Ler por aí
 
14 de Agosto de 2017

Há pessoas para quem ler é uma actividade solitária. Para mim é e não é ao mesmo tempo.

Não gosto de ler por obrigação. Sou péssima até nas leituras conjuntas, conceito que só percebo na teoria porque para mim ler é algo que acontece, que é natural. Não páro numa determinada página porque assim o programei, acho isso contra-natura. Leio ao sabor da vontade e isso não funciona qdo queremos ir discutindo o livro ou temos alguém a pressionar-nos para saber o que achámos de determinada parte do livro. 

Mas as comunidades de leitores fizeram de mim uma melhor leitora. O caos da Roda dos Livros ajudou. Por lá não há obrigação nenhuma, posso ir só ouvir, posso partilhar mas sempre, sempre vou receber mais do que dou. Vou conhecer novos livros, novos autores, novas perspectivas sobre "velhos" livros, autores que ficaram perdidos no tempo ou deixei passar. Inspiração e amizade, recebo sempre. 

O Leya em Grupo foi fundamental para me tornar a leitora que sou. Pela primeira vez tive leituras obrigatórias (1 por mês) e,  apesar de por vezes me custar horrores começar a ler aquele livro (cheguei a fazer maratonas na noite anterior ao encontro para acabar de ler), a verdade é que aprendi imenso. O Ricardo, o moderador, tem  um enorme talento para conduzir uma conversa, deixando sempre o protagonismo para o livro e para o autor.

A comunidade funcionava na maravilhosa livraria Leya na Buchholz e tinha 2 partes. Na primeira éramos só nós, os leitores, que discutíamos o livro, trocávamos opiniões. Na segunda parte tornávamo-nos tímidas já na presença do escritor. Foi espantoso ter o privilégio de ouvir e conversar com escritores como Mia Couto (nem vos consigo dizer o quão hipnotizante é), Dulce Maria Cardoso, Hélia Correia, Teolinda Gersão, João de Melo, João Pinto Coelho, Rui Zink, Afonso Cruz, Maria Manuel Viana (fui um bocado grupie nessa noite, confesso),José Luís Peixoto, Patrícia Reis, Afonso Reis Cabral, Pedro Vieira, Lídia Jorge, Inês Pedrosa... Muitos outros nomes podiam constar nesta lista mas acho que vocês já compreenderam.

Tenho imensas saudades daqueles encontros que, infelizmente, terminaram (espero ainda que essa paragem seja temporária) e ao mesmo tempo que tenho vontade de procurar outro grupo literário sei que não vai ser igual, não vai ter as mesmas pessoas, a mesma cadência e a mesma importância. 

publicado por Patrícia às 10:28 link do post
10 de Agosto de 2017

uma senhora nunca.jpg

 

Fiquei agarrada a este livro nas primeiras páginas. Logo aí decidi que o "Madre Paula" seria uma das minhas próximas leituras e que Patrícia Müller é uma escritora a seguir.

Maria Laura é uma mulher fascinante. Muitas vezes irritante e quase sempre incompreensível. É preciso recuar no tempo e ir novamente a 1974, ao dia da revolução e começar a compreender. Não, minto, é preciso ir mais atrás. E mais ainda. É preciso olhar em volta e perceber o espaço e o tempo envolvente para começar a perceber esta mulher, esta vida fascinante. 

A crítica social está presente, claro. Como disse não seria possível perceber esta mulher, a sua família, as suas atitudes, sem perceber o país, o regime, a sociedade, a igreja de então. A hipocrisia. A moral. E esta parte do livro é impressionante. 

Mas o que me fascinou neste livro foram duas mulheres. Maria Laura e Glória. As suas atitudes, as relações com os que as rodeavam. As várias camadas que tinham. Não há heroínas nesta história, tal como não as há na vida real. Há pessoas que cometem erros, que acertam, que fazem asneiras com a melhor das intenções ou que acertam por acaso, porque o objectivo era outro. E são essas pessoas que moram nestas páginas. São essas mulheres que têm voz pela mão da Patrícia Müller. E como ambas são fascinantes. 

Espero que o protagonismo da escritora com a adaptação televisiva do seu Madre Paula permita que mais gente conheça este "Uma Senhora Nunca" que, injustamente, tem passado despercebido.

 

Deixo-vos um excerto de "um texto inédito que complementa Uma Senhora Nunca", que a escritora partilhou na rubrica Ao Domingo com... do blog da Cris (O tempo entre os meus livros). Sigam o link no texto para lerem, não só o texto completo como o que Patrícia Müller escreveu para o blog da Cris. 

 

 

O que uma senhora ainda não pode é ter falta de amor paternal. 
Mas Maria Laura não se senta na obrigação de cumprir com outras regras que não as que ela conhece desde pequena, desde que se reinventou e chamou a si o epíteto senhorial, à custa de puxar as veias certas do coração e desligar as que pertencem a classes mais simplórias e populares. A senhora não é pontual, a senhora faz as horas do dia. Não é económica, é rica. Não é sincera e leal, usa de todos os recursos que possui para conseguir o que quer, incluindo mentir, exagerar e até verter lágrimas de crocodilo. A senhora é um crocodilo mal humorado. Tem confiança de que a educação – fornecida através da perceptora que a acompanha em casa; do pai que tudo sabe sobre o mundo e da avó, detestável avó que a ensinou a comer como se pudesse ir amanhã jantar com um membro da realeza europeia – é a chave para uma boa vida. Uma senhora ainda não pode prescindir de regras, sob pena de se engolir no seu próprio vómito. É um balanço complicado, uma linha de água muito escorregadia: um desequilíbrio e afunda. Maria Laura não afunda, porque a mão de Deus está sempre debaixo dela. E uma senhora ainda não pode permitir-se ficar sozinha neste mundo, sem a companhia do pai e de Deus. Por isso, Maria Laura, a senhora de todas as senhoras, reza todas as noites pelas semelhantes a ela e pede, com fervor, que nunca esmoreçam na tarefa de construir o mundo. Sem as senhoras, era tudo uma cambada de ordinaríssimos. E valha-nos Deus que isso venha alguma vez a acontecer.

 

Sobre este livro a Cris também escreveu uma opinião. E a Vera. E a Cris Rodrigues.

 

publicado por Patrícia às 10:29 link do post
05 de Agosto de 2017

 

 

20170805_163416_Richtone(HDR).jpg

 

Apesar de não ter sido o primeiro livro de Virgínia Woolf que comecei a ler, este foi o primeiro que acabei. Posso dizer que gostei muito mas que não foi uma leitura sempre fácil (o que não a desmerece em nada).

O título remete-nos imediatamente para uma dicotomia que não deixa de nos acompanhar toda a leitura. Noite e dia. Mulher e Homem. Amor e dever. Privilégio e trabalho. Família e Sociedade. Razão e Emoção.

Comecemos pelas duas personagens femininas: Katharine e Mary. Duas mulheres, diferentes e iguais. Uma, Katharine, de uma família tradicional, rica e privilegiada. Neta de um poeta famoso, é a imagem da mulher perfeita para a época: rica, bonita, excelente dona de casa, inteligente e a noiva perfeita. Mas os livros que guarda no seu quarto e que lê à noite quando está sozinha contam outra história. Mary, igualmente inteligente, vinda de uma família bem mais modesta, reclamou para si uma vida diferente: trabalha e é uma sufragista.

Os homens deste romance, William e Ralph, são o contraponto de Katharine e Mary. Ambos são pura emoção e romantismo enquanto elas são muito mais razão e força. 

Confesso que senti um empatia muito maior, ou pelo menos muito mais rápida, com Mary (que gostava que tivesse tido um maior protagonismo nestas páginas) que com Katharine e que os homens... bem, digamos, que nenhum me agradou especialmente. Para além de Mary, também gostava de ter lido mais acerca da deliciosa Mrs. Hilbery, uma mulher maravilhosamente doida. 

Foi a troca dos tradicionais e expectáveis papéis, num romance escrito por uma mulher e publicado em 1919, que me interessou de imediato. Só uma mulher muito especial, muito à frente do seu tempo, escreveria algo assim. Na verdade quem eu gostei mesmo, mesmo de conhecer ao longo destas páginas foi Virginia Woolf, tenho a certeza que vou continuar a ler os seus livros e que ainda me vou surpreender e aprender.

 

 

publicado por Patrícia às 16:28 link do post
29 de Julho de 2017

uma senhora nunca.jpg

 

Entre o sono e o mundo de Maria Laura em "Uma Senhora Nunca", de Patrícia Müller. Assim se passa uma tarde de Verão. Sempre gostei destas horas em silêncio, quando todos, até o gato, dormem cá em casa. Gosto do silêncio. Gosto de ler sem hora marcada, sem hora para terminar, numa moleza de verão. Gosto mais do inverno, sinto-me bem, acompanhada de uma manta e de uma chávena de cá, com o cheiro da chuva. Mas as tardes intermináveis de verão, quando está demasiado calor para ir para a rua, quando até os animais se escondem na sombra, dessas tardes eu também gosto. Fazem-me voltar às tardes da minha infância, aos mundos dos livros que lia por amor às letras e por não ter ordem para sair até que o sol desse tréguas.

Às tardes em que podia ser tudo. A casa toda em silêncio, naquele silêncio completo que já só sinto quando regresso a essa casa na aldeia (a cidade faz barulho) e o meu mundo crescia tanto quando a minha imaginação permitia. Deitada no chão (estava demasiado calor para os sofás), às vezes escondida no vão da janela, geralmente com um gato por perto. Sempre gostei de gatos e sempre gostei de livros. E de silêncio. Cada vez gosto mais de silêncio.

 

publicado por Patrícia às 16:45 link do post
27 de Julho de 2017

os desafios da europa.jpg

 

Depois de uma campanha de crowdfunding bem sucedida o livro Os Desafios da Europa já é uma realidade. Eu já tenho o meu exemplar e estou quase a terminar mais uma leitura.

Amanhã, 28 de Julho às 21h estarei na Casa da Cultura dos Olivais para a apresentação deste livro e para dar, pessoalmente, os parabéns a cada um dos escritores que escreveram estes contos. 

Sintam-se convidados para aparecer. Todas as informações, aqui.

 

publicado por Patrícia às 12:28 link do post
21 de Julho de 2017

Há um novo blog por aqui que vale a pena espreitar. (Ainda) Não fala de livros mas o Daniel é também um leitor (que detesta ebooks - uma guerra antiga que temos) e quem sabe ainda começa a falar (também) de livros. Para já o seu Bicho do Mato propõe-se a falar de "natureza, aves, bichos em geral e do que mais me passar pela cabeça".

Para além de gostar muito do menino atrás da câmara fotográfica, adoro as fotos e os textos que ele costuma publicar. Como bónus ainda aprendo imenso sobre animais (até sobre osgas, garanto).

Bicho do mato.png

 

publicado por Patrícia às 10:12 link do post
20 de Julho de 2017

1. Estar a ajudar um amigo a escolher um template certo para o blog dele (ainda não está online mas é muito giro, depois dou-vos o link)

2. Mudar o meu template e ignorar olimpicamente a pergunta que o sapinho faz de "se mudar de template perde todas as personalizações, tem a certeza que quer continuar?"

 

Basicamente foi isto que aconteceu. E para já fica assim que estou completamente sem pachorra para perder mais tempo com isto (bem podia ter estado a escrever uma opinião do último livro que li...)

Mas eu volto. Quando tiver tempo para respirar. Até já e boas leituras

publicado por Patrícia às 23:03 link do post
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04 de Julho de 2017

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 Regressar a Scadrial é sempre bom. Ter a "Allomancy" (Alomância) e a "Feruchemya" (será Feruquímia em português? não faço ideia), de volta às minhas leituras é sempre positivo.

Este foi um livro bastante divertido de ler. 300 anos depois, Kel, Vin e Elend fazem parte da história, das lendas e da religião. Há comboios, electricidade e armas convencionais. Mas também há Twinborns que queimam metais e têm determinadas capacidades de armazenamento. 

Wax, é um destes TwinBorn. Para além de conseguir "empurrar" metais também consegue armazenar o seu peso, tornando-se extremamente leve ou pesado sempre que dá jeito. Já Wayne, o seu homem de confiança e também TwinBorn, tem outros poderes, igualmente importantes: através da Allomancy consegue fazer "ganhar tempo" (enquanto dentro da bolha que cria, o tempo corre normalmente, fora dela tudo parece parar) e através da Feruchemya, armazena saúde.

Depois de muitos anos como "homem da lei" nas fronteira da terra conhecidas como Roughs, Wax assume o seu lugar em Elendel como chefe de família, após a morte do seu tio, deixando no passado a sua vida . Mas quando a mulher com quem pretende casar é raptada tudo muda...

Este livro está cheio de lutas intermináveis (depois de dizer ao meu marido que "tenho que ir acabar de ler a luta de ontem" ele perguntou-me se estava a ler o Dragon Ball) mas com alomância até isso é aceitável.

Gostei bastante das personagens deste livro. Confesso que tenho um fraquinho pelas meninas (o Brandon Sanderson tem jeito para criar personagens femininas).

Apesar de não ser o meu livro favorito do autor (The Way of Kings e o Words of Radiance têm um lugar muito especial no meu coração) é uma boa forma de esperar pelo Oathbringer. Acredito que só quem já leu a trilogia Mistborn vai gostar a sério deste livro. Quanto a mim, espero continuar a ler as aventuras de Wax e Wayne, nesta espécie de western à moda do Sanderson.

 

alloy_symbols.jpg

imagens daqui 

 

publicado por Patrícia às 23:04 link do post
22 de Junho de 2017

Há uns anos, leitora mas menos leitora do que sou hoje, as feiras do livro eram apenas um sítio onde ia "ver e comprar livros". Foi em Lisboa, já depois de pertencer à Roda dos Livros, de frequentar comunidades de leitores e de ter um blog sobre livros que comecei a viver A feira de maneira diferente.

É quase impossível não encontrar alguém conhecido na feira. Pode ser um leitor, um escritor ou mesmo um editor ou um livreiro. Há sempre alguém que me diz "Olá, então que livro compraste?".

Este ano, pela primeira vez, decidi ir à caça de um autógrafo (do Gonçalo M. Tavares) pelo que rumei em direcção ao parque num feriado de calor. A Catarina juntou-se a mim, encontrámos a Inês com alguns amigos e foi assim, ao redor de uma mesa e rodeados de livros, que conheci a Sandra e soube que o Acordo Fotográfico já não era apenas um blog que provoca inveja mas um livro maravilhoso. 

 

capa-livro-af.jpg

 

Como sempre a "publicidade" ao livro é uma escolha minha, juro que a Sandra não me pediu para a fazer...

 

publicado por Patrícia às 14:43 link do post
18 de Junho de 2017

Aprender-a-Rezar-na-Era-da-Tecnica.jpg

 

(vou tentar que o post tenha o menor número de spoilers possível, mas terá SPOILERS)

Não será novidade para ninguém que este é um livro “duro”, difícil de ler. Difícil, não pela linguagem, mas pelo conteúdo. Não é possível haver qualquer empatia com os personagens. Também não é novidade que este é um livro sobre o “mal”. Mais um livro sobre o Mal, um tema recorrente nos livros do GMT, um livro sobre a capacidade, a tendência ou predisposição que o ser humano tem para o mal.

Estou a ler a tetralogia de “O Reino” numa ordem absolutamente aleatória e assim este é o segundo livro que leio (na verdade é o terceiro mas não conto a primeira vez que li o Jerusalém pois, claramente, não estava preparada para o ler).

Na primeira parte deste livro conhecemos Lenz Buchmann e ficamos (eu pelo menos fiquei) com certeza de que estamos perante um ensaio sobre “como se atinge o grau máximo de maldade”. Não é necessário estar com meias medidas, não acredito que haja uma pessoa capaz de ler este livro e não o associar imediatamente ao nazismo. Lenz Buchmann é um psicopata, infelizmente inteligente (geralmente são), execrável e que odiamos a cada página que passa. A construção deste homem, o resultado da sua educação ou da genética (teremos que ter em conta o contraste com a personalidade do irmão), a sua evolução de médico frio e orientado para os resultados (e para a excelência da técnica conseguida à custa da eliminação de qualquer réstia de compaixão ou empatia) para o político sedento de poder prepara-nos para tudo, menos para a segunda parte do livro.

O mais assustador, nesta fase, é o quão simples é o raciocínio atrás das atitudes daquele homem. A certeza que é superior, que as regras (sejam as da lei ou da ética) não se aplicam a si, a necessidade de controlo (sobre si e sobre os outros), a total ausência de humanismo (ou de humanidade) patente em cada gesto, em cada atitude, fazem de Lenz um líder extremamente eficaz e perigoso.

Disse que é impossível não associar este livro, este personagem, ao nazismo mas o mais assustador é que, a cada página, a cada atitude de Lenz, reconhecemos atitudes extremamente actuais, reais, contemporâneas. Atitudes que, sem dificuldade, reconhecemos.

A segunda parte do livro, é outra coisa absolutamente diferente. Lenz, continua a ser o ser humano execrável que é na primeira parte do livro, e obviamente que também me passou pela cabeça que “cá se fazem, cá se pagam” mas não me parece que esse seja o objectivo do autor. Aliás, parece-me que a aleatoriedade é um factor a ter em conta. As personalidades de Júlia e do irmão, o seu crescimento e transformação também nos devem fazer pensar.

No início deste texto disse que não foi possível criar empatia com qualquer personagem. Então porque gostei tanto deste livro? Porque gosto tanto dos livros do GMT?

Acho que é a escrita crua e dura, sem floreados, sem aparentes tentativas de tornar literariamente belas as reflexões sobre o mal. Posso passar metade do tempo horrorizada com o que este autor escreve mas ao mesmo tempo penso, reflicto sobre o que está ali e sobre o que eu vejo ali. E não é essa grande função da literatura?

publicado por Patrícia às 16:29 link do post
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