Ler por aí
 
23 de Fevereiro de 2012


A while ago, I interviewed my readers for a change, and my final question was, “What question have I NOT asked at BTT that you’d love me to ask?” I got some great responses and will be picking out some of the questions from time to time to ask the rest of you. Like now.
Yvonne asks:
What do you look for when reading a book blog? Does the blogger have to read the same genre? Do you like reviews? Personal posts? Memes? Giveaways? What attracts you to a book blog?
And–what are your favorite book blogs?



Há muito tempo que deixei de responder às perguntas do Booking Through Thursday por ter começado a achar as perguntas um pouco repetitivas. Continuo no entanto a acompanhar este blog e as respostas às perguntas semanais nos blogs que sigo. Achei que esta semana era interessante voltar a responder.

Desde que utilizo o Google reader é muito fácil seguir os imensos blogs de livros que conheço. Por norma adiciono todos os blogs de livros que encontro e a seleção a sério faço mais tarde. Optei por ir acrescentando os blogs de livros à lista aqui ao lado sem fazer qualquer seleção por considerar que é interessante para quem chega aqui descobrir novos lugares e opiniões.
No Google reader a seleção é um pouco mais restritiva.
Num blog de livros gosto especialmente de ler opiniões. Saber se gostaram do tipo de escrita, das personagens, das histórias, as partes positivas e as partes negativas. Uma opinião onde conste apenas o resumo do livro (às vezes completamente dispensável) e um “gostei” não é, de todo, o que procuro.
Gosto de ler sobre livros em geral. Gosto de reflexões sobre temas interessantes (claro que o “interessante” é muito relativo).
Embirro com passatempos e acho que apenas participei num há alguns anos. Eu sei que para muita gente a possibilidade de ganhar um livro é importante e interessante. Para mim o problema é a forma como os passatempos, invariavelmente, decorrem: duas ou três perguntas que implicam ir aos sites dos autores/editoras e ultimamente uns like no FB. E o vencedor é decidido de forma aleatória. Acharia mais piada se os vencedores fossem escolhidos de outra forma. Contos, frases ou coisa assim, por exemplo. Enfim qualquer coisa que implicasse algum género de talento.
Pior que os passatempos são as divulgações. As divulgações são o principal motivo para deixar de ler um blog e simplesmente retirá-lo do Google reader. Não tenho a menor paciência para os inúmeros posts iguais em todos os blogs.
Acredito que pensem que escrevo isto por “dor de cotovelo” por não ter nenhuma parceria com editoras. Enganam-se. Não tenho parcerias e não as quero ter. Nunca procurei nenhuma e mesmo que alguma me fosse proposta não quereria porque não tenho qualquer intenção de ter o meu blog transformado numa agência de publicidade.
Gostos de desafios. Gostei imenso de ter participado num desafio de 45 dias no ano passado. Infelizmente tive alguns problemas porque houve quem achou que eu fiz batota e que fui displicente nas respostas, fui acusada de estar a gozar a situação. Mas aprendi a lição: desafios desse género, nunca mais. Gosto no entanto de os ler e seguir nos outros blogs.
Agradeço os selos e afins que já me atribuiriam. Sinceramente é agradável ser lembrada. Mas prefiro um comentário assertivo. Prefiro um feedback em relação a uma opinião que tenha escrito, prefiro uma sugestão de leitura. É certo que a razão de ter este blog é registar, mais para mim que para os outros, a opinião que tenho em relação a cada livro que leio mas é sempre agradável saber que alguém lê e gosta do que escrevo.
Gosto de ter feedback dos comentários que faço nos blogs. Essa é a razão de tentar não deixar um comentário sem resposta. Na maioria das vezes volto um ou dois dias depois para ver se houve algum feedback. Raramente isso acontece e fico sempre com a sensação de que o/a dona do blog não lê o que eu escrevi. Mas eu sei que a comunidade “blogosférica” é bastante fechada...
Os meus blogs de livros favoritos (vou fazer batota, porque vou considerar também blogs literários na verdadeira aceção da palavra) … Tenho que destacar o Horas extraordinárias e O Tempo Contado. Num outro nível o A livreira Anarquista é único e absolutamente delicioso. Tenho um especial carinho por três book blogs: O Estante de livros foi para mim um dos pontos de partida para outros blogs e deu-me imensas sugestões de boas leituras, tal como o nlivros e o Quero um livro. Não posso deixar de referir o Pereira’s book’s. A Maria foi a única blogger com quem já tive um contacto mais pessoal. Até trocámos um livro. Continuo a achar que eu fiquei melhor no “negócio”, Maria!
publicado por Patrícia às 19:17 link do post
21 de Fevereiro de 2012


Assim que a I. me ofereceu este livro fiquei cheia de curiosidade para o começar a ler. Nunca tinha lido nenhum livro sobre a bomba nuclear de Nagasáqui e achei que já era hora de colmatar essa falha. Mas a verdade é que este livro não é sobre a bomba atómica.
A personagem principal desta história é Hiroko, uma japonesa que perde o noivo Konrad aquando do lançamento da bomba atómica em Nagasáqui. Hiroko não sai incólume desta tragédia e transporta consigo as inevitáveis marcas físicas e psicológicas.
Um dos saltos temporais desta narrativa leva-nos até à India (Deli) de 1947. É aqui que a vida pós-bomba de Hiroko começa realmente.
É a primeira vez que leio um livro de Kamila Shamsie e fiquei agradavelmente surpreendida pela qualidade da escrita (linda) e pelo tom poético do livro. Foi um dos pontos mais positivos desta leitura. Apesar de pensar que ia ler um livro sobre as consequências do lançamento da bomba atómica em Nagasáqui acabei por ler um livro que conta uma história completamente diferente. É certo que as consequências da bomba estão presentes ao longo de todas as páginas do livro mas parece-me que são mais as consequências da diferença, da mistura de culturas, do racismo, da intolerância religiosa que marcam de forma irreparável a vida desta mulher. Do Japão aos Estados Unidos, passando pela India, Paquistão e Afeganistão conhecemos as pessoas que rodeiam Hiroko. O marido Sajjad, que projeta no filho os seus próprios sonhos. Ilse, a amiga, quase cunhada, que não consegue desprender-se totalmente dos ideais com os quais foi educada mas que pela força da amizade os supera e se supera. Henry, que vive uma vida dupla. Raza, que nunca se vai perdoar por ter sido tolo e inocente. Kim, que  é a minha personagem favorita. Porque ela é aquilo que somos (quase) todos mas que apregoamos não ser. Leal, mas apenas à sua maneira. Corajosa. Fraca. Parcial. Kim é o retrato do ocidente, o pior de todos. E é a minha personagem favorita porque cada vez que me lembrar dele lembrar-me-ei do que os fins não justificam os meios, de que as boas intenções não são o suficiente, de que cada ação tem uma consequência.
Confesso que fiquei um bocadinho abananada com este livro. Mas que gostei muito de o ler.
publicado por Patrícia às 18:52 link do post
15 de Fevereiro de 2012

Está muito na moda, blogosfericamente* falando, estabelecer um número de livros a ler num determinado período de tempo. Geralmente 1 ano. O número aceitável varia de leitor para leitor mas, do que tenho visto, situa-se entre os 20 e os 100 livros/ano.
Não vou comentar este género de desafio, nem o meu espanto sobre como é possível incluir na mesma malga livros enormes (falemos, por exemplo de um “Pilares da terra”, um dos livros da moda) e livros infantis. Adiante.
Quero escrever mesmo sobre a quantidade de livros que tenho para ler, que gostava de ler, que sinto ter um dia que ler. Às vezes olho para a minha estante (em minha casa só tenho uma, os livros que lá não cabem vão viver para a casa da minha mãe) e questiono-me quando vou ter tempo para ler os livros que ainda não li.
Leio bastante, ando sempre com um livro comigo, mas não leio muito (pelo menos em quantidade). Alturas da minha vida houve em que lia livros atrás de livros, mas eram livros de outro género, bem mais fáceis de ler. Hoje falta-me o tempo para isso. E às vezes a vontade. E não acho isso mau. Ler é e deve ser sempre um prazer, pelo que a quantidade não me interessa, mas sim a qualidade.
Mas o que me angustia (sim os livros dão-me para o sentimentalismo) é a certeza de que nunca vou ter tempo para ler todos os livros que são importantes. E se “aquele” livro me escapa?

*adoro inventar palavras
publicado por Patrícia às 12:24 link do post
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