Ler por aí
 
28 de Março de 2012


Começo por dizer que este não é (ou não foi para mim) um livro fácil de ler. Não pelo tipo de escrita, que é bastante acessível não deixando de ser cuidada, mas sim pelo tema (ou temas) que trata.
A história passa-se entre 1916 e 1991 em Nova Iorque. O hiato de tempo entre as histórias de Nathan Walker e Treefrog vai-se dissolvendo ao longo do livro e o que os une só é perceptível mais ou menos após o meio do livro. 
Nathan é um trabalhar nos túneis de NY, Treegrof é um sem abrigo que vive num túnel. A história de Nathan é-nos contada linearmente enquanto a de Treefrog é um mistério para irmos desvendando a pouco e pouco.
Mais do que a história destes dois homens, este livro fala-nos sobre a condição humana, o racismo, as relações laborais, traumas, acções e consequências. Fala-nos sobre o amor e confiança. Fala-nos sobre a loucura. Fala-nos sobre a Luz e as Sombras que estão presentes na vida destes dois homens que vamos conhecendo.
Poder-vos-ia contar a história em meia dúzia de linhas que a tornariam banal mas é muito complicado transmitir-vos o que fui lendo e conhecendo através de pequenos acontecimentos que nos levam a criar empatia (ou mesmo a odiar) algumas personagens em determinadas partes do livro. 
Há imensos pormenores neste livros, acontecimentos soltos ou pequenas frases que me levaram a questionar valores e a pensar naquilo que somos capazes, eu ou qualquer um de vocês, de fazer. Que atitudes mesquinhas somos capazes de ter, que pecados somos capazes de cometer em nosso nome ou em nome de algo. Não falo das grandes acções (des)humanas, de matar em nome da religião u coisas do género. Falo de coisas pequeninas do dia a dia que não tendo consequências catastróficas para a humanidade têm (ou podem ter) consequências para a nossa vida e para as vidas que nos rodeiam.
Este livro é bastante sombrio e até mesmo desesperançado e confesso que houve  (pelo menos) uma altura em que uma determinada suspeita quase me fez parar o coração (dizer mais era desvendar algo muito importante) mas no geral gostei bastante. 
É o tipo de livro que merece uma segunda leitura, com total ausência de surpresas, para que a escrita e todos os acontecimentos possam ser analisados de outra forma.
Gostei especialmente da Castor.

publicado por Patrícia às 18:28 link do post
24 de Março de 2012

imagem do maravilhoso catownerproblems
(a minha relação com os computadores e os blogs às vezes tem dias menos bons, mas depois passa)
publicado por Patrícia às 19:24 link do post
22 de Março de 2012

Gosto de ler. Gosto de registar a minha opinião sobre o que leio. Gosto de discutir sobre os livros que leio. Gosto de trocar opiniões. Gosto de fazê-lo com pessoas que têm opiniões diferentes das minhas.
Quando comecei este blog foi para ter um registo das minhas opiniões e para interagir com quem lê os mesmos livros e tem algo a dizer. Se eu não quisesse ter qualquer feedback desse lado teria o blog fechado ou não permitiria comentários.
Já fui insultada neste blog por não gostar de alguns livros. Não muitas vezes (não tenho assim tantos leitores) mas já aconteceu. Confesso que não acho normal. Uma coisa é não concordarem com a minha opinião (o que é absolutamente normal) outra coisa é insultarem-me por não concordarem comigo. É tolo e coisa de miúdos. 
Mas últimamente ando a aperceber-me de que os comentários que os bloggers (que escrevem sobre livros) pretendem são apenas os de "concordo em género, número e grau contigo, uauuuuu". Pronto, estou a esticar-me com o uauuuu, mas é mesmo isso que se passa. E confesso, estou cansada, fartinha. Já apaguei um blog esta semana e este está a um passo de ser fechado (e não apagado que lhe tenho um carinho muito grande) para sempre. Portanto se vocês que costumam cá vir, chegarem e baterem com o nariz na porta, não levem a mal. 

Boas leituras.
publicado por Patrícia às 23:11 link do post
14 de Março de 2012

É hoje notícia que que a Encyclopaedia Britannica vai abandonar a edição impressa ao fim de 244 anos de edições digitais.
Fiquei triste com a notícia. Sou completamente a favor das edições online, que utilizo amiúde e que dão imenso jeito quer pela rapidez de utilização, quer pela "leveza" e mobilidade. Mas acabar com as edições impressas?
Acredito que pelo menos meia dúzia de cópias seja impressa, não vá o diabo tecê-las, mas não vão estar acessiveis nas bibliotecas públicas e pessoais o que é uma perda demasiado grande.
Sou completamente a favor de ebooks (ando há algum tempo a pensar comprar um leitor de livros digital) e vejo as inúmeras vantagens que irão trazer mas não consigo ser a favor de se acabar com as edições em papel. E não é por uma questão de ser contra a mudança ou evolução mas sim por uma questão de preservação do nosso património cultural.
Não tenho paranóias nem sou do género de achar que o mundo vai acabar mas não me parece muito sensato reformar as impressoras. A era digital chegou para ficar mas não sabemos qual será o futuro em termos de arquivos. E se por um lado concordo com a digitalização (para memória futura) do património histórico e cultural concordo também com o contrário: a preservação em papel desse mesmo património é tão ou mais importante que o contrário.
E se acho que há livros que se se perderem para sempre (heresia, eu sei) não há mal nenhum a vir ao mundo, outros há que são tesouros a ser preservados. A lingua de um país está precisamente nesse grupo.
publicado por Patrícia às 15:25 link do post
13 de Março de 2012

Não há amizade que não fique mais forte quando envolve os livros. Quando lemos as mesmas coisas, quando lemos coisas diferentes e pensamos que a outra também deveria gostar de ler aquelas palavras (só por tua causa já tenho lá por causa o "O Amor é fodido", prontinho para ser das próximas leituras). Quando partilhamos livros e passamos horas na conversa. Quando corremos os alfarrabistas de Lisboa sob o sol escaldante de uma das mais quentes manhãs do ano (temos que repetir, ok?).
Por tudo isso e por todas as leituras que havemos de partilhar cá vai um PARABÉNS e um beijinho enorme, Cati.**

** pois que o blog é meu e faço uma pausa nas leituras para te dar os parabéns que eu bem sei que volta e meia vens cá dar vista de olhos. 
publicado por Patrícia às 18:34 link do post
11 de Março de 2012


Este é o início da história contada na The black Magician Trilogy. Como tinha gostado bastante da trilogia e me estava a apetecer ler um bocadinho de fantasia (e não gosto da maioria da fantasia que anda pelas livrarias actualmente) resolvi voltar a esta história. 
Esta é a história de Tessia, a menina curandeira (e que não pertence à aristocracia) de Kyralia, que descobre ser uma "natural" e que se torna aprendiza de Lord Dakon, um mágico cujos valores e honra são impressionantes. É a história de uma guerra entre dois povos vizinhos com culturas tão diferentes que se torna mais uma guerra de valores do que outra coisa.
O problema deste livro é que parece ter sido escrito para  "encher chouriços", ou seja, para aproveitar o filão que foi a Black Magician Trilogy. Não houve grandes novidades e para além de uma partilha de um segredo e de uma descoberta mágica, o livro acaba apenas por contar como os mágicos se preparavam para batalhas, como as travavam (boring) e como o Lord Dakon e Jayan eram tão íntegros. E como Tessia era boa curandeira. Mas o engraçado é que esta história tinha tudo para ser super interessante (num nível muito YA, com ênfase para o young) e conquistar , pelo menos parte dos fãs de Harry Potter, mas foi muito mal aproveitada.
Quando li a Black Magician Trilogy achei muito interessante que tivesse sido escrita antes do Harry Potter. Mas ao contrário de J.K. Rowling, parece-me que Trudi Canavan não soube construir uma história e cingir-se a ela. Tal como Julier Marilier está a explorar demasiado um filão e arrisca-se a destruir parte do que construiu. 
Enfim, lê-se mas com alguma dificuldade. 
publicado por Patrícia às 22:29 link do post
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