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Ler por aí

Ler por aí

é isto mesmo!


E agora nas palavras de Oscar Wilde

 Não somos. Geralmente achamos que somos especiais e que o mundo gira à nossa volta. Também não sabemos muito bem aquilo que somos na realidade. Depende do dia. Ou da hora. Do minuto, vá. Somos queridas, somos vingativas, somos sexys, somos infantis, somos adoráveis, somos detestáveis, somos perigosas, somos preocupadas, somos atentas, somos distraídas, somos um espectáculo, somos insuportáveis, somos decididas, somos completamente perdidas da cabeça, somos impecáveis, somos doidas, somos apaixonadas, somos maternais, somos independentes, somos inconstantes, somos aventureiras, somos temerárias, somos precipitadas, somos alegres, somos mariquinhas, somos felizes, somos profundamente infelizes sem qualquer razão aparente, somos gordas quando todos nos acham magras, somos baralhaditas emocionalmente, somos inesquecíveis, somos sonhadoras, somos focadas e arrebatadoras. Mas se há coisa que não somos, é normais. Isso seria demasiado banal e redutor. E somos tão mais do que isso.

o texto é da Belota

Ser gente

O resgate dos mineiros chilenos foi de filme. Correu maravilhosamente bem e é um exemplo em termos técnicos, sociais, humanos e políticos. Mas há algo que me tem impressionado mais.
Li, há muitos anos, o clássico “O deus das moscas” de William Golding. Não gostei. Mas lembrei-me dele imensas vezes ao longo dos últimos tempos por causa dos mineiros Chilenos.
No livro as criancinhas, numa situação extrema, mostram o pior e o melhor que tem a humanidade. E no livro o mau é mesmo muito mau. Felizmente neste caso, o bom foi mesmo muito bom.
Numa situação extrema, em que 33 homens estavam enterrados vivos sem terem (durante os primeiros dias) a certeza de que haveria alguém a tentar salvá-los, tendo apenas a esperança de que alguém acreditasse que eles podiam ser salvos, tendo que racionar a comida e a bebida por sabe-se lá quanto tempo, eles conseguiram ser gente, no melhor sentido da palavra e, para além de se manterem vivos, apoiaram-se e mantiveram-se unidos.
Não querendo entrar em análises (até porque me falta o conhecimento para tal) individuais a cada um dos mineiros, acho que o/os lideres que forma feitos lá dentro e naqueles momento, estão de parabéns e são o exemplo melhor (e maior) do melhor que somos.

A manopla de Karasthan, de Filipe Faria


Acho que a primeira coisa que tenho a dizer sobre este livro é que ele foi escrito por um miúdo de 16 anos. Por isso é fantástico. Toda e qualquer outra critica que faça ao livro perde a força perante o facto de isto ter sido imaginado e posto no papel por um miúdo de 16 anos.
Posto isto: não gostei. Na realidade foi-me penoso ler este livro até ao fim. A história não me agarrou, as personagens não fazem grande sentido e a história é demasiado rebuscada, demasiado explorada nalguns pontos e demasiado pouco noutros. Mas basta-me pensar que o puto escreveu isto aos 16 anos e penso que ele se fará um grande escritor do fantástico.
É importante dizer que eu não sou fã de Tolkien e depois de ler o Senhor do anéis pensei "até que enfim que acabou", não sou fã nem sequer dos filmes que só vi em DVD numa célebre maratona de cinema em casa de uma amiga. Este género de sagas não me desperta grande interesse.
E um livro que acaba mas não acaba, nem tem previsões de acabar (o sétimo e supostamente derradeiro livro ainda não está publicado) não me agrada por aí além.
Desta vez acho que não vou continuar com a saga. acho que prefiro dar uma nova hipótese a este escritor quando ele escrever um livro que não tenha nada a ver com estas Crónicas de Allarya (e sim, eu sei que ele já escreveu pelo menos 1 conto entretanto).

Judeu 2357, de Vasco Ribeiro

Quando um homem é reduzido a um número, o que resta da sua humanidade?

As portas abriram-se. Primeiro os mortos, depois os loucos e por fim, nós, os tristes, que a todo o custo queríamos ficar vivos. Pareciámos formigas que seguem sempre a que está à frente. Dei um punhado de passos e já me encontrava noutro vagão. Toda a gente falava em Theresienstadt, talvez a nossa última morada. Num acto de desespero, pessoas, agrediam os guardas só para morrerem, pois não aguentavam mais aquela loucura.

Eis um livro que está quase, quase a chegar às livrarias. O primeiro deste escritor. Ainda voltarei a este livro aqui blog para uma opinião mais personalizada, para uma critica "à séria". Já o li, em versão conto e em versão um pouco mais alargada mas ainda não li a versão final, a versão livro.
Mas não posso deixar de fazer um pouco de publicidade a este "Judeu 2357", um livro improvável (ou nem tanto) para quem conhece o Vasco. Um tema difícil, mas interessante.
Garanto-vos que se lê bem.

Nobel da Literatura

Mário Vargas Llosa é o mais Nobel da literatura. Parabéns!
(agora tenho mesmo que ler o livro que está aqui ao lado do "a ler"... é que entretanto tenho estado em luta com o Arquipélago da insónia do Lobo Antunes- que não me há-de vencer- e o A Manopla de Karasthan do Filipe Faria).