Ler por aí
 
28 de Novembro de 2012

Fiquei feliz quando li que Valter Hugo Mãe ganhou o Grande Prémio Portugal Telecom de Literatura com o livro A máquina de fazer espanhóis que já li e adorei.
Este prémio é Brasileiro e pelo que tenho ouvido este autor tem lá tido um maior sucesso que por terras Lusas. Quanto a mim sei que ainda vou ler os restantes livros dele.
publicado por Patrícia às 14:02 link do post
27 de Novembro de 2012

Apesar de ainda  ser Novembro somos bombardeados todos os dias com publicidade de Natal, promoções de Natal, luzes e músicas de Natal. Parece que cada vez começa mais cedo. Mas este ano tenho gostado imenso das promoções nos sites de livros. Ainda no outro dia comprei alguns presentes de Natal no site da Wook, com 30% de desconto (em todos os livros, que promoções escolhidas a dedo geralmente não me atraem). Gostei da experiencia da compra online: não foi necessário cartão de crédito pois pude pagar com multibanco, através de um referência; fiz as minhas compras com toda a paciência e numa fracção do tempo que gastaria numa livraria e a encomenda chegou lá a casa com rapidez e ainda com um revista de oferta.

** Por lapso escrevi Book it em vez de Wook...
** E não, não me rendi à publicidade nem me pediram para escrever isto. Aliás, eu tanto compro na Wook, como no continente (book it), na Worten (tem muitas vezes umas promoções porreiras) Fnacs e Bertrands. Mas já sabem que as minhas livrarias preferidas são mesmo os alfarrabistas.
publicado por Patrícia às 10:06 link do post
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26 de Novembro de 2012

    
    Ler Ken Follet significa ter expectativas altas. Afinaldepois de ter lido os Pilares da Terra e a Queda de Gigantes não poderia serdiferente. Eu sabia que este “O Vale dos 5 Leões” não era um romance históricomas sim um policial (?) ou algo parecido.
    Tal como é hábito nos livros deste escritor a linguagem ébastante simples e acessível a todos, o ritmo de leitura torna-se bastanteelevado uma vez que o livro é interessante o suficiente para que nos apeteçaler sempre mais um bocadinho… pelo menos até perto do fim.
    Mas há diversos pontos menos bem conseguidos neste livro (pelomenos na minha opinião): a total ausência de mistério, a parcialidade naanálise do conflito Afegão e o final chato, chato.
    O início do livro é promissor: um agente infiltrado da CIAdesmascara uns terroristas russos a operar em França. Para se infiltrar nogrupo aproxima-se de Jane e acaba por se apaixonar por ela. Quando ela descobrequem é Ellis na realidade sente-se traída, abandona-o e acaba por ir para oAfeganistão com Jean-Pierre, com quem se casa, e que na realidade é agente daKGB.
    As descrições da vida de Jane e Jean-Pierre (médico) no Afeganistãosão bastante interessantes, assim como o é perceber um pouco mais sobre aguerra Afeganistão-União Sovietica. Esta parte perde-se um bocadinho porque olivro é extremamente parcial e completamente pró-USA o que , considerando tudoo que sabemos acerca do pós apoio Americano aos Talibans, não é das coisas queeu mais goste.
    Queria eu que o livro tivesse sido menos previsível e a Janefosse um bocadinho mais mulherzinha, mas não se pode ter tudo pelo que vá, ospersonagens Jane e Ellis safam-se.
    O fim arrastou-se indefinidamente, sem nada de muitointeressante (basicamente as dificuldades repetiam-se n vezes).
    Como conclusão digo que o livro se lê bem, tem partesinteressantes, é baratinho em livro de bolso mas que não é um “Follet”, pelomenos daqueles a que estou habituada. Vou continuar a esperar pacientementepelo Inverno do Mundo (com sorte o Pai Natal vai lembrar-se de mim e destepost) e vou assobiar para o lado quando vir outros Follet à venda nas livrarias-mesmo que em livro de bolso.
publicado por Patrícia às 14:26 link do post
21 de Novembro de 2012

Às vezes acho que o google reader foi a pior invenção nos mundo dos blogs. Tenho imensos blogs na "pasta" dos livros e neste momento tenho mais de 1000 por ler. Resultado? dá-se uma vista de olhos, constata-se que a maioria diz "divulgação" ou "novidades" e marca-se como read. Tenho saudades de saber "exactamente" quem escrevia cada blog que lia. É certo que não conhecia nem conheço as pessoas atrás das palavras mas na minha cabeça ia criando um personagem com o qual me identificava mais ou menos e que associava sempre ao blog em questão. Actualmente isso não acontece e esta dispersão começa a cansar-me.  
publicado por Patrícia às 19:58 link do post
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20 de Novembro de 2012


O primeiro livro que li desta escitora foi o "Pássaros Feridos". Tinha uns 16 anos. Gostei imenso, claro. Já o reli uma ou duas vezes e acho que ainda o vou voltar a fazer. Mas nunca vi a série (é uma série ou é um filme?). A história de Maggie e do padre Ralph é interessante. O que me lembro melhor é de uma frase ou pensamento de Maggie sobre o ter "roubado" alguém à igreja mas ter tido que o pagar bem caro.

"Tim" foi o livro que li depois. E desta vez vi o filme.
 Uma história romântica, comovente mas na realidade pouco realista (vá insultem-me, acredito que o Amor vence tudo, já o Amor entre um homem e uma mulher não, pelo menos quando à priori as coisas já são assim tão complicadas).
Num estilo completamente diferente e que, confesso, não me fascinou como os romances históricos desta escritora temos o policial "Um passo à frente". Li-o assim meio na diagonal e cada vez que olho para ele na estante digo para mim própria que tenho que lhe dar mais uma oportunidade.
Mas os livros que tornam estra escritora algo de excecional são os da saga "O primeiro Homem de Roma". Adorei lê-los e relê-los (alguns pelo menos)






No primeiro "O amor e o Poder" conhecemos Sila e Mário. Começamos a conhecer as regras oficiais e oficiosas que regem aquele que foi o maior império do mundo. Conhecemos as Júlias que vão mudar as vidas destes homens. Conhecemos a profecia que diz que Mário será o único homem a ser consul 7 ou 8 vezes (já não me lembro do número exato) quando as regras só o deixam ser 2 vezes. Sila é um homem cheio de dúvidas, bissexual, amargurado e com uma coragem fora de série.
Mário, o justo e corajoso. O nome do segundo volume desta Saga, "A coroa de erva" vem da tradição de oferecer uma coroa de ervas ao homem que salva o seu batalhão ou tem um ato de coragem excecional na guerra. Neste volume a profecia que rege a vida de Mário cumpre-se mas de uma forma sangrenta e que mancha a memória daquele que foi um homem fora de série. A amizade, os meandros do poder e a hierarquia romana nunca deixam de marcar presença.
No "Os Favoritos da Fortuna" Sila é um dos protagonistas. Mas outros personagens históricos (e não só) são igualmente importantes: Spartacus, Pompeu, Crasso e o muito conhecido Cícero.
Sila torna-se ditador de roma por algum tempo (no império Romano, em alturas de grande necessidade, a democracia era temporáriamente suspeita e era eleito um ditador para governar impunemente durante uns meses - isto faz-vos lembrar algo?).
Se bem me lembro Júlio César já dá um ar de sua graça neste livro, mas ainda de uma forma tímida.
Mas é depois deste livro que Júlio César se torna o protagonista desta série de livros. No "As mulheres de César" conhecemos aquelas que são (quiçá) as verdadeiras responsáveis pela pessoa que César foi. Aurélia, a sua mãe, a Tia Júlia, a amante Servília. Aurélia é um personagem fantástico. Os meandros da política, as intrigas, os interesses mostram-nos que antes, como agora, este jogo é só para alguns.

Em "César" e "O Cavalo de Outubro" , conhecemos o homem, o estratega fabuloso, o general, o mito que foi Júlio César. Estes livros contam a história que todos conhecemos tão bem : As vitórias de César,  a sua paixão por Cleópatra, a sua amizade com Brutos e Marco António. A ascensão e queda de um mito.

O sétimo livro desta saga chegou uns anos mais tarde e só pelo título dispensa mais palavras. Lembro-me de ler que se continuasse a escrever sobre Octaviano e o império a escritora nunca mais parava. Sinceramente gostava que isso acontecesse.

Ao longo destes livros a história de Roma, do império (um bocadinho a nossa história também, que tantos vestígios temos do império Romano nas nossas terras) é-nos contada de uma forma romanceada, mas tenho que admitir que é muito bem contada. Adorei e um dia ainda ganho coragem e leio tudo outra vez.
publicado por Patrícia às 15:28 link do post
16 de Novembro de 2012

Há várias razões que me levam a ler um livro: às vezes a capa, outras a sinopse, o título, uma opinião, uma recomendação... enfim, n razões. Mas antes de começar a ler (ou no início da leitura) gosto de ir ler algumas opiniões sobre o livro em questão. E é interassante constatar que há livros péssimos com imensas opiniões e livros óptimos que, ou são pouco lidos ou quem os lê não é do género de opinar na net.
 
publicado por Patrícia às 19:03 link do post
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14 de Novembro de 2012


Não será grande novidade para ninguém que eu gosto bastante dos livros do Richard Zimler. Este não foi exceção apesar de ser bastante diferente dos livros de maior sucesso do escritor (falo, claro, do "O último Cabalista de Lisboa" e dos restantes livros da saga).
Teresa, uma miúda Portuguesa vai com a família para os Estados unidos e é de lá que conta a sua história. A premissa parece simples: uma adolescente, num país diferente e sem amigos, e os seus problemas. Mas na realidade, tal como a vida, nem sempre o que parece é e Teresa é um miúda muito especial que entra numa espiral de dúvidas e angustias que a arrasta para o fundo poço.
Angel é o seu único amigo, um homossexual Brasileiro que não encaixa na escola onde ambos estudam. Pedro, irmão de Teresa, é um miúdo de 7 anos que se esconde atrás de Hulk, o super herói de plástico que carrega para todo o lado. E é este o núcleo deste livro, composto pelas angústias de 3 miúdos a quem a vida nem sempre sorri mas que não aceitam a hipocrisia e o comodismo da vida adulta.
De uma forma muito simples (tão à Zimler) o escritor leva-nos a refletir na vida, na amizade, na família, na morte, no desespero, nas consequências das nossas ações para nós e para os outros, no suicidio, na esperança e no preconceito. E ainda há música à mistura. A música dos Beatles que, pelo menos a mim, me deixa sempre com um sorriso.
Uma das mais valias deste livro é forma como o autor nos conduz com perícia por entre vários acontecimentos, pela mesma espiral que afunda Teresa e nos mostra que, tão facilmente, aquela podia ser a nossa própria vida.
Gosto de livros assim.
publicado por Patrícia às 18:58 link do post
14 de Novembro de 2012

Já me tinha esquecido do que é ler um livro "de enfiada". Nada que uma viagem de avião não resolva.
publicado por Patrícia às 03:15 link do post
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07 de Novembro de 2012

“Alma Rebelde” foi o segundo livro da escritora Carla M.Soares que li. Num estilo completamente diferente do “A grande Mão” a escritorainiciou-se nestas lides literárias com um romance histórico, mais virado para oromance do que para a parte histórica.
Não sei muito bem o que esperava uma vez que antes tinhalido, desta escritora, um livro de aventuras e do fantástico. Além disso todasas opiniões que li deste livro eram bastante boas.
Joana e Santiago, em pleno século XIX, estão destinados –vá, obrigados pelos respetivosprogenitores- a ficar juntos. Esta é a história do seu romance.
Em pleno século 19, com Lisboa a lutar contra as febres,Joana atravessa o país para se reunir à família do homem a quem foi… vendida?
Neste livro fala-se de muitos temas: a relação entre aburguesia e a nobreza (o poder versus o dinheiro – tema extremamente pertinenteainda hoje), a sociedade do século XIX, o lugar das mulheres numa sociedadeextremamente machista, a educação (principalmente das mulheres), a relaçãoentre Portugal e o Brasil (terra de oportunidades). Na minha opinião, todosestes temas  foram um bocadinhopreteridos em relação ao romance propriamente ditos. Pessoalmente gostaria deter sabido mais sobre a sociedade da época do que sobre as dúvidas existências deJoana (e muitas vezes, quando tinha vontade de esbofetear a miúda, tenha que melembrar que ela já era “muito à frente” para o século XIX). Gostava mais de terlido sobre a prepotência do pai de Santiago do ter acompanhado os passeios deJoana e Santiago.
Gostei imenso das Cartas de Ester. Foi uma óptima forma debalancear a narrativa e de conhecer um outro lado (o mais negro – e mais comum-da sociedade machista do nosso Portugal do Séc XIX). Tenho pena de não terconhecido melhor Alice…
Resumindo e concluindo: Acho que foi uma boa estreia que nãofica nada atrás dos romances de época que já tenho lido. Quando quiser oferecerum romance a alguém  vou ter este emconsideração e vou ficar à espera da edição do A grande Mão para oferecer a quem gosta de aventuras…. Parabéns, Carla.
publicado por Patrícia às 16:07 link do post
05 de Novembro de 2012

Um livro de bolso a mais de 12€? a sério? Acham isto normal?
O livro em questão é de 1998, foi editado por cá há alguns anos (não consigo dizer quantos pois só encontro reedições, está em livro de bolso há 3 anos e mesmo assim a versão "normal" custa mais de 19€ e a versão de bolso custa mais de 12€. 
Posso ser só eu mas não acho isto muito normal. Será que por cá os livros de bolso se vão tornar mais caros que os outros?

(só para comparação: no bookdepository o mesmo livro custa menos de 5.5€)

(sim, tenho um mau feitio dos diabos mas não tenho culpa de estar sempre a tropeçar nestas coisas pois não?)
publicado por Patrícia às 21:50 link do post
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