Ler por aí
 
30 de Janeiro de 2011

What’s the largest, thickest, heaviest book you ever read? Was it because you had to? For pleasure? For school?


Acho que foi o "Os Pilares da Terra", de Ken Follett (em apenas 1 volume). Foi uma oferta da minha mãe quando fiz 17 anos e foi uma surpresa vê-lo novamente editado (agora em 2 volumes) passado tantos anos.
Mas se pensar numa história em vários volumes terei que corrigir e dizer que os 7 volumes de "O primeiro Homem de Roma" de Colleen McCullough bateram todos os outros livros que li (em termos de volume e peso) aos pontos.

publicado por Patrícia às 13:26 link do post
29 de Janeiro de 2011


O Tigre Branco arrebatou por unanimidade o Man Prémio Booker Prize de 2008, um dos mais prestigiados galardões literários a nível mundial. Ainda antes da sua nomeação para o prémio, O Tigre Branco era já apontado como um dos melhores romances do ano e Aravinda Adiga como uma grande revelação e um extraordinário romancista. A shortlist para o Booker era composta por candidatos muito fortes, muito embora O Tigre Branco tenha conquistado o júri a uma só voz. Romance de estreia, entrou de imediato nas preferências dos críticos, que o classificaram como "uma estreia brilhante e extraordinária". O livro revela uma Índia ainda muito pouco explorada pela ficção, a Índia negra, violenta e exuberante das desigualdades socioculturais. Toda a obra é uma longa carta dirigida ao Primeiro-Ministro chinês, escrita ao longo de sete noites. O autor da carta apresenta-se como o tigre branco do título, e auto-denomina-se um "empreendedor social". Descrevendo a sua notável ascensão de pobre aldeão a empresário e empreendedor social, o autor da carta, Balram, acaba por fazer uma denúncia mordaz das injustiças e peculiaridades da sociedade indiana. Fica assim feito o retrato de uma sociedade brutal, impiedosa, em que as injustiças se perpetuam geração após geração, como uma ladainha que se entoa incessantemente ao ritmo de uma roda de orações. São muito poucos os animais que conseguem abrir um buraco na vedação e escapar ao destino do cárcere eterno. O Tigre Branco é um deles.


Este livro fez-me companhia numa viagem a Paris. Escolho os livros que levo para as minhas viagens com base no tamanho (depende dos dias que vou ficar lá fora) e pela qualidade (a expectável, pelo menos). E com este livro tudo correu bem. Comecei a lê-lo do avião rumo à cidade da luz e terminei-o no regresso a casa. 
O livro é muito, muito bom. É divertido, sério, mordaz, triste, acutilante de muitas formas.
Balram, ao longo de 7 noites, conta a sua história e vida enquanto explica as duas faces da India, a da luz e a da escuridão, ao primeiro ministro chinês. Por carta.
não vou contar a história porque não quero estragar a leitura a ninguém, mas posso dizer que é a história de um self-made man, de uma escalada social num país onde isso é praticamente impossível.
Balram viaja entre a inocência e a não inocência ao longo deste livro e nós acompanhamo-lo, às vezes com um sorriso outras com uma gargalhada mas principalmente com um misto entre incredulidade e vergonha.




Há tanto tempo que não lia um livro  assim, daqueles que nunca vou esquecer.



publicado por Patrícia às 20:31 link do post
21 de Janeiro de 2011


Ele conhece-a há uma eternidade e, contudo, ela nunca o viu. É como se fosse invisível para a mulher que ama. Mas ele vê-a a ela: o cabelo; a boca; o rosto pequeno e pálido; o casaco vermelho-vivo na neblina matinal, como algo saído de um conto de fadas.

Até agora, ele nunca se apaixonou. Assusta-o um pouco: a intensidade dessa emoção, a maneira como o rosto dela se intromete nos seus pensamentos, a maneira como os seus dedos traçam o nome dela, a maneira como tudo, de algum modo, conspira para que ela nunca lhe saia da cabeça…

Ela não sabe de nada, claro. Tem um ar muito inocente, com o seu casaco vermelho e o seu cesto. Mas por vezes os maus não se vestem de preto e por vezes uma menina perdida na floresta é bem capaz de fazer frente ao lobo mau…


Desta escritora já li o “Chocolate” e o “Cinco quartos de Laranja”, ambos romances “bonitos”. Talvez “bonitos” não seja o adjectivo mais adequado para caracterizar um livro, mas a minha ideia aqui é realçar o lado “claro, leve e positivo” das histórias desta escritora. Este “ O rapaz dos olhos azuis” é completamente diferente destes outros livros.
Uma das qualidades que não desaparece neste livro é o apelo aos sentidos que já se tornou marca da autora . Aqui é o cheiro e a cor que marcam presença. A tudo se associa um cheiro e uma cor (e às cores, cheiros, texturas).
Mas, e mesmo sendo o azul a cor predominante, é um livro absolutamente negro, “dark”.
Por uma vez a sinopse não ajuda em nada a perceber o livro. Aliás a sinopse leva a enganos. Este é um thriller psicológico em que nada é o parece, ninguém é culpado ou inocente e a realidade e ficção estão de tal forma entrelaçadas que é impossível separá-las.
O livro está escrito sob a forma de entradas de um webjournal num forúm ou coisa parecida (badboysrocks) escritos por Blueyedboy e Albertine, duas personagens (reais? Puramente fictícias?) com um passado, algo sinistro, em comum. A história é contada sob a forma de histórias que podem ser ou não reais. Confuso? Experimentem ler o livro e vão perceber o que é realmente a confusão. Quem escreve o que? Quem é a vitima e quem é o assassino? Quem é Emily, Jenny ou mesmo B.B?

Resumindo: é bom, diferente e recomendo. Mas leiam de mente aberta, ok?




publicado por Patrícia às 14:40 link do post
19 de Janeiro de 2011

Encontrei este blog (Booking Through Thursday) através do Estante de livros e resolvi aderir. A ideia é responder a uma questão sobre livros todas as quintas-feiras. Avho que vou aderir... esta foi a questão da quinta-feira passada:


Do you remember the first book you bought for yourself? Or the first book you checked out of the library? What was it and why did you choose it?


Não me lembro. Principalmente porque sempre me lembro de ir à biblioteca buscar livros. Primeiro foi à biblioteca itenerante que ia à minha aldeia 2 vezes por mês. Depois à biblioteca das escolas que frequentei. Hoje, infelizmente, a biblioteca da minha terra não tem horários compativeis com os meus, pelo que para minha tristeza só lá fui uma vez... e dei com o nariz na porta.
A compra que mais me marcou foi um livro da Marion Zimmer Bradley, o Salto Mortal, que comprei aos 17 anos no dia em que comecei a universidade. Estava longe de todos os meus amigos e familia, a partilhar casa com uma miúda que não conhecia de parte nenhuma e achei que o ideal era ir à livraria e comprar o maior livro daquela que se tornou a minha escritora favorita. Dela já tinha lido as Brumas de Avalon e tinha adorado. O Salto Mortal é um livro brutal que li e reli vezes sem conta, que emprestei e não me foi devolvido e que comprei novamente.
publicado por Patrícia às 10:22 link do post
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