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Ler por aí

Ler por aí

Heir of Sevenwaters, de Juliet Marillier



Sinopse



"Os chefes de clã de Sevenwaters são há muito guardiões de uma vasta e misteriosa floresta, um dos últimos refúgios dos Tuatha De Danann, as Criaturas Encantadas que povoam as velhas lendas. Aí, homens e habitantes do Outro Mundo coabitam lado a lado, separados pelo finíssimo véu que divide os dois reinos e unidos por uma cautelosa confiança mútua. Até à Primavera em Lady Aisling de Sevenwaters descobre que está grávida e tudo se transforma. Clodagh teme o pior, uma vez que Aisling já passou há muito tempo a idade segura para conceber uma criança. O pai de Clodagh, Lorde Sean de Sevenwaters, depara-se com as suas próprias dificuldades, vendo a rivalidade entre clãs vizinhos ameaçar fronteiras do seu território. Quando Aisling dá à luz um filho varão - o novo herdeiro de Sevenwaters - Clodagh é incumbida de cuidar da criança durante a convalescença da mãe. A felicidade da família cedo se converte em pesadelo quando o bebé desaparece do quarto e uma coisa não natural é deixada no seu lugar. Para reclamar o irmão de volta, Clodagh terá de entrar nesse reino de sombras que é o Outro Mundo e confrontar o poderoso príncipe que o rege. Acompanhada nesta missão por um guerreiro que não é exactamente o que parece, Clodagh verá a sua coragem posta à prova até ao limite da resistência. A recompensa, porém, talvez supere os seus sonhos mais audazes..."


Clodagh e Cathal estão no centro de mais uma aventura pelas florestas de Sevenwater e do Outro Mundo. Foi bom re-encontrar as personagens já conhecidas, mas confesso que soube a pouco. Depois das aventuras de Sorcha, Liadan e Fainne esta história foi demasiado leve, sem me conseguir envolver muito. Um final previsível, sem surpresas de maior.


Não é um dos melhores livros de fantasia que já li, apesar disso foi interessante q.b.!


Ao contrário de todos os outros livros desta escritora, li este na língua original. E ao contrário do que geralmente acontece isso não foi muito bom. Estou muito habituada à tradução e este tipo de literatura tem expressões muito específicas, pelo que a leitura nem sempre foi muito fluida.

O Regresso, de Victoria Hislop



Sinopse

Cativante e profundamente comovente, o segundo romance de Victoria Hislop é tão inspirador como o seu romance de estreia e bestseller internacional, A Ilha.

Nas ruas calcetadas de Granada, sob as majestosas torres do Alhambra, ecoam música e segredos. Sónia Cameron não sabe nada sobre o passado chocante da cidade; ela está lá para dançar. Mas num café sossegado, uma conversa casual e uma colecção intrigante de fotografias antigas despertam a sua atenção para a história extraordinária da devastadora Guerra Civil Espanhola.

Setenta anos antes, o café era a casa da unida família Ramirez. Em 1936, um golpe militar liderado por Franco destrói a frágil paz do país, e no coração de Granada a família testemunha as maiores atrocidades do conflito. Divididos pela política e pela tragédia, todos têm de tomar uma posição, travando uma batalha pessoal enquanto a Espanha se autodestrói.

Amei este livro. Depois da “Ilha” este “O regresso” não me desiludiu em nada.

Duas amigas vão para Granada dançar salsa. Eu adoro Salsa e dança em geral pelo que o tema interessou-me logo de início. Depois é um romance histórico, género que eu adoro.

Aprendi imenso com este livro. Aprendi coisas que já deveria saber, considerando que Espanha é já aqui ao lado e que partilha tanto da sua história connosco. Sorri e chorei com este livro.

Conta-nos uma história de amor atípica, sem o rumo esperado, entre uma miúda “duende” e um cigano. Uma história de amor marcada pela música, pelas batidas da dança. Conhecemos uma família que foi completamente destruída pela guerra civil, onde irmãos se viraram contra irmãos, uma família que retratava a Espanha da época. Uma Espanha dilacerada pela guerra, por Franco, pela igreja, pelos resistentes. Numa guerra até pode haver um lado certo (ou mais certo) mas a verdade é que não há inocentes. Ambos os lados são capazes de tudo, das atitudes mais macabras e sujas que possamos imaginar.

Um livro triste e belo, que apesar de tudo nos transmite os cheiros , as cores e os sons vibrantes de Espanha.

"Nómada" de Stephenie Meyer


Nómada



Meyer, Stephenie


Novo livro de Stephenie Meyer. Melanie Stryder recusa-se a desaparecer. O nosso Mundo foi invadido por um inimigo invisível. Os Humanos estão a ser transformados em hospedeiros destes invasores, com as suas mentes expurgadas, enquanto o corpo permanece igual e a vida prossegue sem qualquer mudança aparente. A maior parte da Humanidade não consegue resistir. Quando Melanie, um dos poucos Humanos "indomáveis", é capturada, ela tem a certeza de que chegou o fim. Nómada, a Alma invasora a quem o corpo de Melanie é entregue, foi avisada sobre o desafio de viver no interior de um humano: emoções avassaladoras, excesso de sentidos, recordações demasiado presentes. Mas existe uma dificuldade com que Nómada não conta: o anterior dono do corpo combate a posse da sua mente. Nómada esquadrinha os pensamentos de Melanie, na esperança de descobrir o paradeiro da resistência humana. Melanie inunda-lhe a mente com visões do homem por quem está apaixonada – Jared, um sobrevivente humano que vive na clandestinidade. Incapaz de se libertar dos desejos do seu corpo, Nómada começa a sentir-se atraída pelo homem que tem por missão delatar. No momento em que um inimigo comum transforma Nómada e Melanie em aliadas involuntárias, as duas lançam-se numa busca perigosa e desconhecida do homem que amam.

Gostei e achei este livro bem melhor do que qualquer um da saga dos vampirinhos!
É interessante ver o crescimento e a formação personagem principal, a Nómada. Esta não é uma história de amor, ou melhor não é uma história de amor romântico, mas sim de amizade e de emoções, de confiança e de cedências.
Nómada e Melanie convivem no mesmo corpo mas são, sem qualquer sombra de dúvida, duas pessoas completamente diferentes.
Quem somos? Somos corpo ou somos “ser”? Claro que esta questão não é algo que tenhamos que considerar todos os dias, pois na realidade somos um misto, um conjunto de corpo e de ser, de personalidade, de formas, cores e cheiros. Mas e se assim não fosse? Éramos mais corpo ou mais “ser”?
Num mundo que valoriza o corpo e a beleza acima de (quase) tudo esta questão torna-se importante!