Ler por aí
 
31 de Agosto de 2009


Um pequeno castelo de caça na Hungria, onde outrora se celebravam elegantes saraus e cujos salões decorados ao estilo francês se enchiam da música de Chopin, mudou radicalmente de aspecto. O esplendor de então já não existe, tudo anuncia o final de uma época. Dois homens, amigos inseparáveis na juventude, sentam-se a jantar depois de quarenta anos sem se verem. Um, passou muito tempo no Extremo Oriente, o outro, ao contrário, permaneceu na sua propriedade. Mas ambos viveram à espera deste momento, pois entre eles interpõe-se um segredo de uma força singular...

“As Velas ardem até ao fim” é na verdade um tratado à Amizade, uma reflexão profunda, que levou 41 anos a completar, sobre a verdadeira amizade.
Dois velhos, uma amizade, um segredo nunca revelado, uma verdade que é preciso desvendar antes de dar por acabada a vida.
A história deste livro é muito “simples” e acaba por ser completamente secundária, porque a magia deste livro é a beleza do discurso, das palavras que nos transportam para a nossa própria vida, para as experiências que vivemos ao longo da vida. Acaba por nos fazer pensar e crescer um bocadinho.
É um daqueles livros que acho difícil catalogar. Imagino que cada um de nós o leia e apreenda de forma diferente, mas acho difícil que alguém não veja a beleza que se esconde nestas páginas.
Acho até que seria um daqueles livros que qualquer pessoa devia ser obrigada a ler.
Há alguns livros que considero “obrigatórios”, não pela escrita em si (a deste livro é excepcional) mas pelo conteúdo que nos ensina sempre qualquer coisa. Livro como o “Principezinho”, “Fernão Capelo Gaivota”, “A história da Gaivota e do gato que a ensinou a voar”, “O velho que lia romances de Amor”, “Siddartha” e agora este “As velas que ardem até ao fim” são livros intemporais e que podem ser lidos (quase) da infância à velhice e que parecem ter sido feitos de propósito para nós… sempre.
publicado por Patrícia às 15:53 link do post
24 de Agosto de 2009


Deixo-vos aqui uma sugestão de leitura. Sopro - Entre a vida e a morte é o primeiro livro da Sandrine Sousa. É um livro de poesia, é um livro triste e bonito.
Sandrine, adorei ler o teu livro e não podia deixar de te dar os parabéns e te desejar toda a felicidade nesta aventura da escrita.a todos os que quiserem comprá-lo, podem fazê-lo aqui.
** post também publicado no blog Histórias
publicado por Patrícia às 17:24 link do post
23 de Agosto de 2009


Uma mulher cuja vida é alterada para sempre por um espelho singular que ela descobre num antiquário de Buenos Aires – e que faz nascer na sua filha gravemente doente uma misteriosa esperança… Um professor de Historia de Arte de Nova Iorque que através de um quadro oferecido à sua família pelo pintor Fernand Léger percebe a origem da conspiração urdida pelos seus irmãos de impedir que receba a parte da herança que lhe pertence… Um jovem brasileiro cujos companheiros desaparecem durante o período da ditadura e que decide – anos mais tarde e correndo enormes riscos – confrontar o traidor que os entregou à policia… Um homem traumatizado pela morte do seu irmão e que vem a descobrir que os seus fantasmas podem aparecer onde menos espera…

Os contos surpreendentes e comoventes que fazem parte de “CONFUNDIR A CIDADE COM O MAR”, revelam uma maturidade e imaginação invulgares, ilustrando a capacidade de Zimler em conduzir-nos pelos territórios obscuros da alma e em criar personagens singulares e inesquecíveis. Estes lutam para quebrar os impasses da vida, redimir magoas do passado ou libertarem-se das ilusões sexuais, políticas e espirituais que os afastaram de si próprios. Vivem brilhantes momentos de revelação mas também sofrem decepções incapacitantes, e é através das suas subtis traições e os seus pequenos gestos heróicos que Zimler explora a influencia sobre nos de cidades sofisticadas como San Francisco e das comunidades mais fechadas do sul dos EUA ou da diáspora lusófona (incluindo a comunidade portuguesa de Nova Iorque).

Três dos contos neste colectânea – Pontos de Viragem, Sorte de Escurumba e Ladroes das Memórias – foram premiados em Inglaterra ou nos EUA. Todos foram publicados em revistas anglo-saxónicas mas foram aqui reunidos pela primeira vez. Pela qualidade global dos seus contos, o “National Endowment for the Arts” do governno norte-americano galardeou Zimler com a sua mais prestigiosa bolsa, um “Fellowship in Fiction”.


Do Richard Zimler tinha lido apenas o "Meia-noite ou o príncipio do mundo" e, confesso, que não estava preparada para estes contos. Foram sem dúvida uma surpresa. Comprei este livro há já algum tempo, principalmente por ter gostado imenso do "Meia-noite...". Os títulos dos livros deste autor são sempre fantásticos. Aguçam-me a curiosidade e fazem-me sempre ter as espectativas mais altas.

Gostei bastante destes contos. São 16 no total e apesar de serem bastante diferentes, têm alguns pontos em comum. Não são contos felizes, na sua maioria. É um pouco como lemos no primeiro conto, Pontos de Viragem:

"deparei com o comentário de um autor que dizia que todos os seus contos eram sobre um inocente incapaz de agir perante uma situação trumática"

Racismo, homossexualidade, homofobia, morte, traumas, suicídio são apenas alguns dos temas que a par com o amor, a esperança, os reencontros com o passado fazem deste um livro que merece ser lido.

publicado por Patrícia às 14:02 link do post
20 de Agosto de 2009



Uma homenagem à amizade. Àquela amizade à primeira vista nascida não só necessidade do momento mas pela verdadeira empatia entre dois seres. Uma amizade despida de preconceitos, de falsidades, de todos os artifícios sociais que tantas vezes nos acompanham no dia a dia e que nos inibem ou simplesmente condicionam no relacionamento com todos aqueles que se atravessam na nossa vida.
Uma viagem ao passado, ao silêncio do deserto, a pequenos momentos que repentinamente regressam à nossa mente, num flash, quando olhamos para uma fotografia.
Uma história simples que podia ter acontecido com qualquer um de nós (ok, menos a viagem propriamente dita ao deserto, as tais 6 semanas por lá que não estão ao alcance de qualquer um). Um livro que se lê de uma assentada. A prova de como um conto, sendo simples e por vezes triste nos consegue maravilhar e nos reconforta a alma.
publicado por Patrícia às 11:12 link do post
18 de Agosto de 2009


Mariana Alcoforado nasceu em 1640, filha de uma família nobre em Beja. Sendo uma vários filhos é enviada para o convento aos 11 anos para proteger a fortuna da família. Demasiados genros e filhos não é muito aconselhável.
Mariana nem aos onze anos tem vocação religiosa. Dias antes de ser enviada para o convento, ela e irmã, enterram o Sto António da avó de cabeça para baixo para que este lhes traga o amor da sua vida. Muitos anos depois Mariana aperceber-se-á que o Sto António fez o seu trabalho, mas não da forma mais óbvia.
Sendo uma mulher inteligente, Mariana encontra no convento uma liberdade intelectual que lhe permite evoluir de uma forma que não lhe seria permitido fora do convento. Rapidamente encontra amigas, que sempre lhe serão leais, sem julgar as opções que faz na vida.
Em plena guerra da restauração a vida no convento não é tão fechada como em tempos de paz. Mães, esposas ou filhas de nobres são enviadas para o convento, não para se tornarem freiras, mas sim para ficarem protegidas.
Mariana é uma jovem mulher cheia de vida e dada a paixões sem limite. Quando as duas irmãs mais novas, Catarina e Peregrina (esta ainda bebé) são enviadas para o convento, Mariana dedica-se a Catarina de alma e coração. Quase sucumbe à sua morte. É ainda num estado meio sorumbático, devido à morte de Catarina, que aos 26 anos, vê pela primeira vez Noel Bouton de Chamilly, soldado francês a lutar por Portugal.
Noel e Mariana apaixonam-se rapidamente e de uma forma absurda correndo todos os riscos necessários para viver o seu amor.
Rapidamente este amor deixa de ser secreto e Noel é enviado de volta a França. Para Noel esta é uma saída para um amor que já o sufoca. Mariana não é comedida no dar e receber. Vive para esse amor, para os encontros fortuitos, para as noites de amor.
As cartas de amor que escreve a Noel são publicadas em França e são um enorme sucesso. O Amor, a desesperança, a beleza que nelas existe alcançam um enorme sucesso e correm mundo enquanto Mariana continua no convento, à espera da vida, do amor, da felicidade.

Um livro fantástico. Mais um livro sobre Portugal e Portugueses escrito por estrangeiros. Mariana é uma personagem fascinante e tão pouco conhecida por cá. Os nossos são sempre pouco acarinhados. Gostei imenso de ler o livro, aprendi imenso e fiquei cheia de curiosidade relativamente às Cartas….
Boas leituras
publicado por Patrícia às 14:41 link do post
03 de Agosto de 2009


Foi o primeiro livro do Nicholas Sparks que li. E fi-lo porque tinha acabado de ler o Eclipse, estava em casa da minha mãe e dado que estamos com obras aquele foi mesmo o único livro que encontrei (e que ainda não tinha lido).
O livro até é meu, foi-me oferecido por uma amiga mas eu, preconceituosamente, nunca o tinha sequer aberto. Do Nicholas Sparks só vi o fime, "As palavras que nunca te direi". E nunca tive o menor interesse em ler o que quer que fosse deste autor. Mas tenho que admitir que gostei deste "Alquimia do Amor". Li-o de uma assentada e achei-o delicioso. Um tratado sobre o amor. ok, é um bocadinho meloso demais, mas sendo contado pelas palavras de um cinquentão consegue surpreender.
A história é simples: um homem, na casa dos 50, esquece-se do aniversário de casamento. E ele, que nunca duvidou do amor que sentia pela sua mulher, subitamente fica aterrorizado sem saber se ela ainda o ama. Um casal que fica, subitamente, sozinho (os filhos já saíram de casa) e com muitas dificuldades em manter o casamento. Lá pelo meio uma outra história e uma outra questão: será que o amor pode sobreviver à morte?
Um livro levezinho e que me deixou com um sorriso.
publicado por Patrícia às 16:47 link do post
03 de Agosto de 2009



Estive a ler, confesso que um pouco compulsivamente, os primeiros 3 livros da tetralogia mais conhecida do momento. Refiro-me, claro, aos livros da Stephenie Meyer sobre os vampiros....
É o tipo de livro que gosto de ler na versão original, não só porque evito as traduções deploráveis como fica muito mais barato.
Após ter lido o Twilight, vi o filme e sinceramente não consigo perceber o fascínio que parece existir à volta de um filme tão mauzinho, com actores tão mal escolhidos e tão "sem sal", como aquele. É verdade que é quase impossível transpôr para a tela o mundo desta escritora. Mas mesmo assim, o filme deixa muito a desejar.
Quanto aos livros, já a história é outra. Tive com estes livros uma realção amor/ódio. Ao mesmo tempo que os lia compulsivamente achava a história demasiado parada, previsível e até mesmo irritante. Mas a verdade é que continuava a ler, livro após livro.
O Twilight mais não é que o apresentar deste mundo tão estranho que é um mundo onde há vampiros e humanos. Mas desta vez os vampiros até são bonzinhos, assim a dar para o vegetarianos e, claro, lindos de morrer. De todos os vampirinhos, confesso gostar da Alice. Uma querida. E do Jasper também (principalmente quando, no Eclipse, lhe conheci a história). O Edward irrita-me um bocadinho. Demasiado altruista, auto-controlado, bonzinho, principalmente tendo em conta que é um vampiro ultra-culto. A paixão dele pela Bella, chega a raiar o absurdo, especialmente no Eclipse. É que nem humano, nem vampiro, nem lobisomem aturava o que o santo do Edward atura. A Bella é a contradição em pessoa.
O que nem sempre lhe fica bem. E aquela dúvida existencial entre o Edward e o Jacob é um bocadinho forçada demais. E eu gosto do Jacob. E acho que vou gostar da Leah, isto se a personagem dela evoluir no último livro.
No geral esta saga é um bom entretenimento. Twilight, New Moon e Eclipse.
Vale a pena ler.
Espero no entanto que o Breaking Dawn lhe dê um final surpreendente.
publicado por Patrícia às 16:11 link do post
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