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Ler por aí

Ler por aí

23 de Abril, dia do Livro

Quem me conhece ou quem lê estes blogs sabe bem que eu sou uma viciada em livros. Gosto de ler. Sou capaz de ler o mesmo livro inúmeras vezes apenas porque sim. Gosto de entrar em livrarias. Gosto de livros novos e velhos. Livros de histórias e livros com história. Gosto de trocar livros com amigos (cati, não me esqueci dos teus livrinhos, va benne?), de trocar opiniões sobre eles. Gosto de me perder num livro.

Não gosto de livros às metades, de histórias inacabadas, dos preços dos livros, de perder um livro. Não gosto de sair das livrarias de mãos a abanar, mas é o que acontece na maioria das vezes.

Gosto de livros em papel, mas sou menina para me habituar a um e-book se o preço for convidativo e se tiver um ipad ou coisa do género. Gosto de ler em Português, em Inglês e estou a fazer uma incursão pelo espanhol.

Tenho um blog só dedicado aos livros chamado “Os livro do… Histórias “ porque a determinada altura decidi separar as águas, o “Histórias” é generalista e o outro temático.

O primeiro livro a sério que li foi “A pousada do anjo da guarda”, da condessa de Ségur a que se seguiram os livros dos Cinco, Sete, Colégio das quatro torres, Patrícia, Hardy, Nancy e afins. Passei pela fase “Filhos da droga” depois mergulhei no fantástico pela mão de “As brumas de Avalon” que nos meus 16 anos me deu uma semana sem dormir decentemente. A mania do fantástico ficou juntamente com a onda “Egipto” onde Christian Jacq era o rei. O romance histórico continua a ter um lugar especial no meu coração, assim como a fantasia, mas a verdade é que leio tudo…

Ah, já me esquecia… passei pela fase “realidade” onde lia tudo o que havia no mercado sobre nazismo, as mulheres e o Islão e outras histórias de fazer chorar as pedras da calçada. O engraçado é que o único livro que me fazia chorar compulsivamente (vá, não era assim tanto) chamava-se “o juiz tinha um filho” e não faço a mais pequena ideia do autor. Nunca percebi que aquela história me angustiava deveras ou se seria alergia, mas a verdade é que muita lagrimazinha deitei à conta do filho do Juiz.

Actualmente estou a ler mais um livros do grande Carlos Ruiz Safón (para quem não conhece aconselha-se “A Sombra do Vento” e “O jogo do anjo”) em espanhol chamado “La Trilogía da la Niebla”…

Ora para todos, boas leituras e que hoje os livros sejam acarinhados, ok?

A saga das pedras mágicas, volumes I, II e III de Sandra Carvalho


Há poucos escritores Portugueses a escrever fantasia. Sandra Carvalho é uma delas com a sua “Saga das pedras mágicas”. Li estes três primeiros volumes há imenso tempo, mais ou menos na altura em que foram publicados. Na altura li-os mas não os achei grande coisa. A história pareceu-me demasiado parecida com outras histórias de fantasia. Comparar Sandra Carvalho e Juliet Marillier pode parecer uma injustiça mas tornou-se inevitável: as histórias de Catelyn e de Sorcha têm demasiados pontos em comum. E eu gosto muito da Shorcha. Então e acho que só por causa disso não gosto tanto da Catelyn. Depois, e porque cheguei ao meu limite com histórias inacabadas parei de comprar os livros desta saga.



Agora e depois de ouvir falar do sexto livro da série e porque me apeteceu regressar à fantasia, fui lê-los novamente. E desta vez gostei mais. No livro, conhecemos Catelyn e os irmãos. Foi aqui que me irritou um bocadinho a história: sete irmãos, uma mãe que morre e é substituída pela bruxa má, a nossa heroína sem saber ler nem escrever é a única capaz de vencer a bruxa e pronto… temos uma nova cinderela que se apaixona pelo seu captor (síndrome de Estocolmo, certo?) que afinal é bonzinho e honrado e tudo. Mais uma vez, qual Sorcha, a nossa Catelyn também fica sem voz e não consegue explicar muito bem quem é ali naquela terra distante. Depois disto a história ganha vida própria e consegue cativar. Catelyn e o seu guerreiro lobo têm um destino a cumprir. No terceiro volume a história para a ser a da filha de Catelyn, Edwina. Esta personagem, rainha do sol, tem como destino lutar com Edwin, que está a ser treinado pelo herdeiro da lágrima da lua. Claro que o destino faz das suas e entre os dois é forjada uma relação muito mais forte do que a educação, os treinos a que estão sujeitos e que qualquer profecia. Ficam para os próximos livros as histórias de Freya e da Loba prateada (Espero que não seja parecida à da Liadan….) e o desfecho desta luta entre o sol e as trevas.