Ler por aí
 
08 de Março de 2013

Cada vez que se fala do dia Internacional da Mulher não é um sorriso que faço nem orgulho que sinto. Claro que tenho orgulho em ser mulher. Gosto de o ser e não preciso de um dia para me lembrar que o sou e me orgulhar disso (até porque ser mulher não foi, para mim, uma opção. Foi pura sorte :) ). Claro que fico feliz (e aliviada) quando penso em todos os direitos de que eu usufruo e que foram adquiridos com muita luta por outras mulheres.
Quando penso no dia internacional da mulher penso nos direitos das mulheres que são ignorados por esse mundo fora. Acho que a lista é interminável. Mas o que mais me impressiona, aquele que me revolta as entranhas, aquele que mais me choca e revolta é a excisão feminina, a mutilação genital feminina. Como é possivel que exista, que seja feita é algo que não compreendo ou tolero. Que seja feita em Portugal choca-me. Que seja praticada por outras mulheres entristece-me. É uma questão cultural? sim, claro, mas isso não justifica a passiva aceitação a estas práticas (longe da vista, longe do coração, não é?).
 
Por isso, e porque este é um blog dedicado aos "meus" livros deixo uma sugestão: A for do Deserto, de Waris Dirie.
Sinopse:
Waris Dirie (nome que significa Flor do Deserto) tem uma vida dupla - durante o dia, é top-model internacional e porta-voz das Nações Unidas para os direitos das mulheres em África; à noite, os seus sonhos levam-na de volta a casa, na Somália.

Waris nasceu numa família tradicional de nómadas do deserto africano. A sua infância foi feliz e despreocupada… até ao dia em que chegou a sua vez de se submeter ao costume imposto à maioria das raparigas somalis: a mutilação genital. Waris sofreu esta tortura quando tinha apenas cinco anos de idade. Quando, já com doze anos, descobre que o seu pai pretende negociá-la com um desconhecido em troca de cinco camelos, Waris toma a decisão que vai mudar irreversivelmente a sua vida. Após uma extraordinária fuga pelo deserto, consegue chegar a Londres. Waris tinha poucos conhecimentos da língua inglesa e nenhum dinheiro. Acabará por trabalhar no MacDonald’s, onde um fotógrafo de moda a descobre. As portas da fama abriram-se então para esta jovem mulher cuja história é uma fonte de inspiração e cuja personalidade é tão arrebatadora como a sua beleza
 
** parte do post publicado em http://rabiscos-soltos.blogspot.pt/
publicado por Patrícia às 10:33 link do post
Sinto o mesmo que tu. Faz-me uma certa confusão ver o orgulho de algumas amigas minhas que sentem que este "é o seu dia" quando, na verdade, vivemos num país livre e que trata as mulheres com dignidade de forma geral.
Bom post!
djamb a 13 de Março de 2013 às 11:42
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