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Ler por aí

Ler por aí

O Assassino Inglês, de Daniel Silva


"Espião ocasional e restaurador de arte, Gabriel Allon chega a Zurique para restaurar a obra de um Velho Mestre, a pedido de um banqueiro milionário. Em vez disso, dá por si no meio do sangue do cliente e injustamente acusado do seu homicídio. Allon vê-se inesperadamente abraços com uma voraz cadeia de acontecimentos, incluindo roubos de arte pelos nazis, um suicídio com várias décadas e um trilho sangrento de assassínios - alguns da sua autoria. O mundo da espionagem que Allon pensava ter colocado de parte vai envolvê-lo uma vez mais. E ele vai ter de lutar pela vida com o assassino que ajudou a treinar."



Já andava com este autor debaixo de olho há imenso tempo mas, porque já estou fartinha dos Dan Brown da literatura, fui sempre deixando para depois.
Este Assassino Inglês, que comprei em livro de bolso, foi uma aposta que não ainda não sei se terá sido “ganha” ou não.
Não desgostei do livro. Mas não o achei fantástico. Lê-se bem (característica típica deste género de história) e até tem um tema fabuloso – a posição da Suíça na segunda guerra mundial e a sua responsabilidade no desaparecimento de obras de arte (e outras riquezas) pertencentes aos Judeus e roubadas aquando da invasão francesa pelos nazis.
Tenho um imenso fascínio pela História da Segunda Grande Guerra pelo que me pareceu que iria ser interessante ler algo polémico acerca disto. Estes livros vivem de polémicas e eu, confesso, adoro-as (tenho que me assumir uma cusca como aliás o autor retrata os Portugueses).
O que me fez confusão neste livro é que me parece que, apesar de ter ótimos personagens (gostei especialmente do Inglês), um cenário fabuloso e um tema interessante, não funcionou no geral. A história é lenta, previsível, explorada no ponto errado. Não houve nenhum momento bombástico, nada que me deixasse empolgada. Lê-se bem mas vai para a estante e vai ser rapidamente esquecido. Não consegui perceber o que levou o escritor a ter tão grande sucesso.
De várias opiniões que já encontrei sobre este livro e/ou este autor já percebi que este segundo livro da saga Gabriel Allon é um dos menos apreciados pelo que ainda darei mais uma hipótese ao autor e à saga. Principalmente se algum dos outros livros estiver editado em livro de bolso.

As serviçais, de Kathryn Stockett



Tinha visto o filme e decidi comprar o livro. Inevitavelmente gostei mais do livro do que do filme. E fez-me tão bem ler este livro. Não ando propriamente com o melhor do humores, nem estou na melhor fase da minha vida, ando com mais trabalho do que aquele que me apetecer fazer e há pouca coisa melhor que mergulhar num livro e lê-lo até à exaustão simplesmente porque não conseguimos parar. 
Há livros fantásticos, dos quais gosto verdadeiramente e com os quais aprendo imenso e depois há livros nos quais me vicio e que me conseguem fazer esquecer tudo o que está à minha volta. Este cabe nesta última categoria. Comecei a lê-lo e em 3 ou 4 dias tinha-o acabado. É certo que a escrita é simples o bastante para permitir uma leitura rápida, mas foram as personagens e a história que me cativaram e que conquistaram.
É fácil amar e odiar algumas personagens deste livro. É fácil pormo-nos  na pele da Seeker mas a verdade é que não sabemos como reagiríamos em situações similares. Ainda hoje há tanto preconceito e no entanto todos nós ouvimos falar de igualdade. Mas tempos houve em que igualdade era algo inimaginável, em que o correcto era que brancos estivessem de um lado e pretos do outro. E cada um de nós é resultado da educação que teve, da sociedade que o rodeia e molda. Remar contra a maré, contra o pensamento em voga não é fácil e não é para todos. Mesmo que pensemos que seriamos capazes de fazer a diferença o mais provável é que não fossemos. A História da humanidade está cheia de episódios como este e não podemos esquecer-nos nunca de todos os erros que já foram cometidos sob pena de deixarmos que aconteçam novamente. Por isso é que acho que acho tão importantes livros como este, que de uma forma doce e mesmo divertida, nos alertam para o que de mais escuro existe na humanidade. Nem sempre é preciso falar do mal de uma forma tenebrosa, há fantasmas que se exorcizam melhor de uma forma positiva.
E como podem ver este livro fez-me pensar. Muito. E fez-me rir. E quase me fez chorar. E aconselho-o a todos.

O amor é fodido, de Miguel Esteves Cardoso






"Nascemos todos com vontade de amar. Ser amado ésecundário. Prejudica o amor que muitas vezes o antecede. Um amor não podepertencer a duas pessoas, por muito que o queiramos. Cada um tem o amor quetem, fora dele. É esse afastamento que nos magoa, que nos põe doidos, sempre àprocura do eco que não vem. Os que vêm são bem-vindos, às vezes, mas não são osque queremos. Quando somos honestos, ou estamos apaixonados, é apenas um que sepretende.
 Tenho a certeza que não se pode ter o que se ama. Seramado não corresponde jamais ao amor que temos, porque não nos pertence. Porisso escrevemos romances — porque ninguém acredita neles, excepto quem osescreve.
Viver é outra coisa. Amar e ser amado distrai-nosirremediavelmente. O amor apouca-se e perde-se quando se dá aos dias e àspessoas. Traduz-se e deixa de ser o que é. Só na solidão permanece. […]
Tenho o meu amor, como toda a gente, mas não o usei.Tenho também a minha história, mas não a contei. O romance que escrevi,escrevi-o para quem não quer saber dos amores ou das histórias de ninguém. Nãocontei nem inventei nada. Não usei nem pessoas nem personagens. Fugi. Quismostrar que pertencia ao mundo onde o amor, como as histórias e os romances,existem só por si. Como se me dirigisse a alguém. Outra vez.
É sempre arrogante e pretensiosoescrever sobre uma coisa que se escreveu. Apenas posso falar do que foi aminhavontade: escrever sobre o amor, sem traí-lo, defini-lo ou magoá-lo; deixando-ocomo era, antes da primeira palavra que escrevi. Seria inadmissível pôr-me aquia cismar se consegui ou não fazer o que eu queria. Como seria dizer que nãosei. Sei. Sei que não consegui. Só espero não tê-lo conseguido bem."


Lembro-me do sururu que a edição deste livroprovocou. Lembro-me de ser adolescente e de querer lê-lo apenas, claro, porquetinha um titulo sugestivo que incluía a palavra “fodido”. Porque a tinha nuncative coragem de pedir à minha mãe para mo comprar. Acho que apenas conhecia oMEC das noites da má-língua e pouco mais. Não lia propriamente jornais naquelaépoca (eu a minha mania de que não gostava de política) pelo que não tinhaainda lido nada dele.
A altura passou e só me voltei a lembrar destelivro há relativamente pouco tempo. A Cati gosta imenso dele e porque tenhomais ou menos os mesmos gostos literários que ela resolvi lê-lo. Até porquegosto imenso das crónicas do Miguel Esteves Cardoso que andam por aí. E Gostode o ouvir falar. Mas tenho que confessar que não gostei deste livro (Cati,depois temos que falar!). O Amor é fodido com certeza, mas  este amor esquizofrénico é tudo o que eu nãogosto no amor. Ah, continuo a achar que o senhor escreve muito, até gostei demuitas partes do livro, mas aquela loucura toda deixou-me um sabor amargo naboca como se amar assim desse um mau nome ao amor, o transformasse em algosujo.
Não tenho dúvida há amores assim que nos levamao limite de quem somos e para além dele, não tenho duvidas de que a loucuraestá próxima do amor, mas prefiro conhecer amores, não menores  mas mais sãos, mais próximo da beleza que éser feliz. Talvez tivesse gostado do livro noutra altura da minha vida, numaaltura em que não amasse ninguém nem estivesse apaixonada, porque os livros sãoapreciados de forma diferente consoante a nosso estado de espírito. E nestemomento, confesso, o meu estado de espírito rejeitou esta história.

Encontro com a morte, de Agatha Christie


Hercule Poirot tinha bons motivos para saber que a morte daquela mulher era inevitável. Mrs Boynton era uma mulher cruel, odiada por todos sobretudo pela sua própria família, e a sua morte seria um alívio para todos aqueles que viviam subjugados pelo seu poder. Quando o seu corpo é encontrado entre as ruínas, em Petra, na Jordânia, o único vestígio da causa da morte é uma pequena marca, no pulso, de uma injeção. Hercule Poirot tem apenas vinte e quatro horas para descobrir quem matou Mrs Boynton e lembra-se de um comentário que ouvira, por acaso, ainda em Jerusalém: _ Compreendes que ela tem de ser morta, não compreendes? São os próprios familiares da vítima, que se sentem finalmente livres, que pedem a Poirot para não investigar a morte da sua parente. O detetive vai, assim, ter de lutar não só contra o tempo mas também contra a vontade de todos para desvendar o mistério que envolve a morte de uma das pessoas mais detestáveis de que já ouvira alguma vez falar.



Ler Agatha Christie é sempre bom. Já não o fazia há imenso tempo, anos mesmo, mas este livro estava lá em casa e pareceu-me o ideal para passar umas horas distraída.
Só depois de começar a lê-lo me apercebi que não era a primeira vez que o fazia. Lá para os meus 12/14 anos lia imensos livros dela (daqueles de capa cinzenta que traziam duas histórias) e adorava, depois fartei-me um bocadinho e durante anos os livros de AC ficaram simplesmente na estante à espera de melhores dias.
Hercule Poirot é absolutamente fantástico. A sua lógica a resolver os problemas, as listinhas de factos relevantes, a psicologia e claro o bigode são impagáveis. Tenho mesmo que voltar a ler regularmente estes livros.

As aventuras de Penélope, de Mónica Faria de Carvalho


A Penélope e o irmão mudaram-se para a Fnac e querem ronronar com os mais pequenos nos próximos dias 14 de Abril, na Fnac do Colombo às 11h30 e o dia 21 de Abril às 15h será na Fnac do Chiado
Se têm filhos, netos, sobrinhos  ou amigos venham ver que estas serão sessões especiais para os mais pequenos.

tive oportunidade de vos falar do livro e também já o li. Não sou bem faixa etária para quem o livro foi escrito mas gostei na mesma. Gostei dos valores que a Mónica tentou transmitir, gostei dos protagonistas (ou não fosse eu uma grande fã de gatos). E já o li a uma pequenina, que não sendo fã de histórias, ouviu até ao fim e ainda vibrou com as aventuras da Penélope.


*** E sim, é publicidade descarada, mas o livro foi escrito por uma amiga de quem gosto muito e acho que vale a pena ser divulgado. Se quiserem "roubar" e divulgar nos vossos blogs eu e a Mónica agradecemos, sim? :)



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2. Criar 11 novas perguntinhas diferentes para passar adiante;
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4. Ir para a página das bloggeres selecionadas e dizer-lhes que foram tagueadas;
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6. Avisar a blogger que nos passou a TAG quando fizermos o post sobre a mesma.

O desafio da Landa, do Horizonte dos Livros:

1 - Quais são os teus hobbies preferidos para além da leitura?

Não tenho nenhum hobby constante, não coleciono nada, nem faço renda ou ponto cruz.
Já dancei com regularidade mas o tempo não é coisa abundante por estes lados pelo que se espera melhores dias.
Neste momento acho que o meu hobby é mesmo brincar com a gata (tentando cansá-la o mais possível com a esperança que acorde e me acorde a horas decentes – A alvorada dela é por volta das 5 da manhã)

2 - Qual é a tua personagem literária preferida?
Se fosse há uns anos atrás diria que era a Morgaine, das Brumas de Avalon, mas agora acho que é mesmo uma do livro que estou a ler no momento.

3 - Se escrevesses um livro que género escolherias?

Eu sei que esta pergunta começa por um “se” mas sinceramente é-me muito complicado responder porque não acho que alguma vez vá escrever um livro.
Um colega, que escreveu um livro, uma vez perguntou-se se eu não gostava de o fazer também e a minha resposta foi “Não. Eu sou leitora e não escritora.”
Por isso não consigo escolher um género. Gosto de tantos e tão diferentes que entrar no plano das (im)possibilidades não é sequer interessante.

4 - Se fosses agora a uma livraria, qual o livro da tua wishlist comprarias?
Provavelmente o “A vida de Pi” de Yann Martel. Faz parte da minha wishlist há demasiado tempo.

5 - Qual é a tua comida favorita?
Chocolate conta como comida?

6 - Quais são os locais que gostas mais de ler?
Não sou esquisita. Leio em qualquer local. Praia, campo, café, transportes… acho que sou menina para ler no meio de uma festa, deste que a dita festa seja chata e não pareça muito mal estar com um livro na mão.

7 - Quais são as tuas principais manias como leitor?
Manias? Não me parece que tenha disso, senão vejamos: não leio o final dos livros primeiro, não tenho problemas em escrever (ou não) nos livros, empresto-os sem pensar duas, se não tiver um marcador/qualquer coisa que dê para marcar o livro dobro o canto da folha e continuo a viver bem com isso.

8 - Se te oferecessem uma viagem para conhecer um local de um livro que tivesses lido qual escolherias?

Easy: Egito

9 - Gostas de ver filmes baseados em livros que já leste?
Não. Excetuando os Harry Potter e a série “A guerra dos tronos”.

10 - Gostas de reler os livros?
Sim. Infelizmente já não tenho tempo para isso porque felizmente tenho sempre livros “novos” por ler.

11 - Os teus gostos literários alteraram com a criação do teu blog?
Não. A minha relação com (alguns) livros tem mudado e evoluído bastante nos últimos tempos mas não me parece que seja por causa do blog. Ler opiniões em blogs tem ajudado, claro, mas não precisaria ter nenhum para isso. Qualquer busca na net nos devolve opiniões para todos os gostos.

E o desafio da Maria do Pereira's Book's :


1 - Qual o ultimo livro que leste?
Acabadinho foi o “ Deste lado da Luz”, de Colum McCann. Agora ando a ler o “Encontro com a Morte” da Agatha Christie.

2 - Qual o próximo livro que queres muito ler?
Nenhum em especial. Estou numa de ler os livros que tenho lá em casa e que nunca foram lidos. Mas há alguns que me despertam a curiosidade como o “A vida de Pi” de Yann Martel.

3 - Só lês um livro de cada vez ou mais que um?
Por norma apenas um. Há alturas em que me esqueço de levar o livro para casa ou para o fim de semana e nesse caso começo outro.

4 - Menciona um livro que te tenha surpreendido pela positiva
O Sombras queimadas. Não tinha grandes expetativas e acabei por adorar o livro.

5 - Menciona um livro que te tenha surpreendido pela negativa
Qualquer um do Jose Rodrigues dos Santos e que inclua o Tomás Noronha. Tenho um ódio de estimação por aquele personagem e confesso que esse ódio de estimação está a estender-se ao autor, principalmente após ter lido o “O anjo Branco”

6 - Que filme te lembras de ter visto mais recentemente adaptado de um livro?
Os Jogos da fome. Foi muito melhor do que esperava (confesso que as minhas expetativas estavam muito, muito baixas)

7 - Quantos livros já leste este ano?
De acordo com o blog 5.

8 - Quantos livros queres ler até ao fim do ano?
Não sei. Não faço este tipo de previsão nem me desafio em quantidade. Prefiro, de longe, ler poucos livros desde que considere que foi um tempo que valeu a pena gastar na leitura. Cada vez menos quantidade é para mim sinónimo do algo positivo.

9 - Qual o 1º livro que te lembras de ter lido?
A pousada do anjo da guarda, da condessa de Ségur (isto depois dos livros infantis todos, claro). Foi-me oferecido quando fiz 8 anos e a minha mãe começou a lê-lo comigo. Eu lia em voz alta para ela ouvir enquanto ela fazia o jantar (na minha casa a cozinha é ainda hoje o local de eleição para a confraternização familiar). Esse esquema durou três dias. O resto li eu antes do final de dia seguinte. Repetimos a proeza com o “Ilíada e Odisseia” em versão juvenil. Resultou às mil maravilhas.

10 -Qual o género de livros que gostas mais de ler?
Romance histórico e fantasia.

11 - Acham este tipo de desafio muito chato?
Bem, não sou a maior fã de desafios, selos e afins. Percebo a intenção mas não acho muita piada. Mas escrever sobre livros acaba por ser sempre interessante.

Obrigada às meninas que me lançaram este desafio. Se alguém quiser pegar no desafio sinta-se à vontade.