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Ler por aí

Ler por aí

Rastos de Sândalo, de Asha Miró e Anna Soler-Pont




Sinopse:
Três crianças órfãs atravessam o mundo para encontrar a felicidade.
1974
Em Adis Abeba, Solomon, um menino etíope de doze anos que perdeu a mãe, assiste à partida do pai para a guerra contra a Somália, de onde nunca regressará. Um programa de ajuda promovido pelo governo cubano mudará o rumo da sua vida.
Entretanto, numa pequena aldeia da Índia, Muna, uma órfã de onze anos é vendida pelos tios a um negociador de escravos. Muna vive o inferno, trabalhando 16 horas por dia, rodeada de moscas e pulgas. Mas a sua vida muda quando a levam para servir na casa de uma família abastada, em Bombaim.


Sita já tem seis anos e não guarda recordações da vida anterior à admissão no orfanato. O seu maior sonho é ter pais, como as outras meninas. Para realizar o seu desejo, terá de cruzar o globo.
2004
Trinta anos depois, o acaso reunirá estas três pessoas tão diferentes e as suas vidas convergirão em Barcelona, graças a um destino tão aleatório quanto inevitável.




Um livro em três actos... Três personagens interessantes: Muna, uma menina que é vendida como escrava. Sita, irmã de Muna que vai para um orfanato e Solomon que, após perder os pais, vai estudar para Cuba.
Três vidas moldadas pelo destino, pela sorte e que se cruzam em Barcelona em 2004. Não é um livro triste, como tantos que contam as desgraças que acontecem em países como a India ou a Etiópia. É um livro de esperança, de sorrisos, apesar de nos chamar a atenção para tantos problemas que teimam em persistir e que tantas vezes tentamos ignorar.
De escrava a estrela de bollywood; de orfã a médica pediátra ou como um arquitecto de sucesso recomeçou a sua vida a bordo de um navio Etíope a caminho de Cuba.

Jóia Perdida, de Anne Bishop



Sinopse: Uma visita a uma velha mansão transforma-se num assunto de vida ou morte...Neste enfeitiçado volume do mundo das Jóias Negras, um escritor enlouquecido descobre que é descendente dos Sangue. Mas quando percebe que os seus sonhos de grandeza e fama são apenas uma fantasia, decide vingar-se. Os Sangue vão pagar caro por o substimarem e a primeira vítima vai ser a família SaDiablo. Surreal SaDiablo e o Príncipe Rainier recebem um convite para visitar uma velha mansão que personifica os mitos e poderes mágicos dos Sangue. Mas a mansão é, na verdade, uma poderosa armadilha mortal para capturar outros Sangue e usá-los como marionetas para inspirar a sua escrita. As suas vidas dependem agora de um jogo de enigmas. Enquanto Surreal e Rainier lutam para escapar à armadilha mortal, Daemon Sadi e o seu meio irmão Lucivar preparam-se para aparecer no máximo das suas forças. E prometem que quem os provocou, vai arrepender-se...
Mais um livro de Anne Bishop passado no mundo das trevas. É o reencontro com as personagens já conhecidas da Triologia das Jóias Negras. Confesso que este livro me deixou um bocadinho desiludida. Estava à espera de conhecer o real poder de Jaenelle e isso não aconteceu.
A história gira à volta de Surreal SaDiablo, mas também não explora o potencial da personagem (acho que Surreal tem um papel mais importante no último livro da triologia das Jóias Negras).
Gostei, porque gosto do mundo criado por Anne Bishop, mas não me agradou especialmente.

Chá e Amor, de Yasunari Kawabata


Sinopse
Chá e Amor, romance escrito antes da atribuição a Kawabata do Prémio Nobel da Literatura, oferece-nos, ao longo só de cinco capítulos, uma história de amor cerzida com os pontos cruciais da psicologia (nomeadamente a feminina), a estética do belo e do feio, o passado e o presente, traumas e desafio a esses traumas, o encontro e o desencontro, a glória de um dia e a solidão qual um beco (talvez...) sem saída.A presente obra de Yasunari Kawabata, traduzida em todas as línguas cultas é um daqueles títulos que podem ombrear com os mais célebres romances que são os altos pontos de referência de todas as literaturas que os séculos nos proporcionam - e que contribuem, sem dúvida nenhuma, para o conhecimento do ser humano.




Estava à espera de um grande livro, de uma história linda comparável apenas às grandes histórias de amor. Mesmo que fosse metaforicamente. E eu gosto de histórias à base de metáforas. Mas não gostei especialmente deste livro. A cerimónia do chá, os costumes japoneses, esta outra cultura nada me diz. Nem sequer me atrai.
O livro está muito bem escrito sem dúvida. A escrita até é relativamente fácil. Mas é daqueles que não vou reler.