Ler por aí
 
19 de Setembro de 2010

publicado por Patrícia às 20:00 link do post
18 de Setembro de 2010



Muito, muito bom. Li no original (Obrigada C. , como sempre só me ofereces bons livros :) ) e apesar das dificuldades (o meu espanhol é, na melhor das hipóteses, medíocre) não levei muito tempo a lê-lo. E isso diz muito.
Não é necessário falar da qualidade da escrita deste escritor que me consegue arrastar para o mundo que cria. Este "Marina" não é novo. É anterior ao "A sombra do vento" e posterior aos que constam da "Trilogía de la Niebla". Já li num blog que vai estar disponível em Português no final de Setembro e que custará 18.85€. Desengane-se quem espera algo do género da Sombra do Vento ou do "Jogo do anjo".
Segundo o autor este livro é ainda,  tal como os 3 anteriores, um livro para jovens. Os livros "para jovens" do Carlos Ruiz Zafón são bastante negros, sendo este aquele que mais gostei talvez porque o fantástico aqui, apesar de existir, não é tão marcante como na Tilogía de la Niebla.

Óscar Drai é um miúdo de 15 anos que vive num internato em Barcelona e que conhece Marina e seu pai Gérman. É pela mão de Marina que se envolve numa história de mistério e morte, onde o passado se mistura com o presente.
Em "Marina" conhecemos a história de três amores. Óscar e Marina, Gérman e Kirsten, Mijail Kolvenik e Eva Irinova. Histórias de amor e morte.

"Marina me dijo una vez que sólo recordamos lo que nunca sucedió"
publicado por Patrícia às 22:21 link do post
15 de Setembro de 2010


Um livro surpreendente, este. Li-o num estantinho e, sendo o primeiro livro do Rui Zink que li, fiquei bastante agradada.
Com este livro aconteceu-me algo que há muito não acontecia: a história deu uma reviravolta que eu não estava, de todo, à espera. E isso não é muito habitual num livro e é muito positivo.
A história é simples: um turista, que escolheu chamar-se Greg, vai de férias. Objectivo primeiro: morrer. É portanto lógico que opte por ir de férias para um cenário de guerra, um sítio perigoso, onde a probabilidade de apanhar com uma bala perdida, ser raptado ou ser vítima de um ataque terrorista, seja grande. Porque ele não tem nenhuma intenção de regressar a casa e à mulher. Temos portanto um suicida em potência, casado, que se sente como peixe na água perto do perigo.
É quase inevitável imaginarmos que a narrativa se passa no Iraque, no Afeganistão ou em qualquer outro daqueles países que são notícia nos jornais pelas piores razões. E é inevitável perguntarmo-nos o que leva Greg a querer morrer
E não pude deixar de me lembrar que alguns dos nossos jovens se ofereceram para ir para a guerra (do ultramar, principalmente) após um desgosto de amor ou sob o desespero de dificuldades económicas.
Mas, a meio do livro, tudo o que julgava saber veio a revelar-se errado. E mais não digo, a não ser que o que parece, nem sempre é.
Acho que o autor nos tenta fazer pensar no futuro da Humanidade, nas escolhas que se fazem e nas consequências das escolhas dos outros em cada um de nós. O livro apresenta-nos um mundo ao contrário, onde a desumanização é uma realidade.
Duas últimas questões: o que/quem estamos dispostos a sacrificar em suposto beneficio da nossa sociedade? E se formos nós a ser sacrificados?
publicado por Patrícia às 12:07 link do post
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02 de Setembro de 2010


Tenho estado de férias e as leituras têm sido poucas. Uns jornais e pouco mais. A isso ajudou o facto de ter escolhido para livro de férias o "Arquipélago da insónia" de António Lobo Antunes. Achava eu ter uma grave lacuna enquanto leitora por nunca ter lido nada do senhor. Mudei de opinião. Sim, porque continuo a não ter lido nenhum livro do senhor. Para compensar li 3 vezes o primeiro capítulo e senti-me burra. Não há outra palavra para descrever o que senti ao ler "aquilo".
Tal como o Saramago, António Lobo Antunes parece pertencer ao grupo de escritores autorizados escrever com uma certa liberdade literária. Ao contrário do que acontece com Saramago, é difícil perceber o que este escreve. As frases fazem pausa numa determinada linha para voltar a dar um ar de sua graça no parágrafo seguinte. Ou então desaparecem para sempre (ou eu não consegui encontrar o seguimento).

Acredito, dado o facto deste ser um conceituado escritor, que o problema seja meu. Não faço parte da elite que lê, gosta e, principalmente, percebe os livros do senhor.

Então resolvi ler o Marina, de Carlos Ruiz Zafón. É em espanhol, mas percebo-o muito melhor.

publicado por Patrícia às 22:12 link do post
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