Ler por aí
 
23 de Abril de 2009



Hoje é o dia Mundial do Livro (declarado pela Unesco) e eu não podia deixar passar a data em branco.

Gosto de livros, gosto de os ler, gosto de os ver na prateleira (ou em caixas como, infelizmente, estão lá em casa), gosto de os folhear, oferecer ou comprar.

publicado por Patrícia às 18:02 link do post
22 de Abril de 2009


Parece estar na moda vender livros “…às metades”.

Passo a explicar. Um dia fiquei surpreendida quando vi à venda o livro “Os Pilares da terra”  em dois volumes. Pois que eu tenho este livro, desde que ele foi editado em Portugal em 95, apenas num volume. Ok, é um volume grande mas apenas 1. E não custou 46€, que é o preço da obra total (na fnac, que é o sitio mais barato que eu conheço). E 46€ por um livro que está à venda desde 95 é demais.
O mesmo acontece com o novo livro deste escritor, Ken Follett, “o Mundo sem fim”, editado às metades, e com preço total de 51€, número que contrasta com o preço de 15.70 dólares que encontrei no site amazon.com . É verdade que a versão em Inglês deve ser a edição de bolso, coisa que em Portugal (quase) não existe.
Outro caso, flagrante, é a colecção das “Crónicas de gelo e fogo” do George R.R. Martin. Descobri agora que serão 14 volumes em Portugal, quando na versão original são apenas 7. Considerando que no amazon.com, se encontra cada volume original a 11 dólares (valor acima de qualquer um dos que encontrei),  e que em Portugal os volumes iniciais são vendidos a 11€ (uma promoção qq da fnac), e os outros acima dos 15€, não é muito difícil perceber que é muito mais rentável ler tudo isto em Inglês.

A primeira vez que me deparei com esta situação foi com as Brumas de Avalon, em Português, são 4 volumes, actualmente vendidos por 17€ cada.  Dos 68€ que daria para ter esta colecção, gastei 15€ e comprei a edição de bolso em Inglês. Apenas 1 livro, cabe na mala, e tem lá a história toda, só que em letras mais pequenas….

A mim parece-me que falamos apenas e só de lucro. Não é difícil imaginar que é mais lucrativo vender 2 livros do que 1. E que para além dos fieis à saga, ainda se vai vendendo mais um ou outro volume, entre presentes e experiências. Será esta a única forma de conseguirmos ter acesso a este tipo de livro  e história? Parece-me bem que não.  

Tenho mesmo que (re)começar a ler em Inglês e a comprar livros na língua original. Mais barato e sem erros de tradução. 
publicado por Patrícia às 22:00 link do post
21 de Abril de 2009



"Danças na floresta", de Juliet Marillier, é o primeiro livro de mais uma série da escritora considerada por muitos a "herdeira" da Marion Zimmer Bradley. Aliás foi por isso que comecei a ler os livros desta escritora do fantástico.
Já dei a minha opinião sobre esta nova série quando falei do "Segredo de Cibele". Confesso que gostei mais desse livro do que deste, mas foi um livro que gostei de ler.
Mais um livro cheio de magia. 5 irmãs, um mundo mágico que as atrai, os perigos que espreitam em cada canto, as provas que têm de superar e ... um sapo enfeitiçado.
Poucas surpresas, uma história simples e previsivel, mas encantadora.
Uma óptima leitura para descontrair.
Desde "A cidade dos deuses selvagens" e os que lhe seguiram (Isabel Allende) não me lembro de recomendar nenhum livro à miudagem da família. Mas já o fiz com este. É um óptimo livro para ajudar um/a adolescente a apaixonar-se pela leitura. Eu sempre li muito, mas três livros foram o suficiente para me fazer mergulhar na leitura do fantástico e dos romances históricos. As incontornáveis "Brumas de Avalon" da MZB, o "Por amor de filae" de Christian Jacq e os "Pássaros feridos" da Colleen McCullough, devidamente surripiados da estante da minha prima. Na altura, como hoje, havia poucos livros para fazer a transição entre os livros juvenis e os livros de adultos. Daí que aos 14 anos eu misturava as aventuras de Isabel Alçada com os clássicos (o Conde de Monte Cristo, Ana Karennina e afins) e livros como "Os filhos da droga" ou "Viagem ao mundo da Droga". E não esquecendo os livros da srª dona Agatha Christie...
Hoje já há mais umas coisitas, mas geralmente metem dragões e são todos iguais. E são todos um bocadinho limitativos, não ajudam a fazer uma transição, sendo uma entrada num estilo muito próprio.
publicado por Patrícia às 18:30 link do post
14 de Abril de 2009


6 livros: Guerra dos Tronos; Muralha de gelo; Fúria dos Reis; O despertar da Magia; A tormenta das espadas; A glória dos traidores.
1 Autor: George R.R. Martin

Criticas? Fabulosas. A saga que até foi comparada ao "Senhor dos Anéis". Pessoalmente nunca fui fã do "Senhor dos Anéis", portanto esta critica até nem me dizia muito. Mas, por insistência de um colega (que foi um querido e me emprestou os 6 livritos) mergulhei, por algum tempo, neste mundo fantástico. Num mundo de dragões, de guerra pelo trono dos 7 reinos. O que aparenta ser um típico enredo da aventura da fantasia, com os bons a lutarem contra os maus, com dois lados distintos e definidos, não o é!
Em todos os lados há personagens que nos encantam, outras que nos irritam, que nos desiludem, que nos encantam, que nos fazem rir. Um pouco como na vida todos os lados têm a sua verdade. E se numa determinada batalha torcia para que um dos lados fosse o grande vencedor, na batalha seguinte já esperava por outro destino.
É, para mim, a grande mais-valia deste livro: a capacidade que o autor tem de nos trocar as voltas e coerentemente dar uma volta total ao rumo da história.
A parte mais negativa destes livros: a idade de algumas das personagens. Arya, por exemplo. Apesar de, por vezes Arya ter atitudes de criança, é muito difícil lembrarmo-nos, ao longo da narrativa, de que ela o é realmente.
Uma saga bem construída, com personagens ricas, interessantes. Uma história com muitas histórias pelo meio. Em cada livro uma nova surpresa. Uma reviravolta na história, a morte de um dos personagens principais, o mostrar da verdadeira natureza de outro. Será que a saga tem final no Festim dos Corvos?
publicado por Patrícia às 14:15 link do post
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