Ler por aí
 
26 de Novembro de 2010


"Aprender a Rezar na Era da Técnica" de Gonçalo M. Tavares deu-lhe o prémio para melhor livro estrangeiro publicado em França em 2010.
Ainda não li nada deste escritor, mas pelas criticas (que o comparam a Saramago) e pela espreitadela que dei a um livro dele ontem, fiquei curiosa e com vontade de o ler.

**afinal o M. é de quê?
publicado por Patrícia às 11:44 link do post
16 de Novembro de 2010

Sinopse

Nas noites trágicas, geladas, visitadas pelo espectro da fome e arquejantes, sacudidas pela violência da tuberculose, Frank conhece, na intimidade, a impiedade da miséria. Cresce nos bairros pobres, apinhados, de Limerick, na Irlanda dos anos 40, exangue pela guerra civil, carente de sustento material e intelectual; cresce à mercê da crueldade, da insensatez, do adormecimento negligente que transforma cada dia de um quotidiano dramático numa cruzada contra a morte. Frank McCourt revisita a criança que foi com uma vitalidade contangiante, e a sua voz lírica, plena de uma energia rara, de musicalidade, de humor, profere as suas memórias numa prosa impetuosa, pictórica, sagaz, com a graça narrativa dos grandes romances. Uma obra que comove e deslumbra pela sua beleza, pela sensibilidade que supera o sofrimento e o rancor e torna-se matéria-prima de uma narrativa sobre o amor e o crescimento. "Prémio Pulitzer" de 1997.



Tenho alguma dificuldade em escrever algo sobre este livro. Não há nada que possa ser dito que se aproxime, nem que seja um bocadinho, do que é este livro. Segundo a C. (mais uma vez obrigada por me teres emprestado este livrito, adorei) ao lê-lo, sente-se o “cheiro a bolor e os ossos geladinhos”. Eu acrescento que, para mim, este livro tem cor, é um livro escrito a sépia, em tons de castanho. É muito gráfico. Lendo vejo imagens.
É dos livros mais tristes que já li.
Frank McCourt conta-nos, na primeira pessoa, o que foi ser criança e miserável na Irlanda dos anos 40. Filho de pai alcoólico e mãe, no mínimo, negligente, é o mais velho de vários irmãos (alguns acabam por não sobreviver a tanta miséria) e tem por principal obrigação sobreviver, o que implica muitas vezes arranjar comida para si e para os irmãos.
Numa Irlanda ainda à sombra da guerra com os Ingleses, extremamente religiosa (e com as consequentes “birras” entre católicos e protestantes), onde a solidariedade não existe, onde a diferença de classes é intransponível, um menino que gosta de ler e tem o azar de não ter nada nem ninguém que cuide dele cresce como pode, com pouca comida, com pouca roupa, com menos afecto ainda, com o medo de ir para o inferno (a noção de pecado é impressionante neste livro) e é por si próprio que encontra o caminho para fora dali, daquela vida.
Este é um livro que nos envergonha do ser humano e nos faz sentir orgulho de algumas pessoas.
publicado por Patrícia às 11:48 link do post
09 de Novembro de 2010

Esta é uma história familiar contada por Bernadette, uma de 4 irmãs (cada uma com nomes com dois tt), que cresceu, correndo os caminhos de Portugal com os pais, saltibancos profissionais que tanto apresentavam espectáculos de Almeida Garret como um espectáculo em que Marinela parecia morta, mas não estava....
É um livro que oscila entre o dramático e o divertido, entre o cruel e o inocente. Uma história simples, muito bem contada e que nos mostra uma realidade louca desde os anos 40.
Gosto dos livros da Rosa Lobato Faria e se algo lhes tenho a apontar é que por vezes a história sabe a pouco. Há temas secundários que mereciam ser mais explorados, acontecimentos que passam de corrida e aos quais não é dada a importância que eu achava que deviam ter. Mas esta simplicidade é também a grande magia destes livros.
publicado por Patrícia às 17:32 link do post
01 de Novembro de 2010


 

 

Pedro escolheu a Paixão. Uma e outra vez. Foi Pedro, o Cru, no séc XIV, apaixonado por D.Inês de Castro a quem fez rainha. Foi Pedro, pintor, gestor ou simplesmente louco, no séc. XX enfeitiçado por Inês, da familia dos Castros. Foi Pedro, no inicio do sec. XXII, um ípsilon desde sempre enamorado de Inês, uma xix.

Três histórias de amor, que se entrelaçam, produto da mente louca de Pedro, que num hospício (no início do séc.XXI) nos conta a sua história. Uma e outra vez a história se repete, passado, presente e futuro, como uma roda que não pára de girar.

Baseada na lenda de Pedro e Inês, o "nosso" amor mais trágico, esta história conta-nos uma e outra vez  a tragédia das paixões proibidas, o poder do amor, a loucura nasce que de uma paixão sadicamente interrompida. Apesar de não nos trazer nada de novo é bastante interessante ler novamente estas histórias.

Uma chamada de atenção para o futuro. Rosa Lobato Faria apresenta-nos um séc XXII bastante interessante, mas onde o Homem continua igual a si próprio.
publicado por Patrícia às 09:13 link do post
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