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Ler por aí

Ler por aí

Curtas 12: Livros por ler

Ler é um vício que alimento, comprar livros é um vício que tento combater. Sem grande sucesso. Por isso vou fazer mais uma tentativa e criei um separador com uma listagem de todos os livros que tenho por ler lá em casa. Claro que esta informação não vos serve para nada, mas a verdade é que o blog é feito principalmente para mim. Mas se quiserem fazer alguma sugestão do género "tens mesmo que ler aquele livro que tens na lista" estão à vontade.

(como podem imaginar não tenho apenas 3 livros por ler... nos próximos dias irei actualizar a lista)

Curtas 11: As "estrelas" de um livro

Aqui no blog não costumo fazer apreciações quantitativas aos livros que leio. Não o faço geralmente porque é-me muito complicado manter uma apreciação deste tipo. Considerar que um livro merece 5 estrelas é complicado... porque pode aparecer um outro livro claramente melhor. Por isso passo a vida a alterar as estrelas que atribuo no Goodreads. Eu não sou (completamente) louca: considero é que a minha percepção relativa à arte é muito subjectiva e mutável (quer por comparação com uma nova obra ou simplesmente porque nós mudamos ao longo do tempo e connosco mudam os gostos)

A Rainha no palácio das correntes de ar, de Stieg Larsson


E pronto. Já está. A trilogia Millennium já está lida e apreciada. Gostei muito, obviamente. Agora tenho que ir rever os filmes. Os Suecos, claro. 
Li os dois últimos livros de uma assentada. Pouco mais de 2 semanas (1 já de trabalho) chegaram para ler estes dois livros, em que se conta, especialmente, a história de Lisbeth Salander. Devo dizer que acho a Lisbeth um dos personagens mais interessantes da literatura. É impossível não gostar desta miúda  teimosa, tatuada, furada, bichinho do mato. É impossível não pensar que a ética desta miúda é tão mais justa que a considerada socialmente aceitável. Neste terceiro volume gostei especialmente do crescimento de Lisbeth, da relação que ela estabeleceu com o médico, com a advogada e de ver a evolução dela (por exemplo com o Juiz). 
Não gostei da relação do Mikael com a Rosa. Mas o homem tem que se envolver com tudo o que use (ou possa usar) saia? E é sempre da mesma maneira: elas decidem levá-lo para a cama como se ele fosse um brinquedo erótico. Não tenho nada contra a iniciativa partir da mulher. Irrita-me que, ao  longo dos 3 livros o comportamento tenha sido exactamente o mesmo. ok, é coerente, mas irritante. 

Acho que vale mesmo a pena ler esta trilogia. Pelas histórias: as de Mikael e Lisbeth, as de Erika e as outras, as pequenas histórias à volta dos personagens secundários que não deixam de ser interessantes  apenas por serem secundários.

Por um lado tenho pena que não haja mais livros (acho que a ideia do autor era escrever uma colecção de 10 livros) mas por outro lado acho que esta trilogia é suficiente. Mais iria talvez estragar. A Lisbeth após este volume só deveria crescer e tornar-se mais apta socialmente... mas não iria ser a "Lisbeth" que conhecemos e que é a grande mais-valia destes livros.  

Curtas 9: Reedições

Reeditar um livro é bom. Vendê-lo como se fosse novo é ridículo (falo de capas, preço, publicidade, etc). Já me ri ao ver publicidade ao livro "O rei veado" da Saga Brumas de Avalon. Diz que vai estar disponível a 31 de Agosto de 2012. A sério? 

A rapariga que sonhava com uma lata de gasolina e um fósforo, de Stieg Larsson

E a parte 2 desta trilogia já foi lida. Escuso de dizer que, mais uma vez, gostei imenso, que foi uma leitura compulsiva e que estou desejosa de ler o terceiro. É estranha esta urgência em ler sempre mais tendo em conta que já vi os três filmes e que já conheço a a história. Mas, apesar dos filmes serem fiéis aos livros, há partes impossíveis de traduzir para um filme. Eventualmente teria que ser uma série de filmes. Daí que ler os livros continue a ser bastante interessante.
Lisbeth continua a ser um personagem fantástico e o Mikael continua a ser mais interessante que nos filmes. Não acho no entanto que o facto de Mikael ser um (pseudo)garanhão traga alguma mais valia à história. Só parece que o senhor está ali para satisfazer todas as mulheres que lhe passam pela vida e que aceita (e encoraja) que cada uma delas o seduza.
Outra diferença dos livros para os filmes é que nos primeiros é possível seguir as várias histórias secundárias e conhecer os outros personagens que Larsson nos apresenta.
Vou já se seguida mergulhar no terceiro livro....

A ignorância do Sangue, de Robert Wilson


Sinopse
A abrasadora cidade de Sevilha ainda está a recuperar de um chocante e ainda não solucionado ataque terrorista quando um violento e espectacular acidente de carro faz incidir a luz sobre outra ameaça. Um gangster morto e uma mala cheia de dinheiro significam que a máfia russa se encontra no caminho do Inspector Jefe Javier Falcón. 

À medida que emerge uma intensa guerra entre bandos rivais, Falcón encontra-se, assim como aqueles que lhe estão mais próximos, no centro da disputa e vê-se como alvo de forças letais subitamente desencadeadas. Perante um ataque tão brutal, Falcón decide retaliar com uma impiedade que o surpreende tanto quanto aos seus adversários… mas que terá um desenlace trágico.
Continuo na onda dos policiais e como tal resolvi que este livro de Robert Wilson era o ideal para me fazer companhia na praia. E a ausência deste escritor na lista de autores deste blog era já absurda. "Conheci" Robert Wilson com o "O último acto em Lisboa", livro que li no original e que demorei anos a descobrir em Português (A tradução de "A small death in Lisbon" por "O último acto em Lisboa tramou-me) e que já ofereci a imensa gente. Adorei o livro e tenho mesmo que o reler... outra vez. Depois li o "Uma companhia de estranhos", também sobre Portugal e o grande responsável pela minha opinião sobre o "Enquanto Salazar dormia". Na minha opinião Wilson põe Domingos Amaral a um canto.
O Cego de Sevilha é o início da saga Javier Falcón e agradou-me bastante. Não tanto como os outros dois, mas gostei. E agora, passado alguns anos, resolvi pegar neste "A ignorância do sangue" que comprei num dos alfarrabistas da feira do livro. É o 4º livro da série Javier Fálcon e acho que não devia ter dado este salto na série. Há por ali muita coisa que me passou ao lado (e isso era claramente perceptível) o que estragou um bocadinho o prazer de ler este livro. Mas mesmo assim gostei. Temos o Falcón, inteligente e humano como sempre, mafiosos maus, decisões que podem passar um bocadinho a linha da ética ( e por acaso houve aqui uma nuance que não me agradou sobremaneira - é que é certo que da intenção aos actos ainda há alguma distância, mas arranjar uma solução daquelas, não é bem o que esperava de Robert Wilson), amigos  e amor qb. Num policial não dá para falar muito sem contar a história por isso fico-me por aqui...

Os homens que odeiam as mulheres, de Stieg Larsson



"porque há homens que odeiam as mulheres"
Claro que gostei. Imenso. Como poderia não gostar? Já vi os filmes. O Sueco, duas vezes, o Americano, uma. Continuo a gostar mais do sueco. Mas agora gosto ainda mais do livro. Ao ler o livro ia sempre imaginando partes do filme. E os personagens eram os do filme sueco. Mas o livro tem tanta coisa que não está no filme. Quase me parece que os filmes não fazem jus ao livro.
Gostei muito mais do Mikael do livro do que o do filme. Apesar de compreender o porquê da Lisbeth ser a grande figura dos filmes.. afinal também o é do livro. Mas há uma diferença, não tão subtil quanto isso, do Blomkvist do livro para o (amorfo) Blomkvist dos filmes. De ambos os filmes.
E apesar de já conhecer a história foi uma leitura compulsiva e cheia de novidades. Estou desejosa de ler os outros dois. Não vai ser para já, mas não levará muito tempo.

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