériecomo os ovos chocados artificialmente, se assim for necessário; que a nossainteligência pode dominar todos os nossos instintos biológicos fundamentais.Para mim, tudo isso é conversa fiada. A nossa crua natureza animal nunca nospermitiria isso.” Desmond Moris in Macaco Nu.


*AqGdL: Amigos que gostam de ler
publicado por Patrícia às 11:31 link do post
25 de Janeiro de 2013

Muita gente diz que criou o blog porque não tinha com quem falar sobre os livros que lia. Eu resolvi provar que não é o meu caso. E porque este blog anda assim para o curto de opiniões resolvi desafiar alguns amigos a provarem que também gostam de ler. Assim , volta e meia, vão aparecer uns posts que não são escritos por mim.
O pedido foi simples: "Vá escrevam lá um post com uma opinião sobre um livro. Pode ser o que mais vos marcou, o melhor, o pior, o primeiro, o último... enfim, o que vos apetecer".
E provavelmente ainda hoje vai aparecer o primeiro post do "Os meus amigos também gostam de ler".
 

publicado por Patrícia às 15:52 link do post
24 de Janeiro de 2013

Acho que “conheci” a Isabel Allende quando a maioria dosPortugueses a conheceram: aquando das filmagens do “A casa dos espíritos” alipara o lado de Vila Nova de Milfontes.
Por viver em Milfontes nessa altura vivi esses meses comalgum entusiasmo e assim que o livro apareceu lá por casa (uma edição de capadura do Circulo de Leitores) fiz questão de o ler.  Gostei, mas acho que ainda não tinhamaturidade suficiente para lhe dar o crédito que merece (e por isso é um dosque ainda tenho que reler) por isso se tiver que escolher um livro da IsabelAllende como favorito não será este certamente.

Mas o “A casa dos espíritos" não é apenas um grande livro, étambém um grande filme.



Uns anos mais tarde uma amiga da mãe foi visitar-nos eofereceu-nos dois livros da Isabel Allende: à minha mãe o “EvaLuna” e a mim o “Retrato a Sépia”. E foi com o “Retrato a Sépia” que Allende meconquistou definitivamente. Eu sei que neste livro se reencontra personagens da“Casa dos espíritos” e do “A filha da Fortuna” mas, como li o primeirodemasiado cedo e não li o segundo (uma falha que tenho que colmatarrapidamente), para mim o “Retrato a sépia” foi uma história nova, repleta defeminismo (mesmo no Chile do Séc XIX). Um romance histórico sobre mulheres.Adorei e é ainda hoje um dos meus favoritos. E é o responsável por eu adorar apalavra “sépia”.

Uma nota para dizer que admiro os escritores que, sem serepetirem, nos permitem encontrar antigos amigos personagens nas páginasde livros posteriores. (Nisto ninguém bate a Marion Zimmer Bradley mas estou aadorar ler o “Prisioneiro do Céu” do Zafón e encontrar os personagens do Asombra do Vento e O Jogo do Anjo).

Claro que o "Eva Luna" e o "Os contos de Eva luna" foram asleituras seguintes. São livros deliciosos e eu, que não sou fã de contos, gostoimenso destes.



Os livros mais juvenis de Isabel Allende são absolutamentefantásticos. A começar pelo título: A cidade dos deuses selvagens. Querem melhor que isto? Dá logo vontade de ler.
São o exemplo de livros muito bem escritos e perfeitos para um/umaadolescente começar a ler. Não acredito que haja quem não goste desta trilogia.Alexander e Nadia fazem a equipa perfeita e a Avó Kate é impagável (e euimagino mesmo a Isabel Allende como ela).

 
Tal como o título indica o “De amor e de sombra” é um livroum bocadinho negro. É um livro mais político do que o normal (se bem que apolitica numa esteja longe das palavras de Allende) e que, por isso, nosenvolve menos. Não deixa contudo de ser um livros interessante (e importante).
O livro de que menos gostei foi , sem dúvida, “O Zorro”. Ok,Isabel Allende escreve muito bem e conta-nos o “antes” mas a verdade é que nãome deu especial prazer ler um a história já batida.
"Inés da minha alma", um romance histórico que conta a históriada conquista do Chile apresenta-nos, mais uma vez, uma mulher forte mas nãomenos mulher por isso.


Isabel Allende é uma contadora de histórias de vida, e oO Plano Infinito é mais uma. Engraçado, lembro-me tão bem de ler este livro….

A ilha debaixo do Mar é mais um romance de Isabel Allende deque gostei mas realmente Allende é mais Allende quando escreve sobre si própriae sobre os seus e por isso O meu país inventado é um dos seus livros de quemais gosto…

 
Uma última nota para dizer que tenho o “Paula” por ler háanos e que ainda não tive coragem. Sei que vai ser maravilhoso e um murro noestômago. Sei que é daqueles livros que ma vai angustiar e fazer doer a alma.

Esta senhora é uma paixão antiga, presente e futura. E ficofeliz por saber que ainda tenho vários livros dela por ler. E reler. 
publicado por Patrícia às 12:12 link do post
23 de Janeiro de 2013

Gosto imenso de ler a LER e até compreendo que a relação qualidade/preço está equilibrada, considerando que tem uma tiragem relativamente pequena, é uma revista temática, etc, etc. Mas dar 5€ por uma revista deixa-me doente.
publicado por Patrícia às 13:52 link do post
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21 de Janeiro de 2013

Não consigo perceber a mania da rapidez na leitura. Ultimamente tenho lido vários textos sobre técnicas para ler mais rápido (?!). Confesso que não percebo para quê (excepto para quem tem que ler um livro, por obrigação, para um teste).  Ler é maravilhoso. As palavras, as frases devem ser saboreadas com o tempo necessário. Claro que também eu leio alguns livros sofregamente para lhes conhecer o final depressa, mas ao meu ritmo. Qual será o interesse de "aprender" a ler sem ler todas todas as palavras? Há assim tantas palavras dispensáveis num livro? Não consigo perceber.
publicado por Patrícia às 07:00 link do post
20 de Janeiro de 2013

E pronto, agora sim, posso dizer que a época de Natal de 2012 acabou. Um grande amigo ofereceu-me este livro no ano passado mas, por ser tão temático, ficou pacientemente à espera da época certa para ser lido. 
Não é um livro fácil de ler. Fui várias vezes ao dicionário. Aprendi palavras novas e em muitas alturas deliciei-me com a linguagem.
A história é, simultaneamente, conhecida e estranha. Não há quem não conheça esta história, estes três Reis Magos, vindos do Oriente, para adorar o menino e oferecer-lhe ouro, incenso e mirra.
Sabíamos o quem, e o quê, faltávamos o porquê e o como.
Na história que conhecemos estes Reis não são mais que instrumentos que para provar a lenda, as escrituras. Neste livro cada um destes reis é humanizado e deixa de ser um instrumento para passar a protagonista.
Gaspar, o rei Negro, que abandona o seu país após um desgosto amoroso. Uma razão um tanto prosaica  demais para empreender numa viagem tão cheia de perigos como esta? Talvez, mas mais que uma fuga foi o seu coração nómada que o levou em busca de si próprio. Algures no tempo encontra Baltasar, o mais velho, amante das artes e da beleza. E Belchior, um príncipe que devia ser rei mas que na realidade era um fugitivo. Que buscava sabedoria e lealdade.
Estes três personagens encontram-se com Herodes num dos capítulos mais interessantes deste livro. O mais verídico, sem dúvida. Afinal a história é rica nas menções a Herodes, louco, ignóbil, sanguinário.
Mas é Taor, o quarto rei, aquele que está destinado a chegar sempre atrasado, que é o personagem mais interessante neste livro.
4º Rei? Pois, eu também não sabia. Mas a história que Michel Tournier imaginou para ele encantou-me. E acho que no próximo ano vou pôr um 4º Rei Mago no meu presépio. Com umas pedrinhas de sal, a lembrar-me de que o doce e o salgado são duas faces da mesma moeda e que o Amor desinteressado é a verdadeira mensagem do Natal.
Não é um livro sobre religião, nem enaltece as "virtudes cristãs" mas não deixa de ter um certo misticismo. Pessoalmente gostei bastante. 
publicado por Patrícia às 20:19 link do post
19 de Janeiro de 2013

E a vontade de começar a desatinar na caixa de comentários de outro blog??? Mas desta vez consegui fechar o blog e pronto. Não deixar que quem já quase me fez acabar com este blog me irrite, que isto mais não é que uma brincadeira.
publicado por Patrícia às 01:05 link do post
11 de Janeiro de 2013

Mas quem raio é que dá a um livro o nome de "Na cama com um Highlander" e põe na capa um gajo despido?
Aquilo é um livro porno?
 
Devo ser muito careta mesmo porque seria incapaz de gastar dinheiro (ou tempo) para ler tal livro.
Mas dá-me vontade de rir porque sempre que vejo este tipo de capa/título lembro-me do tempo que eu e um amiga passámos no video-clube a rir que nem malucas com os títulos dos filmes pornográficos. 
publicado por Patrícia às 09:58 link do post
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