Ler por aí
 
16 de Maio de 2012


É inevitável começar por referir que, com este livro, o escritor João Ricardo Pedro ganhou o Prémio Leya de 2011. 
Fiz uma pausa no "A queda de Gigantes", do Ken Follet, para ler este livro. Os prémios, confesso, dizem-me pouco e não confio assim tanto na opinião de críticos e júris literários pois, mea culpa certamente, tenho tendência para não gostar lá muito dos mais conceituados e premiados escritores. Adiante.

Começo por falar do título deste livro, lindíssimo é certo, mas que pouco ou nada tem a ver com o conteúdo. Não percebi, confesso. Mas gosto.

Gostei do livro. Este é daqueles que ainda tenho que reler pois fiquei com a sensação que alguma coisa me passou ao lado.
Lê-se muitíssimo bem, tem uma escrita cuidada mas acessível e uma história que nos transporta para vários locais e tempos e isso é das coisas que mais ma atraí num livro. Sem um fio narrativo linear, com passagens lindíssimas e outras absolutamente horrorosas, conta-nos a história de 3 gerações de uma família, contextualizando os vários episódios na História mais ou menos recente de Portugal.
Não me parece que pretenda ser um romance histórico, apesar das personagens verídicas que contém. Quase me parece um livro de contos só que sempre com personagens da mesma família. E foi precisamente por essa forma de contar os episódios rotineiros de uma família pouco comum (ou nem por isso) que gostei e mergulhei na leitura deste livro. 
Sou sincera: tinha ficado muito mais feliz sem ler pelo menos um episódio com um gato que por se conta. Enervou-me, enojou-e e irritou-me por não lhe perceber a relevância para a narrativa. Parece-me um exagero e não achei que o livro tenha ganho o que quer que seja com isso. Por outro lado, há pormenores absolutamente deliciosos, como é o capítulo reservado à Laura ou à mãe de Duarte. Surpreendentemente, num livro que conta a história de 3 homens, eu ganhei um carinho especial às mulheres. :). E à forma de ver a chuva cair.

Vale a pena ler, vale a pena passar algumas horas com este livro.






publicado por Patrícia às 22:11 link do post
02 de Maio de 2012

Para minha grande infelicidade ainda não consegui ir à Feira do livro de Lisboa dar a voltinha da praxe às barraquinhas dos alfarrabistas (a feira para mim significa principalmente "alfarrabistas"). Se bem que este ano tenho a intenção de comprar o último da Sandra Carvalho (O filho do dragão) e o "O teu rosto não me é estranho" do João Ricardo Pedro.  Até porque só vou conseguir ir à feira no dia 12 e estes escritores vai estar por lá a dar autógrafos. A ver se não me perco nos livro e nos autógrafos que já descobri que por lá vão estar o Mia Couto (nunca li nada dele- um lapso imperdoável), a Rita Ferro (gosto, gosto), o José Luis Peixoto (ora gosto ora odeio, tem dias), a Alice Vieira (adoro!) e a Danuta Wojciechowska, ( que ou muito me engano ou é uma fantástica ilustradora de livros infantis)...

Não sou de pedir autógrafos a escritores (tenho 3: um da Lídia Jorge, outro -brutal- do David Soares e um da Rita Ferro, mas que não conta porque vinha assim da livraria) mas acho que no dia 12 isso muda. 

E claro, farturas e ginjinha na feira e pão doce para o pequeno-almoço de domingo (para mim o pão doce é sinónimo de Carnaval de Loulé -o meu tio trazia sempre um ou dois para o lanche- e da feira do livro- tradição inventada por mim que também tenho direito).
publicado por Patrícia às 22:50 link do post
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